Paraná
Estado planeja implantar Complexo Náutico de Guaratuba perto da nova ponte
A área utilizada hoje como canteiro de obras da Ponte de Guaratuba será destinada a empreendimento que contribuirá para a atração de turistas, impulsionando rede hoteleira, comércio e serviços.
No final da tarde desta terça-feira (21), o Governo do Estado do Paraná, por intermédio da Secretaria do Planejamento (SEPL), publicou um edital de chamamento público do Complexo Náutico de Guaratuba. O projeto tem como objetivo instalar, operar e manter uma estrutura que se alinha ao desenvolvimento do Litoral, com a evolução que vem ocorrendo nos últimos anos.
As regras para a participação de interessados estão no site do programa Paraná Parcerias. Neste primeiro momento, quem desejar participar precisa fazer um credenciamento até o dia 11 de novembro, seguindo o que diz a Lei de Licitações n. 14.133 de 2021. Depois disso, os autorizados poderão desenvolver e apresentar seus estudos em até 90 dias.
Com o futuro próximo das obras da Ponte de Guaratuba, o Governo do Estado encontrou uma solução para ocupar o espaço onde estão as estruturas provisórias da construção, que ficará ociosa. O local destinado às operações de suporte do atual ferryboat também entra neste projeto.
“Estamos transformando um passivo em um ativo de altíssimo valor. Temos uma área que, de outra forma, ficaria ociosa. Desenvolvemos este projeto visionário para que este espaço se torne um polo de atração turística e um motor de desenvolvimento econômico para toda a região, impulsionando decisivamente a rede hoteleira, o comércio e a excelência em serviços”, avaliou o secretário estadual do Planejamento, Ulisses Maia.
Com a finalização das obras da ponte, a movimentação de veículos e pessoas por embarcações será encerrada. As estruturas provisórias, maquinários e equipamentos utilizados na construção serão demolidos ou retirados do local.
Coordenada nesta etapa pela Unidade Gestora do Programa de Parcerias do Paraná (UGPAR), também conhecida como Paraná Parcerias, a iniciativa se dá por Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI). Nesta modalidade, os possíveis parceiros podem participar com informações de caráter técnico incluindo estudos de viabilidade, levantamentos, investigações, dados ou pareceres.
“O Conselho de Parcerias do Paraná entendeu mais viável a estruturação pela opção do PMI, tendo em vista as características do empreendimento, o objeto e a finalidade dos estudos, buscando maior agilidade, conhecimento especializado na área e redução de tempo e de custos nas fases preliminares. Assim, fazemos um melhor uso dos recursos públicos“, analisou o chefe da UGPAR, Luiz Moraes Junior.
Os dados apresentados complementarão o levantamento prévio realizado pelo Estado e contribuir na estruturação do projeto de parceria público-privada para a implantação do Complexo Náutico.
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Estado investe R$ 1,7 bilhão em obras de infraestrutura nos municípios do Litoral
OLHAR PARA O LITORAL – O projeto do Complexo Náutico de Guaratuba se alinha à atenção que o Governo do Estado tem dado para desenvolver o Litoral. São diversas as obras na região, das quais se destacam alargamento e revitalização da Orla de Matinhos, modernização das orlas de Guaratuba e Pontal do Paraná, duplicação da PR-412, realização de shows gratuitos na temporada e investimentos viários em todas as cidades do Litoral.
A proposta do Complexo Náutico de Guaratuba está alinhada ao Plano de Governo 2023-2026 em que consta o fomento ao desenvolvimento da economia náutica por meio de ações integradas entre indústria, comércio e serviços e as atividades turísticas no Litoral e nas águas do Interior. Esta ação está também ancorada no Plano Plurianual (PPA) 2024-2027.
Fonte: Governo PR
Paraná
Programa de irrigação no Noroeste do Paraná avança com a compra de torres de fluxo
O programa IrrigaSIM, coordenado pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), deu um novo passo nesta quinta-feira (21). Em uma reunião no Gabinete de Gestão e Informações do Palácio Iguaçu, foi anunciada a aquisição de cinco torres de fluxo que serão instaladas em áreas do Noroeste do Paraná.
Uma torre de fluxo mede continuamente a troca de gases (como vapor d’água e dióxido de carbono) e calor entre a vegetação e a atmosfera, permitindo calcular com precisão a evapotranspiração real da lavoura (transferência de água da superfície da Terra para a atmosfera em forma de vapor). O investimento para a compra das torres passa de R$ 10 milhões, recursos da Fundação Araucária, também viabilizados pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR).
O diretor de Gestão de Negócios do IDR-PR, Richard Golba, destacou o trabalho realizado para a criação da Lei de Segurança Hídrica, feita em parceria entre várias instituições, e que também embasa as ações do IrrigaSIM. “Nossa expertise é fazer alianças e buscar parcerias. Tudo foi fruto de muito debate, muito estudo. Vale destacar que esta é uma legítima iniciativa do governador Ratinho Junior, que tem cobrado para que isso vá a campo”, ressaltou.
O projeto iniciou em 2024 envolvendo a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e a Secretaria de Agricultura e do Abastecimento, que seguem colaborando com o projeto. O IrrigaSIM é um apoio tecnológico ao Irriga Paraná. O projeto envolve sensoriamento remoto e modelos para a evapotranspiração de culturas. As partes se comprometem a trocar informações científicas, organizar missões, seminários e workshops, e apoiar atividades de pesquisa e inovação.
