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Estado lança programa de residência na área de gestão documental e patrimônio

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O Governo do Paraná lançou, nesta segunda-feira (09), mais um programa de Residência Técnica (Restec) com o Curso de Especialização em Gestão Documental, Educação Patrimonial e História Pública, que será ofertado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Nesta primeira edição, serão selecionados 35 profissionais recém-formados em 22 cursos de graduação de diferentes áreas do conhecimento. São dez vagas para Curitiba e o restante distribuído entre 12 municípios do Interior.

Conforme o edital, as inscrições estarão abertas entre 2 e 9 de março, exclusivamente pela Internet. Antes disso, no período de 9 a 11 de fevereiro, os candidatos que se enquadram nos critérios de isenção podem solicitar a gratuidade da taxa de R$ 81. Conforme a legislação, a isenção será concedida para pessoas convocadas e nomeadas pela Justiça Eleitoral, que tenham atuado em dois eventos eleitorais, e pessoas que fizeram doação de sangue no último ano.

A expectativa é que as atividades práticas e teóricas do programa comecem em abril de 2026, com previsão de dois anos de duração. Os residentes do Estado do Paraná recebem uma remuneração mensal de R$ 3.304, composta por R$ 3.040 de bolsa-auxílio e R$ 264 de auxílio-transporte.

Essa residência é resultado de uma parceria entre a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), que coordena os vários programas de Restec, e a UEL, instituição de ensino superior que oferta a pós-graduação na área de gestão documental e patrimônio histórico. O curso será na modalidade de ensino a distância (EAD), no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) da Universidade Virtual do Paraná (UVPR).

Segundo a diretora de Ensino Superior da Seti, Maria Aparecida Crissi Knuppel, o programa representa um avanço para a preservação da memória e da identidade paranaense. “Esta nova residência integra, de forma pioneira, a formação teórica de excelência com a prática direta em instituições que guardam nosso patrimônio documental e histórico”, afirma. “É uma oportunidade para capacitar uma nova geração de profissionais, fomentando a inovação na gestão e na difusão do conhecimento patrimonial”.

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PROVA – A seleção para a primeira turma dessa residência será composta por análise documental, prova de títulos com base no currículo Lattes dos candidatos e uma prova online de caráter eliminatório e classificatório, aplicada por meio da plataforma da UVPR. Agendada para 23 de março, às 14 horas, a prova terá 10 questões objetivas, com duração de uma hora. A classificação final será determinada pela média das notas obtidas nas duas avaliações (prova de títulos e prova online).

IMERSÃO PRÁTICA – Os profissionais selecionados serão contratados como bolsistas para desenvolver atividades práticas de 30 horas semanais nos museus e centros de documentação das sete universidades estaduais. Além das instituições de ensino superior, os residentes também atuarão na Biblioteca Pública do Paraná, ligada à Secretaria da Cultura (Seec), e no Arquivo Público do Paraná, vinculado à Secretaria da Administração e da Previdência (Seap).

ESPECIALIZAÇÃO – O curso de especialização terá carga horária total de 360 horas. A formação está organizada em nove disciplinas que abordam temas como gestão de documentos digitais, políticas de patrimônio cultural, história pública e aplicada, e conservação de acervos, além do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

A primeira turma dessa nova Restec é destinada para profissionais de Arquitetura e Urbanismo, Arquivologia, Artes Cênicas, Artes Visuais, Biblioteconomia, Biotecnologia, Biologia, Ciências da Computação, Ciências da Informação, Ciências Sociais, Filosofia, Física, Geografia, Geologia, Gestão da Informação, História, Informática, Letras, Matemática, Museologia, Pedagogia e Química. Os candidatos devem ter concluído a graduação há no máximo três anos.

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POLÍTICA PÚBLICA – Os programas de residência técnica são reconhecidos como política pública de Estado, com amparo na Lei nº 20.086/2019. A iniciativa contempla atividades práticas em órgãos estaduais e um curso de pós-graduação lato sensu (EAD), com conteúdo acadêmico desenvolvido pelas universidades estaduais.

Atualmente são 1.542 residentes em 11 programas: desenvolvimento rural; economia rural; gestão ambiental; gestão por processos; gestão pública; inovação; obras públicas; políticas produtivas; saúde pública; segurança pública; e turismo.

Confira as vagas do novo programa de Restec na área de gestão documental e patrimônio histórico:

Curitiba – 7 vagas (Arquivologia, Artes Visuais, Biblioteconomia, Gestão da Informação, História e Museologia)

Campo Mourão – 1 vaga (Geografia, História, Letras e Pedagogia)

Cascavel – 1 vaga (Artes Cênicas, Artes Visuais, Arquitetura e Urbanismo, História e Letras)

Guarapuava – 2 vagas (Arquivologia, Biblioteconomia, Biologia, Ciências da Informação, Física, Geografia, Geologia, História e Museologia)

Irati – 2 vagas (História)

Jacarezinho – 2 vaga (Filosofia, História e Letras)

Londrina – 6 vagas (Arquivologia, Biologia, Física, História, Pedagogia e Química)

Marechal Cândido Rondon – 2 vagas (História)

