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Estado e Fiep assinam acordo para fortalecer atuação de parques tecnológicos no Paraná

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O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), a secretaria estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) assinaram nesta sexta-feira (29) um memorando de entendimentos para fortalecer ações conjuntas entre seus parques tecnológicos. O propósito é viabilizar oportunidades de cooperação em projetos de inovação em âmbito estadual e iniciativas que possam agregar aos parques, bem como ao ecossistema de inovação local.

Tanto o Tecpar quanto o Sistema Fiep receberam recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), para apoio ao desenvolvimento aos seus Parques Tecnológicos.

De acordo com o diretor-presidente do Tecpar, Celso Kloss, a intenção do acordo é ampliar e fortalecer os ambientes de inovação no Paraná, com foco em aumentar a sinergia entre as instituições. “Os parques tecnológicos são importantes ativos de inovação no país e o acordo entre o Tecpar, a Seti e a Fiep irá incrementar as estruturas de inovação tecnológica no nosso Estado. Com isso, podemos trabalhar conjuntamente nas ações que promovam a inovação”, disse.

Para o presidente do Sistema Fiep, Carlos Valter Martins Pedro, a cooperação da entidade com o Tecpar e a Seti vai potencializar os parques tecnológicos em implantação no Paraná. “São instrumentos importantes para o desenvolvimento industrial e é fundamental termos o apoio de diferentes esferas de governo e de instituições de pesquisa. Esta parceria vai dar impulso a essas inciativas, fortalecendo ainda mais a indústria paranaense”.

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Segundo o diretor-geral da Seti, Jamil Abdanur Junior, esse ato é mais um aceno para fortalecer o trabalho colaborativo que vem sendo desenvolvido entre a Seti, o Tecpar e a Fiep ao longo dos últimos anos. “Essa união de esforços, no sentido de viabilizar uma política pública ou uma proposta que beneficie todos os cidadãos paranaenses, trará benefícios para essas instituições e para o sistema como um todo. A ciência no Paraná vive um momento especial e é extremamente importante que outros parques que serão criados ou já implementados também possam ser beneficiados com essa parceria”, afirmou.

O secretário-executivo do Sistema Paranaense de Parques Tecnológicos (Separtec), José Maurino Oliveira Martins; e Ariane Hinça Schneider, da Fiep, também estiveram presentes na solenidade de assinatura do acordo.

PARQUE TECNOLÓGICO DA SAÚDE – O Tecpar é referência na produção de medicamentos biológicos, vacinas e kits de diagnóstico para uso animal e humano. No Parque Tecnológico da Saúde, localizado em Curitiba, estão instalados, além do próprio Tecpar, o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), que desenvolve soluções focadas em saúde e bem-estar social, e o Instituto Carlos Chagas (ICC), unidade técnico-científica regional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Paraná.

O parque também abriga a Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec), considerada a principal porta de entrada para empresas inovadoras e de base tecnológica da área da saúde. A Intec atua para inserir no mercado produtos e serviços desenvolvidos por essas empresas.

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O projeto do Tecpar aprovado pela Finep prevê R$ 14 milhões para a modernização da estrutura de laboratórios multiusuários de saúde e meio ambiente do Parque Tecnológico da Saúde. A partir desse investimento, a instituição pretende agilizar diagnósticos e a proposição de soluções para empresas instaladas no próprio parque e também demandas externas. O aporte financeiro será aplicado na aquisição de equipamentos e em obras de adequação física da estrutura laboratorial, a fim de dinamizar o atendimento às empresas associadas e incubadas.

PARQUE TECNOLÓGICO DA INDÚSTRIA – Sediado no Câmpus da Indústria Sistema Fiep, em Curitiba, o Parque Tecnológico da Indústria é um complexo científico-tecnológico com foco em mobilidade, impulsionado pelo Senai Paraná, com apoio do IPPUC, UFPR e Senai Santa Catarina e financiado pela Finep, que será inaugurado no primeiro semestre de 2024. Por meio de todas as suas soluções, parcerias e infraestrutura, objetiva desenvolver tecnologias para gerar inovação, bem-estar, crescimento econômico e desenvolvimento social. Inicialmente, o foco será em transporte público, veículos leves de cargas/pessoas e micromobilidade.

O complexo do Câmpus da Indústria já conta com Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica, Aceleradora de Startups, Habitat Senai, Agência de Fomento, Educação Superior, Institutos de Pesquisa e Órgãos do Governo, como a Fundação Araucária.

