Brasil
Estão abertas as inscrições para bolsas e financiamentos de pesquisa internacional em biotecnologia
Estão abertas as inscrições para as chamadas do Centro Internacional de Engenharia Genética e Biotecnologia (ICGEB) relativas a 2026. O objetivo é apoiar pesquisadores e instituições nacionais em projetos de excelência, divididos entre o Programa de Bolsas de Estudos e o Programa de Financiamento de Pesquisa Colaborativa (CRP).
Essa modalidade financia projetos com soluções para problemas científicos originais e com relevância para o Brasil ou de interesse regional. O programa contempla áreas como saúde humana, ciências básicas, bioenergia e biotecnologia industrial e agrícola.
Entre as diferentes linhas oferecidas este ano pelo ICGEB, os pesquisadores brasileiros podem concorrer à categoria Bolsas de Pesquisa ICGEB 2026 CRP. Os projetos selecionados podem receber uma contribuição anual de até 25 mil euros, com prazo máximo de execução de 36 meses.
Os candidatos devem ocupar cargos em universidades ou institutos de pesquisa em qualquer um dos estados-membros do ICGEB. Ou seja, a chamada é voltada para cientistas que desejam integrar a rede internacional do centro e colaborar para o trabalho de pesquisadores de diversos países.
Os interessados têm até 31 de março de 2026 para submeter suas propostas. As submissões devem ser feitas exclusivamente pelo portal de serviços do ICGEB.
Processo de inscrição e seleção
Para participar, o candidato deve criar uma conta no portal de submissão do ICGEB, utilizando e-mail e senha. Após o login, é possível escolher o programa desejado e preencher o formulário eletrônico. A seleção ocorre em duas etapas obrigatórias:
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Nacional: as propostas enviadas pelo portal são encaminhadas ao Liaison Officer do ICGEB no Brasil (MCTI). O comitê científico brasileiro avalia o mérito do projeto, a qualidade do currículo e o potencial benefício para o País, selecionando as melhores propostas para endosso
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Internacional: os projetos indicados pelo Brasil passam por uma avaliação final por pares em Trieste, na Itália. A decisão final cabe ao comitê internacional do ICGEB e será comunicada aos candidatos via e-mail
Este ano os candidatos brasileiros podem concorrer nas seguintes modalidades:
- Programa Internacional de Bolsas de Estudo ICGEB-DIC-MOST (IFP)
- Bolsas de estudo do ICGEB para cientistas em biossegurança
- Bolsas de Estudo SMART Arturo Falaschi
- Bolsas de Doutorado de Curta Duração Arturo Falaschi
- Bolsas de Pós-Doutorado de Curta Duração Arturo Falaschi
- Bolsas de Pós-Doutorado Arturo Falaschi
- Bolsas de Doutorado Arturo Falaschi
Sobre o ICGEB
O ICGEB é uma organização intergovernamental, inicialmente estabelecida como um projeto especial da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido), com sede em Trieste, Itália. Desde 1994, atua de forma autônoma e mantém mais de 45 laboratórios de ponta em suas três sedes principais: Trieste (Itália), Nova Deli (Índia) e Cidade do Cabo (África do Sul).
O ICGEB conta com 68 países-membros e opera como uma rede global, promovendo pesquisa de ponta, capacitação de recursos humanos e intercâmbio de conhecimento nas áreas de biotecnologia e biologia molecular. Suas atividades incluem o desenvolvimento de soluções em biomedicina, agricultura, biopesticidas, biocombustíveis e proteção ambiental.
A atuação do MCTI no ICGEB
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) representa oficialmente o Brasil no ICGEB e ocupa assento no Conselho de Governadores e no Conselho de Assessores Científicos. Além disso, um Liaison Officer local do ICGEB atua diretamente no MCTI, por meio da Coordenação-Geral de Ciências da Saúde, Biotecnológicas e Agrárias da Secretaria de Políticas e Programas Estratégicos (Seppe), fortalecendo o vínculo entre o Brasil e o Centro.
Nas últimas décadas, o Brasil tem se beneficiado dos programas do ICGEB, recebendo investimentos para formação de recursos humanos, treinamento especializado e financiamento de pesquisa, contribuindo para o avanço da ciência, tecnologia e inovação no País.