“Esse é mais um passo importante dado pelo Governo do Estado para que, com o apoio da tecnologia, possamos ter mais conhecimento e, assim, tomar as decisões certas em relação ao uso da água. Esse modelo de irrigação terá impacto direto na produção paranaense, beneficiando toda a população do Estado”, afirmou o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.
A Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial também passou a fazer parte do projeto. Agora a pasta vai ajudar com os dados coletados durante o projeto. Estudos e visitas técnicas já foram realizados na região Noroeste do Paraná, que é a região que mais sofre com a seca.
“Esse projeto foi concebido para trazer ao Paraná uma segurança em campo com relação à água para que a produção agrícola e a potencialidade do Estado na agricultura continuem sendo fortes. E naturalmente, dentro desses cenários, a gente sabe que existe todo um campo de apoio por trás das coisas, e a inteligência artificial é um fator hoje preponderante”, ressaltou Marcos Stamm, secretário de Inovação e Inteligência Artificial.
“No Paraná, mais de 40% do PIB é do agronegócio. Mais de 14% de grãos produzidos no Brasil saem do Estado do Paraná. Então é muito importante a irrigação sustentável, porque a água é nosso bem maior e que precisa ser bem utilizado, bem aplicado, para trazer resultados satisfatórios e propícios não só à produção, mas para a sustentabilidade do nosso Estado”, complementou Jean Rafael Puchetti Ferreira, chefe do Centro Estadual de Desburocratização da Casa Civil, que atuou na governança da integração entre os órgãos públicos para viabilizar o projeto.
Desde a época da pandemia, quando esteve pessoalmente no Nebrasca conhecendo os sistemas de irrigação da região, o diretor-presidente do Simepar, Paulo de Tarso, aprendeu sobre as tecnologias e trouxe todas as informações para as articulações dentro do Governo do Paraná.
“Esse trabalho é resultado de dois anos de pesquisa, de aprimoramento e estreitamento institucional para que o Paraná seja inovador em matéria de irrigação. Não só o estudo que vem sendo feito, o resultado desse projeto também será a formação de pessoas capacitadas para conduzirem esse processo de irrigação no estado do Paraná”, ressaltou Tarso.
ETAPAS – Os estudos vão fazer a classificação agroclimática do Paraná identificando mais áreas aptas à irrigação de grãos como soja, milho e feijão. O trabalho é realizado por 14 pesquisadores do Simepar, dois pós-doutores, sete doutores e cinco mestres.
Assim que as cinco torres de fluxo forem instaladas e calibradas, começarão a coletar dados micrometeorológicos reais no campo. Com isso, será possível modelar variáveis hidrológicas em programas de computador, como a espacialização da evapotranspiração, ajuste do coeficiente de cultura e medição da infiltração do solo.
Os modelos determinarão as melhores taxas de irrigação por diferentes métodos, e também será possível obter via imagens de drones o fluxo de carbono, mensurar o carbono no solo e medir o fluxo de gases de efeito estufa, comparando e validando com os dados das torres de fluxo.
A integração entre os dados ambientais, hidrológicos, e de balanço de carbono será feita em uma plataforma de Inteligência Artificial, que dará suporte à tomada de decisão no manejo irrigado. Todo esse trabalho otimiza o uso da água e do solo, mitiga emissões de Gases de Efeito Estufa e promove a sustentabilidade agrícola no Estado.
Cinco áreas serão acompanhadas durante o plantio em outubro / novembro – colheita março / abril; cultura março / abril – colheita julho / agosto; e cultura julho / agosto – colheita outubro / novembro. Os resultados dos estudos apontam redução estimada de até 30% no consumo de água na agricultura.
“Já tivemos várias reuniões técnicas para a discussão dos passos, e agora que o projeto oficialmente está lançado e o orçamento disponível, podemos seguir o cronograma, com a compra das torres e modelagem do uso de água e evapotranspiração”, explicou Christofer Neale, diretor do Water For Food, instituto do Nebrasca que orienta o projeto, e de onde veio a inspiração para todo o trabalho.
Com uma população de 1,9 milhão de pessoas, o Nebrasca, localizado na região central dos Estados Unidos, investiu cerca de US$ 6,8 bilhões para a instalação de 96 mil poços utilizados nos atuais sistemas de irrigação. A medida foi necessária devido às grandes variações de precipitação de chuva e das diferenças de solo nas diferentes regiões do estado americano.
O aquífero do Nebrasca é mais preservado do que o de outros estados americanos, como o Texas, por exemplo. Isso se deve justamente ao fato dos investimentos feitos nos atuais sistemas de irrigação, que utilizam os recursos hídricos de forma mais sustentável, reduzindo o impacto no meio ambiente.
WORKSHOP – Na tarde desta quinta-feira aconteceu, no auditório do Simepar, o Workshop Águas Subterrâneas no Paraná, que apresentou detalhes do IrrigaSIM e trouxe debates sobre a importância do monitoramento das águas subterrâneas e da modelagem aplicada à gestão de aquíferos, além de outorga e regularização.
O evento contou com apresentações dos pesquisadores do Simepar e do professor Christopher Neale, envolvidos no IrrigaSIM, além de palestras do professor Gustavo Athaide, da UFPR, do professor Glauco Zely da Silva Eger, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e de Nizara Sanches, do Instituto Água e Terra (IAT). As atividades encerraram com uma mesa-redonda, para debater os desafios do setor.
PRESENÇAS – Também estiveram presentes na reunião o professor João Carlos Bespalhok Filho, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que capacita alunos para atuarem no projeto; e Raul Alberto Marcon, coordenador de Gestão de Recursos Hídricos na Sanepar, que acompanha a implantação de cada etapa do estudo.
Fonte: Governo PR
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