Fonte: Governo PR

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Corpo de Bombeiros alerta para o perigo do uso de cerol e linhas cortantes em pipas

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Com a chegada dos dias mais secos e de ventos mais fortes, aumenta também a prática de soltar pipas em diversas regiões do Paraná. A brincadeira tradicional, porém, pode se transformar em um grave risco quando há utilização de cerol, linha chilena e outros materiais cortantes. O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) faz um alerta à população sobre os perigos da prática e reforça orientações para prevenir acidentes.

Recentemente, dois casos chamaram atenção no Estado. Em um deles, em Curitiba, um ciclista de 51 anos sofreu um corte profundo no pescoço após ser atingido por uma linha cortante durante o deslocamento. O ferimento foi tão grave que chegou a expor a traqueia da vítima. Em outro caso, uma coruja ficou presa em uma linha de pipa também em Curitiba e precisou ser resgatada pelo Corpo de Bombeiros após sofrer ferimentos na asa provocados pelo material cortante.

A capitã Luisiana Guimarães Cavalca, porta-voz do CBMPR, explica que as consequências desse tipo de material podem ser extremamente graves, especialmente para motociclistas e ciclistas. “Além do risco de ferimentos para quem está manuseando essa linha de cerol, existe o risco para ciclistas e motociclistas, que durante um deslocamento podem ser surpreendidos por uma linha cortante. Dependendo da velocidade e da região atingida, esse ferimento pode ser muito grave, principalmente no pescoço, onde temos artérias importantes e de difícil controle em caso de sangramento”, afirma.

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LEGISLAÇÃO – No Paraná, a posse, o uso, a fabricação, o transporte e a comercialização de linhas cortantes são proibidos pela Lei Estadual nº 20.264/2020. A legislação prevê multa para pessoas físicas e jurídicas, podendo haver agravamento em caso de reincidência. Quando o infrator é menor de idade, os responsáveis legais respondem pelo ato praticado. Além das sanções administrativas, a utilização desses materiais também pode gerar responsabilização criminal em casos de lesão corporal ou morte.

Em Curitiba, a fiscalização também ficará mais rígida. A partir de julho, entra em vigor uma nova legislação municipal que aumenta para R$ 5 mil a multa pelo uso de cerol e linha chilena na Capital. O valor poderá ser dobrado em caso de reincidência, além da apreensão imediata do material utilizado.

BRINCADEIRA SAUDÁVEL – Apesar dos riscos, o Corpo de Bombeiros reforça que soltar pipa pode ser uma atividade saudável e recreativa quando realizada com segurança. “Soltar pipa é uma brincadeira muito legal e saudável, mas precisa acontecer de forma responsável, sem utilização de cerol ou linha chilena. O ideal é utilizar a linha comum e ter sempre um adulto acompanhando as crianças e adolescentes durante a atividade”, destaca a capitã Luisiana.

O cerol é produzido, tradicionalmente, a partir da mistura de cola com vidro moído. Atualmente, porém, existem materiais ainda mais perigosos, como a linha chilena e a linha indonésia, produzidas industrialmente com substâncias abrasivas que aumentam significativamente o poder de corte. Algumas versões ainda utilizam partículas metálicas, elevando também o risco de choques elétricos e acidentes na rede de energia.

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O CBMPR orienta ainda que denúncias envolvendo uso, venda ou transporte de cerol e linhas cortantes podem ser feitas à Polícia Militar pelo telefone 190.

Em caso de acidente, o Corpo de Bombeiros orienta que ferimentos superficiais sejam lavados com água e sabão, com realização de curativo simples. Já em situações de sangramento intenso, a recomendação é fazer compressão no local com um pano limpo e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

Recomendações do CBMPR para soltar pipas com segurança:
    • Nunca utilize cerol, linha chilena ou qualquer material cortante.

    • Prefira linhas comuns de algodão.

    • Solte pipas em locais abertos, longe de ruas, avenidas e rodovias.

    • Mantenha distância da rede elétrica.

    • Nunca tente retirar pipas presas em postes ou fios de energia.

    • Crianças devem estar sempre acompanhadas por um adulto responsável.

    • Ciclistas e motociclistas devem redobrar a atenção em regiões onde há prática de soltar pipas.

    • Ao identificar uso de cerol ou linha chilena, denuncie à Polícia Militar pelo telefone 190.

    • Em caso de ferimentos graves ou sangramento intenso, acione imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

Fonte: Governo PR

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