Paraná
Estado reforça sistema de agricultura com 324 servidores e entrega de 250 veículos
O Governo do Estado está reforçando o Sistema Estadual de Agricultura (Seagri), conjunto de órgãos e entidades do governo que atuam de forma integrada para planejar e executar políticas públicas voltadas ao agronegócio paranaense. O governador Carlos Massa Ratinho Junior deu posse, nesta segunda-feira (26), a 324 novos servidores que vão atuar nos órgãos do Seagri, além de entregar os primeiros 250 de cerca de 600 veículos adquiridos para dar agilidade aos trabalhos de campo.
Estão sendo contratados engenheiros agrônomos, ambientais e civis, administradores, assistentes sociais, economistas, técnicos de manejo e meio ambiente e profissionais de outras áreas. Eles ingressam como servidores da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) – além desses três órgãos, o Seagri é formado também pelas Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa).
A posse oficial e entrega de veículos ocorreu durante um grande evento no Palácio Iguaçu, marcado também pelo lançamento dos programas Paraná Conectado e Se liga aí, Paraná. O governador ressaltou que o ingresso dos novos profissionais marca mais um avanço para a agricultura paranaense, garantindo maior presença técnica nos territórios e mais apoio para o desenvolvimento sustentável do agronegócio do Estado.
- Ratinho Junior lança programas que levam energia mais potente e conectividade às propriedades rurais
“É um dia muito importante para a agricultura do Paraná, com muitos investimentos que fortalecem a vocação paranaense, que é produzir alimento e ser o supermercado do mundo”, afirmou Ratinho Junior. “Estamos contratando novos servidores, que assumem hoje sua responsabilidade de atender órgãos importantes do governo, que têm a função de atender o agricultor lá na ponta, dar todo o amparo técnico, levar novas técnicas para o melhorar a produção, especialmente dos pequenos agricultores do Paraná”.
Além disso, destacou Ratinho Junior, os veículos adquiridos pela Seab vão dar condições para que os servidores possam chegar até os produtores rurais. “Essas viaturas vão atender todo esse corpo técnico, para que eles possam chegar às propriedades do Estado”, disse.
Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, a atuação dos novos servidores vai permitir o planejamento e execução de políticas públicas voltadas ao agronegócio, abrangendo agricultura familiar, produção, inovação, defesa agropecuária e desenvolvimento sustentável.
“A entrada de novos técnicos fortalece o agronegócio do Paraná. Eles permitem uma proximidade com os produtores rurais, trabalhando na assistência técnica, extensão rural, na pesquisa e na defesa sanitária e agropecuária”, afirmou Nunes. “Isso tem feito a diferença na agricultura paranaense, que é uma das mais produtivas do Brasil e chega a mais de 170 países ao redor do mundo”.
A entrega dos mais de 600 veículos ao Siagri beneficiará diretamente os produtores rurais paranaenses, fortalecendo a capacidade operacional dos órgãos envolvidos, ampliando o atendimento no campo e contribuindo para o aumento da produtividade, da sustentabilidade e da competitividade do agronegócio no Estado.
SERVIDORES – Na Seab, tomaram posse 173 novos servidores. Todos ingressaram por meio do Quadro Próprio do Poder Executivo (QPPE) e passam a integrar a carreira efetiva do Estado, reforçando áreas estratégicas de formulação de políticas públicas, gestão e apoio ao desenvolvimento agropecuário. Os cargos são para assistente social, engenheiro agrônomo, economista, nutricionista, contador, administrador, psicólogo, técnico de manejo e meio ambiente, engenheiro florestal, engenheiro civil, técnico de Tecnologia da Informação e geógrafo.
Carolinne Roque de Freitas, uma das novas servidoras empossada na Seab, sente-se bastante motivada e satisfeita com o trabalho. “Sou psicóloga e entrei na Seab para trabalhar diretamente com os servidores. No momento, estamos fazendo um levantamento de dados em parceria com a Adapar, para promoção da saúde e qualidade de vida dos servidores. Pelos dados já conseguimos ver que os índices de risco psicossocial é bem baixo na Seab. Então, pretendemos apenas promover e reforçar essa gestão humanizada”, contou Carolinne.
O IDR-Paraná recebeu 111 novos servidores, admitidos por meio de Processo Seletivo Simplificado (PSS). O reforço contempla diferentes áreas técnicas e de pesquisa, com engenheiros agrônomos, administradores, médicos veterinários, engenheiro florestal, técnicos agrícolas e de agropecuária, e pesquisadores, ampliando a capacidade de atendimento aos produtores rurais e de geração de conhecimento aplicado ao campo.
