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Paraná

Estado envia às escolas 1ª remessa de alimentos do ano com 4,6 mil toneladas

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A Secretaria de Estado da Educação (Seed), por meio do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), entrega neste mês de janeiro a primeira remessa centralizada de alimentação escolar para a rede estadual de ensino. As aulas do ano letivo de 2026 iniciam dia 5 de fevereiro. 

Nesta primeira etapa de entregas, que se estende até o início de fevereiro, serão distribuídas mais de 4,6 mil toneladas de itens classificados como secos: arroz parboilizado, arroz polido, feijão-carioca, feijão-preto, açúcar cristal, açúcar demerara, biscoitos (seis tipos), cereal de milho, fubá, doce de leite, manteiga, barra de frutas, chá-mate, água de coco integral, banha de porco para os colégios indígenas e quilombolas, entre outros. 

Uma novidade é a aquisição de arroz e feijão ensacados com tecnologia Atmosfera Modificada (ATM), que amplia a segurança alimentar ao preservar os grãos e impedir a proliferação de insetos, sem uso de produtos químicos, preservando a saúde dos alunos. “A oferta de alimentos de qualidade na rede estadual é um compromisso do nosso Governo. Com essa tecnologia, estamos colocando a qualidade do alimento e a saúde dos alunos no centro da política pública”, destacou Roni Miranda, Secretário de Educação do Paraná.

O investimento total desta remessa é de R$ 46,1 milhões, aproximadamente 5% a mais do que a primeira do ano passado. A quantidade de alimentos possibilitará a preparação de quase 1,5 milhão de refeições por dia para os mais de 1,2 milhão alunos dos 2.088 colégios da rede estadual.

Os gêneros alimentícios serão utilizados no preparo das refeições e do cardápio do Mais Merenda – programa estadual instituído no segundo semestre de 2022 em toda a rede estadual, que acrescenta um lanche na entrada e outro na saída do turno.

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A diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, destaca a importância do atendimento às escolas. “As ações são realizadas sempre com foco no aluno, com produtos de qualidade que atendam às necessidades dos estudantes e assegurando uma refeição adequada, nutritiva e pautada na segurança alimentar”, afirmou.

TECNOLOGIA DE CONSERVAÇÃO – Pela tecnologia ATM, aplicada no ensacamento do arroz e feijão-preto entregues às escolas, o ensacamento dos grãos é feito com gases inertes (nitrogênio e dióxido de carbono) e com pouco oxigênio. Essa condição interrompe a proliferação de microrganismos, eliminando possíveis insetos no armazenamento de grãos, sem recorrer ao uso de produtos químicos e sem causar danos à saúde.

O Colégio Estadual Nossa Senhora da Salete, em Curitiba, já recebeu os alimentos. São 2,7 toneladas de alimentos que devem beneficiar cerca de 400 alunos (866 refeições). Entre os grãos, estão o arroz e o feijão ATM. “Essa tecnologia vai propiciar conservação por mais tempo, sem interferir na qualidade do produto do cozimento até o servimento, contribuindo para a alimentação escolar”, disse Tânia Baldão, diretora do colégio.

No caso do arroz, a ATM impede processos de oxidação que comprometem sabor, aroma e aparência, assegurando um alimento com padrão mais elevado de qualidade. Já no feijão, a tecnologia contribui para a preservação da integridade do grão, reduz perdas por infestação e mantém melhores condições de preparo, fator relevante na rotina das cozinhas escolares.

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Ao possibilitar maior estabilidade durante o armazenamento, a tecnologia também fortalece o abastecimento contínuo das escolas, reduz desperdícios e contribui para a eficiência da política de alimentação escolar. O resultado é um alimento mais seguro, mais estável e de melhor qualidade chegando à mesa dos estudantes paranaenses.

