Paraná
Estado e prefeitura de Cambará se unem para prevenir acidentes com escorpiões
Equipes da 19ª Regional de Saúde de Jacarezinho e Agentes Comunitários de Saúde (ACS) do município de Cambará, no Norte Pioneiro, realizaram nessa segunda e terça-feira (20 e 21) visitas às residências, orientando moradores sobre como evitar a presença de escorpiões no domicílio, reconhecer um acidente real com o animal e quais os procedimentos de socorro a serem seguidos.
A ação de conscientização teve a participação de mais de 20 profissionais de saúde e aproximadamente 3.453 habitantes. Eles percorreram três bairros, 80 quarteirões com 1.165 residências onde existe uma grande incidência dos animais, a fim de instruir as pessoas por meio da informação.
A proliferação dos escorpiões acontece durante todo o ano. É comum se esconderem próximos às residências, terrenos abandonados com entulhos, embaixo de materiais de construção (madeiras, telhas, tijolos e pedras) e em lixo, mato, jardins, galeria de águas pluviais e esgoto.
“O trabalho conjunto entre as equipes estadual e municipal sempre foi feito, mas por conta da nossa ação intensificada na região, os esforços estão sendo redobrados, um trabalho de casa em casa, conversando com cada morador. A conscientização da população é a principal arma para esse enfrentamento”, disse o secretário de Estado da Saúde em exercício, César Neves.
Ana Caroline Ferreira, residente em Cambará há 23 anos, recebeu um dos ACSs. Ouviu atentamente as orientações e disse que está fazendo a parte dela, com alguns cuidados. “Minha sala não tinha reboco, fui lá e arrumei. Já tirei tudo que possa atrair os bichos. O guarda-roupas estava meio estragado, fui lá e joguei fora. Tem que cuidar”, observou.
TRABALHO DE CAMPO – Além da entrega de material informativo, como ação intensiva para reforçar a proliferação e prevenção, equipes das vigilâncias ambiental estadual e municipal trabalharam em mais um dia de captura. Em menos de três horas encontraram 12 escorpiões-amarelos (Tityus serrulatus), espécie mais comum e frequente na região.
De janeiro até outubro a Regional de Jacarezinho, que abrange 22 municípios, já registrou 419 acidentes com escorpião. No mesmo período de 2024 foram 327 acidentes. Em um dos municípios, Cambará, ocorreram dois óbitos, de um menino de 3 anos e de um de 12 anos e em Jacarezinho, de uma menina de 4 anos.
Fonte: Governo PR
Paraná
IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica
O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).
As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.
“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.
Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.
“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.
“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.
CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.
Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.
“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.
A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.
A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.
Fonte: Governo PR
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