Paraná
Estado e PRF firmam convênio de cessão de helicóptero para reforçar atendimento aeromédico
A Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e o Litoral do Estado contarão em breve com mais um helicóptero para auxiliar nos resgates aeromédicos que já são realizados pelo Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) do Paraná. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) formalizou a destinação de aeronave e tripulação ao Governo do Paraná durante encontro entre o governador Carlos Massa Ratinho Junior e o superintendente da PRF, Fernando César Oliveira, nesta quarta-feira (21), no Palácio Iguaçu.
“Temos trabalhado desde 2019 para aproximar as estruturas de atendimento médico da população, o que inclui o reforço nos serviços de urgência e emergência. Com este novo helicóptero da PRF, que se junta às equipes do BPMOA, as pessoas que moram ou trafegam pelas regiões de Curitiba e do Litoral terão um atendimento ainda mais rápido e de qualidade quando necessário”, afirmou Ratinho Junior.
A unidade é uma das sete aeronaves adquiridas recentemente pelo Ministério da Justiça, consideradas as mais modernas do mundo para este tipo de trabalho. Também receberam os equipamentos as cidades de Recife, Salvador, Brasília, Porto Alegre e Belo Horizonte. A destinação da sétima unidade ainda não está definida. No Paraná, a expectativa é que o atendimento inicie em setembro, após formalização do convênio com a Secretaria de Estado da Saúde e treinamento das equipes envolvidas.
Além do helicóptero, a Polícia Rodoviária Federal vai ceder a tripulação, composta por pilotos, copilotos e operadores táticos; combustível e manutenção. A contrapartida do Governo do Estado, segundo o governador Ratinho Junior, será a disponibilização de equipe técnica de saúde, com médico, enfermeiros e insumos básicos para o atendimento.
De acordo com o governador, o Estado busca o diálogo e a colaboração com os órgãos federais, municípios e a sociedade para ações que melhorem a vida dos paranaenses. “Esse helicóptero vem contribuir ainda mais para o atendimento aeromédico do Paraná, que já é referência no Brasil. Ela se soma ao atendimento da grande Curitiba, que nunca antes teve duas aeronaves à disposição”, disse Ratinho Junior.
RETOMADA DO ATENDIMENTO – Entre os anos de 2006 e 2016, a PRF realizou mais de 3,2 mil resgates de vítimas no Paraná. Desde então, o serviço havia sido suspenso. Com a nova aeronave, a PRF retoma o atendimento, fortalecendo o apoio ao Sistema único de Saúde (SUS).
“Graças a essa parceria com o Governo do Estado, prefeituras e com a bancada federal do Paraná, estamos conseguindo voltar a oferecer o serviço de atendimento aeromédico, e ainda com uma aeronave mais adequada”, ressaltou o superintendente Fernando César Oliveira.
“É um helicóptero maior, moderno e espaçoso, que permite a presença de um acompanhante da vítima e dá mais espaço de movimentação para o médico. Ele consegue ter acesso ao paciente dos pés à cabeça. Também é possível transformar facilmente essa aeronave de serviço aeromédico para serviço policial, se necessário”, explicou.
O superintendente disse que a intenção é apoiar o SUS, seja no atendimento de acidentes graves ou no transporte de órgãos ou pacientes. “Queremos ser regulados pelo SUS para atender as demandas do Serviço único de Saúde”, afirmou. Oliveira ainda explicou que a decisão por Curitiba e Litoral se dá pois a região reúne quase metade dos acidentes graves do Estado, portanto a aeronave estará baseada no principal anel viário do Estado e principal ligação do Sul com o resto do País.
O diretor Executivo da Secretaria de Estado da Saúde, Ian Sonda, destacou que o Paraná é o estado que mais oferece o serviço aeromédico do País. “O serviço de Saúde conta com quatro helicópteros (nas bases de Cascavel, Londrina, Maringá e Ponta Grossa) e um avião (Curitiba), à disposição da população para o transporte de pacientes”, disse. “O Paraná foi um dos primeiros estados a oferecer esse serviço no Brasil. O estado realiza, atualmente, a maior quantidade de atendimentos per capita e nominal em relação aos resgates aeromédicos”.
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ÚLTIMA GERAÇÃO – Com um valor unitário de R$ 30 milhões, o helicóptero é do modelo Koala AW119, de fabricação italiana e visa reforçar também as ações humanitárias, de fiscalização de trânsito e combate à criminalidade. Ele comporta até oito pessoas, sendo três tripulantes (piloto, copiloto e operador) e mais cinco passageiros, o que garante uma alta capacidade de atendimento em casos de acidentes envolvendo mais vítimas.
Além dos equipamentos padrão com tecnologia moderna, a aeronave conta com uma câmera térmica avaliada em aproximadamente US$ 1 milhão. Ela aumenta expressivamente a chance de localização de pessoas desaparecidas em locais de difícil acesso, como montanhas e áreas com densa vegetação.
O helicóptero também possui um farol para a realização de buscas noturnas, guincho com capacidade para içamento de cargas de até 200 quilos e reservatório de água para combate a incêndios. Extremamente adaptável, ele pode ser ajustado rapidamente para o suporte médico, de modo que as vítimas tenham a acomodação e o atendimento adequados pela equipe responsável até o transporte para a estrutura de saúde mais próxima.
PRESENÇAS – Participaram do encontro o vice-governador Darci Piana; o superintendente executivo da Polícia Rodoviária Federal, Sergio Carvalho; e os comandantes do Núcleo de Operações Aéreas da PRF, Kaio Simões e Ricardo Pagani.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira
O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).
Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz
A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.
De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.
Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.
A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.
Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.
Processo 0001701-26.2025.8.16.0122
Matérias anteriores
09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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