Brasil
Do doce de cacto ao tucupi negro: Salão do Turismo transforma Fortaleza em uma viagem pelos sabores do Brasil
Quem visitou o Salão do Turismo, em Fortaleza, conseguiu viajar pelo Brasil sem sair do Centro de Eventos do Ceará. Bastava seguir o cheiro do café do Espírito Santo, experimentar um doce de cacto da Paraíba, provar uma geleia de torresmo de Santa Catarina ou descobrir aromas amazônicos no estande do Amapá. Ao longo dos três dias de evento, a gastronomia virou uma das principais experiências do Salão.
Realizado pelo Ministério do Turismo (MTur), pela primeira vez no Nordeste, o evento reuniu os 26 estados e o Distrito Federal em uma programação que conectou turismo, cultura, artesanato e sabores regionais.
Sabores com histórias
No estande da Paraíba, um dos produtos que mais despertou curiosidade foi o doce de palma, preparado a partir do cacto usado tradicionalmente na alimentação animal no sertão. Na culinária local, o ingrediente ganhou coco e virou sobremesa típica.
“É algo surpreendente pra quem prova pela primeira vez”, contou José Orlando, interlocutor de turismo de São José de Princesa. O município também apresentou trilhas, restaurantes típicos e experiências ligadas ao turismo rural e quilombola.
No espaço do Amapá, a proposta foi apresentar a chamada “culinária do meio do mundo”, marcada por ingredientes amazônicos e técnicas tradicionais da região. Entre os destaques estavam sobremesas feitas com cumaru, conhecido como a “baunilha da Amazônia”, além de pratos elaborados com tucupi negro, peixes regionais e castanha-do-brasil.
“A floresta nos dá aromas, sabores e cores únicos. A gente trabalha com produtos da região e valoriza técnicas locais”, explicou Sandro Belo, presidente da Abrasel, no Amapá.
Já Santa Catarina apostou em produtos típicos do Vale Europeu, como bala de banana, geleias artesanais, salames italianos e até uma geleia feita à base de torresmo moído, tradição ligada à imigração europeia e à agricultura familiar do estado.
Vitrine nacional para pequenos produtores
No Armazém da Agricultura Familiar, pequenos produtores, de diferentes regiões do país, apresentaram doces, pimentas, queijos, molhos artesanais, cachaças e produtos típicos do Cerrado e do sertão nordestino.
Do Ceará, Katiuce Guerreiro levou produtos de um grupo que trabalha com turismo de base comunitária e sítios arqueológicos. “Quando a gente participa de um evento desse tamanho, o produto deixa de ser conhecido só localmente e passa a ter visibilidade nacional”, afirmou.
Já a Cooperativa Floryá, de Goiás, chamou atenção por causa dos sabores do Cerrado, como molhos artesanais, pastas de baru, mel de flor de laranjeira, cachaças e produtos feitos a partir de ingredientes típicos da região.
A história das produtoras também se destacou: formada exclusivamente por mulheres, a iniciativa nasceu durante a pandemia, quando agricultoras da região passaram a enfrentar dificuldades para comercializar os alimentos.
“A gente começou com um delivery de cestas básicas porque tinha produção parada e famílias passando necessidade. Depois, as mulheres perceberam que podiam produzir, vender e conquistar independência financeira”, contou Ana Caroline, gerente de projetos de inclusão da cooperativa.
Salão do Turismo
Realizado pela primeira vez no Nordeste, em Fortaleza, o 10º Salão do Turismo reuniu representantes dos 26 estados e do Distrito Federal em uma programação voltada à promoção de destinos, experiências e negócios. Ao longo de três dias, o evento promoveu palestras, rodadas de negócios, apresentações culturais, espaços gastronômicos e exposições de artesanato, além de debates sobre inovação, sustentabilidade, conectividade aérea, turismo de base comunitária e estratégias para o setor.
A edição também marcou o fortalecimento das políticas de incentivo ao turismo interno e da integração entre poder público, iniciativa privada e comunidades locais, reforçando o papel do turismo como motor de desenvolvimento econômico, geração de emprego e valorização da diversidade brasileira.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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