Já a Adapar incorporou 40 novos servidores efetivos, distribuídos entre o Quadro Próprio do Poder Executivo e o Quadro Próprio da Adapar. Entre os profissionais empossados estão médicos veterinários, técnicos agrícolas e de agropecuária, administradores, economista, engenheiro do trabalho e psicólogo, bem como especialistas em Tecnologia da Informação, fortalecendo as ações de defesa sanitária animal e vegetal no Estado.
“Esses novos servidores vão ocupar, basicamente, cargos na área administrativa, mas também na parte técnica. E temos a perspectiva ainda de contratar mais de 50 engenheiros agrônomos, que já prestaram o concurso, para atuarem como fiscais nas várias regiões do Estado”, explicou o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins. “É um momento importante para a defesa agropecuária do Paraná, que é cheia de desafios, mas temos criado soluções para esses desafios”.
VEÍCULOS – A entrega dos 250 veículos integra um amplo pacote de investimentos em modernização estrutural, tecnológica e operacional da Seab, que inclui ainda a aquisição de equipamentos de informática, drones, eletrodomésticos, equipamentos laboratoriais e mobiliário, para melhorar as condições de trabalho das equipes técnicas e administrativas em todo o Estado.
Essa estruturação fortalece a capacidade operacional dos órgãos do Seagri, ampliando o atendimento no campo e contribuindo para o aumento da produtividade, da sustentabilidade e da competitividade do agronegócio no Estado.
Além dos carros adquiridos pelos órgãos do Sistema Seagri, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) foi responsável pela aquisição de 20 caminhonetes, de um total de 241 unidades entregues, que fazem parte de um convênio com o IDR-Paraná dentro do programa Água Segura.
Os veículos serão usados nas atividades de manejo e conservação de solo e água em mananciais para produção de água. A proposta do programa é fortalecer, através das parcerias, a segurança hídrica do Estado, com a gestão integrada de microbacias, promovendo a conservação do solo e da água, a resiliência climática e a sustentabilidade dos sistemas produtivos. Ele tem como foco a proteção dos mananciais de abastecimento público, a produção de água e alimentos seguros e o bem-estar das populações urbanas e rurais.
Fonte: Governo PR
Paraná
Nova atualização do Monitor de Secas aponta para continuidade da estiagem no Paraná
As regiões Oeste e Noroeste do Paraná estão em situação de seca fraca, de acordo com o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas, divulgado nesta quinta-feira (16). O estudo é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Agora todas as regiões paranaenses registram algum tipo de seca no mapa referente a março.
Nas cidades de divisa com São Paulo, de Sengés à Jacarezinho, houve um recuo da seca grave para moderada. Além destas cidades, a seca moderada também atinge o Vale do Ribeira, as cidades mais ao norte do Litoral, do Sul até a cidade de Pinhão e parte mais ao sul do Sudoeste paranaense. Nas outras regiões, há registro de seca fraca.
No norte da Região Metropolitana de Curitiba, nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro, a seca já está estabelecida há mais de um ano. Os impactos são de curto e longo prazo no Norte do Paraná, ou seja, podem prejudicar a agricultura e o abastecimento de água; e de curto prazo nas demais áreas, ou seja, prejudicando apenas a agricultura.
CHUVAS RECENTES – A irregularidade das chuvas nos últimos meses foi o principal fator para o avanço da seca, que já era observada no Centro-Leste e Centro-Norte do Paraná, para a faixa oeste. Janeiro, fevereiro e março são os meses com maior volume de chuva no Estado, porém o verão registrou chuvas com má distribuição.
A situação ficou mais crítica em março. Entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, apenas oito atingiram o volume histórico de chuva para o mês de março de 2026. Algumas delas registraram menos de 25 mm de chuva durante o mês inteiro, como é o caso de Cascavel, Curitiba, Irati, Loanda, Pato Branco e Santo Antônio da Platina.
“Essa precipitação abaixo da média histórica foi influenciada pela atuação de massas de ar seco que predominaram ao longo do mês. A ausência de movimento de umidade da região amazônica para o estado do Paraná também justifica a ocorrência de vários dias consecutivos com pouca ou nenhuma chuva, principalmente nos municípios das regiões Oeste e Sudoeste”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.
O déficit de precipitação no Oeste, Noroeste e Sudoeste favoreceu para que a seca fraca se estabelecesse. “A seca fraca está relacionada à ausência de precipitação e alguns indicadores, como o crescimento baixo de algumas culturas, afetando a agricultura. Além disso, no Sudoeste especificamente, a seca se agravou um pouco mais, evoluindo de fraca intensidade para moderada. Ou seja, também há impactos em alguns riachos, rios da região. Isso pode ocasionar desabastecimento, ou alguma cultura poderá ser mais atingida que outras”, diz Kneib.