Maringá – 4 vagas (Artes Visuais, Biotecnologia, Ciências Biológicas, Ciências da Computação, Ciências Sociais, Física, Geografia, História, Informática, Matemática, Museologia e Química)

Paranavaí – 1 vaga (História)

Paranaguá – 1 vaga (História)

Ponta Grossa – 5 vagas (Geografia e História)

União da Vitória – 1 vaga (Geografia, História e Pedagogia)

Serviço:

Isenção da taxa de inscrição: 9 a 11 de fevereiro

Inscrições: 2 a 9 de março – Edital AQUI

Prova online: 23 de março, às 14h

Resultado: 25 de março

Matrícula: 27 a 30 de março

Início do curso: início de abril

Fonte: Governo PR

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Na Espanha, Fundação Araucária lança programa de cooperação em CT&I Paraná-Catalunha

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Uma delegação paranaense liderada pela Fundação Araucária cumpre nesta semana uma agenda em Barcelona, na Espanha, com o objetivo de ampliar a cooperação internacional em Ciências da Vida e da Saúde. A missão, que começou segunda-feira (13) e segue até esta quinta (16), reúne representantes de universidades, hospitais, centros de pesquisa, setor público e empresas, em uma estratégia voltada à consolidação do ecossistema de inovação no Paraná.

Entre os destaques das atividades está o lançamento do programa Interconexões em CT&I Paraná-Catalunha, que tem como objetivo fortalecer a cooperação internacional em ciência, tecnologia e inovação, conectando pesquisadores paranaenses a profissionais e instituições de excelência vinculados à Catalunha. O lançamento aconteceu em encontro com dirigentes, pesquisadores e cientistas da Universidade Barcelona.

Também foi apresentado o programa Ganhando o Mundo da Ciência, que proporciona a alunos de graduação, que estão ou estiveram em estágio de Iniciação Científica no Paraná, a oportunidade de realizar mobilidade internacional por um período de até três meses, a depender das áreas prioritárias para a consolidação da cooperação internacional.

O programa Interconexões busca estimular a formação de redes colaborativas, promover o intercâmbio de conhecimento e ampliar a inserção do Paraná em ambientes globais de pesquisa. “Com investimento inicial de cerca de R$ 3 milhões, o Interconexões Paraná-Catalunha prevê o apoio a projetos conjuntos entre universidades, centros de pesquisa e empresas, incentivando a mobilidade acadêmica e o desenvolvimento de soluções inovadoras em áreas estratégicas”, destacou a top manager da Fundação Araucária e coordenadora do programa, Maria Zaira Turchi.

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O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, ressaltou que a missão busca estruturar, no Paraná, um modelo semelhante ao adotado na Catalunha, referência internacional no setor. “A delegação paranaense reúne importantes representantes da comunidade científica e tecnológica na área da saúde. Esperamos, nos próximos anos, consolidar o Cluster Paraná de Ciências da Vida e da Saúde, inspirado no modelo da Catalunha, que hoje responde por mais de 7% da produção de saúde da Europa. Esse resultado não aconteceu por acaso, mas por meio de uma estratégia estruturada”, afirmou.

Segundo ele, a iniciativa envolve a articulação entre universidades, hospitais universitários, poder público e empresas. “Estamos aqui para estreitar laços e construir, ao longo dos próximos meses e anos, um cluster dinâmico e consistente, com a participação de instituições e empresas como a Prati Donaduzzi e o Biopark”, completou.

A missão também anunciou a chamada pública voltada a pesquisas clínicas. Segundo a assessora de Relações Internacionais da Fundação Araucária, Eliane Segati, serão investidos R$ 20 milhões voltados a pesquisas clínicas, fortalecendo de forma concreta a cooperação internacional em saúde e inovação. “Com esta delegação, que representa o ecossistema de ciências da vida e da saúde do Paraná, reafirmamos o nosso compromisso com parcerias estratégicas e com o avanço da ciência de impacto global”, ressaltou Eliane. 

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A programação da missão conta, ainda, com reuniões institucionais, visitas técnicas e assinatura de acordos com instituições de referência, como a Universidade de Barcelona e o Hospital Vall d’Hebron. Inclui também visitas a centros de pesquisa biomédica, parques de inovação e empresas de biotecnologia, como a SpliceBio, além de encontros com lideranças científicas e gestores de saúde. 

A delegação também conta com representantes de instituições como a Universidade Federal do Paraná (UFPR), Fiocruz Paraná, hospitais universitários e a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, reforçando a integração entre pesquisa, assistência e inovação. 

INTERCONEXÕES – O Programa Interconexões em Ciência, Tecnologia e Inovação: Paraná–Catalunha busca impulsionar a formação de redes colaborativas, promovendo a troca de conhecimento e o desenvolvimento conjunto de projetos estratégicos. 

O edital, de R$ 3 milhões, prevê apoio a propostas que envolvam universidades, centros de pesquisa e empresas, estimulando a mobilidade acadêmica e a integração entre ciência e inovação. As manifestações de interesse dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) vão até 13 de maio e dos pesquisadores brasileiros vinculados a instituições da Catalunha ocorrem a partir de 10 de junho. O prazo de submissão de propostas de colaboração Paraná-Catalunha vai até 30 de junho. 

Fonte: Governo PR

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