TRABALHO CONTÍNUO – Para o ano letivo de 2026, estão previstas mais três remessas centralizadas (março, junho e setembro). Além disso, haverá distribuição periódica de itens perecíveis (carnes congeladas, pães, ovos, frutas e itens da agricultura familiar), que será feita pelos fornecedores diretamente nas unidades escolares.

A remessa dos alimentos segue um processo de fluxo contínuo durante o ano. Para serem adquiridos, os itens passam por uma análise em relação à qualidade técnica e à embalagem, realizada pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), para verificar se estão dentro das especificações exigidas em edital.

Os gêneros secos são entregues pelos fornecedores na unidade armazenadora do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), no município de Pinhais. Neste local, os produtos são separados, pesados e acondicionados de acordo com o padrão de armazenagem e identificados por escolas, seguindo as guias de remessa emitidas pelo Fundepar, para então serem distribuídos.

Nas escolas, eles são verificados quanto à qualidade e à quantidade, retirados das embalagens secundárias, higienizados, armazenados nas despensas e organizados pela validade para serem utilizados no preparo das refeições.

Fonte: Governo PR

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MP em Movimento impulsiona avanços na gestão de resíduos sólidos em municípios da região Norte do Estado

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Durante cerca de 20 anos, moradores de Faxinal, na região Norte do Paraná, conviveram com os impactos causados por um lixão a céu aberto. Hoje, a situação está diferente. O local foi desativado no mês passado e o município passou a adotar medidas para adequar a destinação dos resíduos às normas ambientais, com implantação da coleta seletiva, organização da reciclagem e elaboração de projeto para um aterro sanitário.

A mudança em Faxinal é um dos resultados das articulações promovidas pelo Ministério Público do Paraná durante o MP em Movimento. Balanço elaborado pela regional do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) mostra que diversos municípios do Norte Central do Estado avançaram na gestão de resíduos sólidos após reunião realizada em abril de 2025, que reuniu gestores públicos, órgãos ambientais e representantes do Ministério Público para discutir a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Evolução – Além de Faxinal, outros municípios também registraram avanços importantes. Em Jataizinho, o antigo lixão foi desativado, a coleta seletiva foi estruturada, uma cooperativa de recicladores entrou em funcionamento e o município passou a terceirizar a destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos urbanos.

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De acordo com a presidente da cooperativa, Vanessa Maria Pereira, 15 pessoas sustentam suas famílias com a renda obtida por meio da coleta e separação de materiais recicláveis. “Os benefícios da cooperativa são para toda a população, que está aprendendo a fazer a separação correta dos recicláveis e evitando a poluição”, afirmou.

Também registraram avanços importantes os municípios de Florestópolis, Lupionópolis, Santa Cecília do Pavão, Rosário do Ivaí, Grandes Rios, São João do Ivaí e Cambé.

Entre as medidas adotadas estão a regularização de áreas de transbordo, a implantação ou o fortalecimento da coleta seletiva, o licenciamento ambiental de estruturas e a elaboração de projetos para recuperação de áreas degradadas e aprimoramento da gestão dos resíduos.

Além dos benefícios ambientais, o relatório do Gaema destaca reflexos diretos das mudanças na saúde pública e na qualidade de vida da população, reduzindo riscos de contaminação do solo e da água, diminuindo a proliferação de vetores de doenças e fortalecendo a reciclagem e a inclusão social por meio da atuação de cooperativas e associações de catadores.

Pendências – O acompanhamento do Gaema mostra que alguns municípios ainda enfrentam desafios. Centenário do Sul permanece entre as situações mais críticas da região, embora tenha iniciado medidas de regularização ambiental. Porecatu mantém o lixão em operação e ainda precisa avançar no licenciamento ambiental de suas estruturas.

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Em Kaloré, houve retrocesso, com a paralisação das obras da nova área de transbordo e a manutenção do lixão em funcionamento. O caso segue em fase de cumprimento de sentença, e o MPPR adotou novas medidas para que o Município regularize a situação e viabilize a implantação do aterro sanitário e do barracão de reciclagem.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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