As informações da plataforma de inteligência agroclimática do Simepar, o Simeagro, apontam que os eventos pontuais de precipitação identificados nas imagens de chuva espacializada foram insuficientes para recompor o déficit hídrico acumulado. Esse comportamento se reflete em anomalias negativas moderadas no índice de vegetação, indicando redução do vigor das culturas, especialmente em áreas de soja em final de ciclo e milho segunda safra em fase inicial de desenvolvimento.
Já na região Noroeste, segundo o Simeagro, o cenário é mais crítico, com maior persistência de falta de chuva ao longo do mês de março e aumento expressivo do risco de incêndio, evidenciando condições de estresse hídrico mais severo. Nesse contexto, os impactos sobre as lavouras tendem a ser mais acentuados, com comprometimento do desenvolvimento vegetativo, maior risco de falhas no estabelecimento do milho safrinha e redução do potencial produtivo.
EM ABRIL – A tendência é de que a situação de seca continue ao longo do mês de abril. Neste mês, historicamente, as chuvas são mais volumosas em poucos episódios: são muitos dias sem chuva, e quando chove, os acumulados são mais altos. A previsão climática do Simepar indica que o Litoral terá volumes acumulados de chuva dentro ou muito próximo da média histórica para abril, e o resto do Estado registrará acumulados abaixo da média – principalmente a Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais, onde já choveu pouco em março.
A Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cedec) acompanha o avanço da estiagem e auxilia as prefeituras de acordo com a demanda. Atualmente estão vigentes 20 decretos de situação de emergência homologados pelo Estado nos municípios de Boa Vista da Aparecida, Nova Tebas, Planalto, Realeza, Capitão Leônidas Marques, Coronel Domingos Soares, Espigão Alto do Iguaçu, Laranjal, Prudentópolis, Quedas do Iguaçu, Missal, Santa Helena, Iretama, Salto do Lontra, Roncador, Nova Prata do Iguaçu, Capanema, Santa Mariana, Borrazópolis e Antonina.
Nestes casos, o Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) pode direcionar recursos para ações de prevenção e recuperação, como detalha o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil. “Ao todo destinamos já R$ 324 mil para as prefeituras de Nova Prata do Iguaçu, Roncador e Antonina que solicitaram ajuda à Cedec. O dinheiro está sendo investido na compra de caixas d’água e combustível usado nos veículos pesados para obras de emergência para a captação de água”, completa.
Em 2025 e 2026 foram doados 57 reservatórios flexíveis, com capacidade de 6 mil litros de água, para 35 municípios. Os equipamentos permanecem instalados nos locais com maior demanda e podem ser reabastecidos. Este ano foram enviadas ainda 1.440 cestas básicas para os municípios de Antonina, Quedas do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida, Roncador, Iretama e Espigão Alto do Iguaçu.
O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, explica que a Companhia mantém um sistema de monitoramento constante do volume dos mananciais e acompanha a evolução do quadro de estiagem em todas as regiões do Paraná.
“Graças ao sistema Infohidro, ferramenta desenvolvida em parceria com o Simepar e o IAT, podemos realizar a gestão de riscos e estamos trabalhando ininterruptamente para garantir a regularidade do abastecimento. No entanto, água é um bem finito e sua disponibilidade depende de um esforço coletivo. Por isso, a Sanepar reforça a necessidade do uso consciente e racional da água, evitando o desperdício”, recomenda Bley.
MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.
O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.
No Brasil, no mapa divulgado nesta quinta-feira (16), a seca grave, assim como no Paraná, recuou para moderada em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Goiás. A área de seca extrema também reduziu, ficando restrita agora a cidades do Ceará e do Rio Grande do Norte. No país, a única região que ainda tem registro de seca grave é o Nordeste.
A seca moderada atinge, além do Paraná, maior parte de São Paulo; cidades ao sul e noroeste de Minas Gerais; uma pequena área a noroeste do Mato Grosso do Sul; cidades ao sul e nordeste de Goiás; a maior parte da região Nordeste, com exceção do Maranhão; e algumas cidades ao leste do Piauí, no Norte.
A seca fraca aparece em quase toda a região Sul, em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Piauí e Amazonas, e em pequenas áreas do Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Amapá e Pará. Os únicos estados brasileiros sem qualquer registro de seca neste mapa do Monitor de Secas são o Acre e o Espírito Santo.
O Monitor de Secas explica que, apesar dos episódios de chuva intensa registrados em Minas Gerais nos últimos meses, a condição de seca infelizmente permanece. “Esse aparente contraste se explica pela má distribuição das chuvas no tempo e no espaço, muitas vezes concentradas em poucos dias e em áreas isoladas, o que limita a recuperação das reservas hídricas. Assim, eventos de cheias podem coexistir com escassez hídrica, em razão do déficit acumulado e do início desfavorável da estação chuvosa 2025/2026”, detalha o estudo.
Fonte: Governo PR
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