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Estado entrega R$ 11,7 milhões para inovação em Campo Mourão, Umuarama e região

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (Seia), repassou nesta quinta-feira (15) recursos do programa Pacto Pela Inovação e Fundo a Fundo para 10 municípios do interior do Paraná. Os eventos aconteceram em Campo Mourão e Umuarama. O total investido é de R$ 11,7 milhões para os municípios de Barbosa Ferraz, Campo Mourão, Goioerê, Mamborê, Peabiru, Cianorte, Japurá, Jussara, Cruzeiro do Oeste e Umuarama.

Visando descentralizar investimentos de inovação e fomentar o desenvolvimento de políticas públicas de tecnologia nos municípios, o programa está investindo R$ 55 milhões em 48 municípios

Segundo o secretário da Inovação, Alex Canziani, a iniciativa permite apoiar ações locais de ciência, tecnologia e inovação ao criar condições para que municípios, principalmente de menor porte, possam desenvolver projetos. “Enquanto as grandes cidades já têm avançado nessa temática, nosso compromisso foi exatamente de olhar para quem mais precisa. Então esse programa foi criado para ampliar o acesso à inovação nos municípios, especialmente aqueles que ainda não possuem estruturas consolidadas, de uma forma que estimule a criação de novos projetos e fortaleça o ecossistema em todo o Paraná”, disse. 

O Fundo a Fundo integra a estratégia do Paraná de construir uma governança estadual de inovação. A iniciativa regulamenta a aplicação da Lei nº 22.107/2024, que assegura a destinação de parte dos recursos do Fundo Paraná para apoiar projetos de modernização, ciência, tecnologia e inovação nos municípios. O novo modelo permite que sejam feitas transferências de recursos do Estado para os municípios sem necessidade de convênios, tornando o processo mais ágil e acessível.

Com pouco mais de 99 mil habitantes, o município de Campo Mourão, na região Centro-Oeste, é um importante polo regional e referência no agronegócio. Com forte produção agrícola, especialmente de grãos como soja, milho e trigo, o município possui uma cadeia produtiva estruturada, que envolve cooperativas, agroindústrias e serviços logísticos. Essa vocação faz do agronegócio a principal fonte econômica da cidade, movimentando empregos, investimentos e contribuindo para o desenvolvimento de toda a região.

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O prefeito Douglas Fabrício destaca que o recurso proveniente do Pacto Pela Inovação e Fundo a Fundo é essencial para ampliar iniciativas voltadas à inovação e tecnologia. “Essa facilidade e rapidez é muito importante para que o recurso se transforme num projeto para beneficiar a população de forma mais ágil. Nós temos um plano de trabalho com a árvore tecnológica, é para onde um parte dos recursos irão. E outra parte nós vamos trabalhar para projetos voltados a atender melhor às nossas crianças, nossos idosos e pessoas com deficiência, usando naturalmente a inovação e a criatividade”.

Conhecida como “Capital da Amizade”, Umuarama, no Noroeste do Estado, conta com 117 mil habitantes. A economia da cidade se destaca pela força da agricultura, pecuária, indústria moveleira e um comércio diversificado. O município também é referência educacional e de saúde, com grandes universidades e importantes instituições hospitalares.

“Com esse recurso vamos poder desenvolver ainda mais a ciência, tecnologia e a inteligência artificial em Umuarama, pensando sempre em um futuro melhor para a nossa juventude”, disse o prefeito Fernando Scanavaca.

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Além de viabilizar e ampliar programas, projetos voltados à inovação, difusão científica, inclusão digital e transformação de serviços públicos, o aporte recebido pelas cidades pode ser utilizado para compra de equipamentos como notebooks, telas interativas, impressora 3D, entre outros, além de serem utilizados para estruturação de ambiente de inovação para fomentar o empreendedorismo inovador, como a criação de hubs e laboratórios.

COMO FUNCIONA – Para serem contemplados, os municípios precisavam obrigatoriamente dispor de uma Lei Municipal de Inovação, possuir um fundo municipal com CNPJ próprio, possuir um conselho municipal ativo e assinar o termo de adesão do Pacto Pela Inovação. A análise para escolha dos municípios considerou os aspectos técnicos e documentais de habilitação.

Os valores foram divididos conforme a Metodologia de Cálculo e Distribuição, disposta na resolução Nº118/2025 no Anexo IV. A distribuição foi feita considerando a Cota Fixa Municipal, sendo 40% do valor disponível dividido pelo número total de contemplados. Os outros 60% foram distribuídos considerando aspectos como Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), Índice Ipardes de Desenvolvimento Municipal (IPDM) e tamanho da população municipal pelo último censo do IBGE. 

Confira os valores dos repasses para cada município: 

Barbosa Ferraz – R$ 1.359.775,73

Campo Mourão – R$ 1.028.683,90

Goioerê – R$ 1.128.011,45

Mamborê – R$ 1.260.448,18

Peabiru – R$ 1.359.775,73

Cianorte – R$ 1.028.683,90

Japurá – R$ 1.260.448,18

Jussara – R$ 1.260.448,18

Cruzeiro do Oeste – R$ 1.128.011,45

Umuarama – R$ 896.247,17

Fonte: Governo PR

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Ponte de Guaratuba aposenta ferry boat após mais de 60 anos de travessias

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A liberação definitiva do tráfego de veículos pela Ponte de Guaratuba, na manhã deste domingo (3), significou também a aposentadoria do ferry boat que fazia a travessia da Baía de Guaratuba há mais de 60 anos. O serviço iniciou a operação na década de 1960 como uma alternativa para ligar as duas margens da baía, já que o acesso a Guaratuba só era possível por Santa Catarina ou utilizando embarcações menores apenas para pedestres.

O contrato de concessão do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) com a empresa responsável pelo serviço permanece por mais 90 dias. Com o encerramento da travessia, as áreas de entorno, que eram utilizadas para a atracagem, serão fechadas para finalização da obra. “Agora é a aposentadoria do ferry boat. Depois de mais de 60 anos ele está em condições de se aposentar porque as pessoas vão passar por cima da ponte”, disse o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti. 

O primeiro ferry boat a fazer a travessia na Baía de Guaratuba é de 1960, criado pelo governador Moisés Lupion. A embarcação, de madeira, media 27 metros de comprimento por 10 metros de largura e contava com dois motores GM de 130 cavalos. A balsa transportava 12 veículos e cerca de 100 pessoas e não comportava ônibus.

Com a construção da ponte, que tem 1.240 metros de extensão e recebeu investimento de R$ 400 milhões do Governo do Estado, as estruturas que abrigam hoje o ferry boat terão nova função. O governo planeja uma revitalização completa do local e construir um complexo náutico para fomentar o turismo no Litoral.

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HISTÓRICO – Antes da implantação do ferry boat, o acesso dos moradores de Guaratuba a Caiobá, às demais praias do Estado e também a Curitiba era muito precário. Era preciso dar a volta por Garuva, em Santa Catarina, usando uma estradinha de terra que ficava praticamente intransitável quando chovia. O asfalto só chegou em 1966. Outra opção, mais rápida, era fazer a travessia por barcos, serviço que era operado por pequenas lanchas da Empresa Balneária, ou tomar ônibus em Caiobá e Matinhos.

De acordo com o DER/PR, a primeira embarcação para o transporte de veículos foi construída pelo imigrante português João Lopes Rodrigues, com motor e material doado pelo Estado, e era semelhante às antigas caravelas portuguesas. Ela foi batizada com o nome de Ayrton Cornelsen, em homenagem ao então diretor do DER/PR.

O serviço foi aprimorado ao longo dos anos, com a modernização e ampliação no número de embarcações e melhorias também nos atracadouros. Atualmente, a travessia era feita  por seis embarcações: os ferry boats Piquiri, Guaraguaçu, Nhundiaquara e os conjugados Balsa Vitória/ Rebocador Inter XV, Balsa Grega II / Rebocador Granfino e Balsa Equip400/Rebocador Sol de Verão.

COMPLEXO NÁUTICO – A previsão é de que as obras do Complexo Náutico de Guaratuba iniciem em 2027 por meio de um contrato de concessão do terreno à iniciativa privada. O prazo de execução é de até cinco anos, mas ele poderá ser antecipado pela futura concessionária a ser contratada.

O projeto vem sendo trabalhado pela Secretaria do Estado do Planejamento (Sepl) desde o ano passado. Ele prevê a construção de um complexo com cerca de 12 mil metros quadrados de área construída, em um terreno de mais de 30 mil metros quadrados – que inclui o atual canteiro de obras da ponte –, com a maior parte destinada ao uso público.

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A marina, principal estrutura do empreendimento, contará com 303 vagas molhadas (para embarcações atracadas na baía) e 400 vagas secas (para embarcações alocadas internamente). Também está previsto estacionamento para 208 veículos, espaços de convivência, lazer e serviços, incluindo restaurantes, lojas e estrutura para eventos.

O investimento será de aproximadamente R$ 100 milhões, por meio da cessão do terreno para a instalação do futuro complexo. As obras deverão ser custeadas pela concessionária do espaço, a ser definida via processo licitatório. Também caberá à empresa vencedora a manutenção do local pelo período do contrato, com duração de 30 anos.

A licitação será feita na modalidade de concorrência pública, o que deve gerar uma economia de R$ 20 milhões para o Estado ao longo das três décadas, segundo os estudos da Sepl, além de garantir maior competitividade entre os interessados. Após a conclusão do projeto, o processo de concessão e a fiscalização do contrato serão conduzidos pela Secretaria da Infraestrutura e Logística (Seil), já que as áreas do ferry boat pertencem ao Estado e são administradas pelo DER/PR.

Fonte: Governo PR

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