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Paraná

Estado apresenta demandas e ações de ciência e tecnologia em Brasília

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Representantes do Governo do Estado participaram de reuniões, em Brasília, nesta semana, para tratar de temas ligados à ciência e tecnologia. Entre as demandas apresentadas estão a estruturação de um sistema único de Ciência, Tecnologia e Inovação, e a prospecção de recursos, por meio de emendas parlamentares, para o projeto de construção de uma fábrica de vacinas em Maringá, na região Noroeste.

Os recursos são prospectados, também, para o Programa de Estímulo às Ações de Integração Universidade, Empresa, Governo e Sociedade, denominado Agência de Desenvolvimento Regional Sustentável e de Inovação (Ageuni).

Profissionais das secretarias de Ciência e Tecnologia de 16 estados e do Distrito Federal participaram da reunião da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados. Os gestores apresentaram demandas e reforçaram a necessidade da criação de um sistema nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para organizar fontes de financiamento e destinar recursos para ampliar as ações inovadoras em todo o Brasil.

Para o secretário estadual do Paraná, Aldo Nelson Bona, o desenvolvimento socioeconômico está associado aos avanços científicos e tecnológicos. “O principal desafio é transformar ciência e tecnologia em inovação, ou seja, impactar a vida dos cidadãos e da sociedade, contribuindo para o crescimento do país”, explicou.

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A estruturação de um sistema e uma política nacional nessa área pode potencializar projetos em todo o Brasil. “Para superar esse desafio, continuamos dialogando com o Legislativo e o Executivo federal, buscando efetivamente uma política e um sistema nacional único de CTI. Atualmente, a produção de ciência e tecnologia posiciona o Brasil em 13º no ranking mundial, mas ainda muito aquém em inovação”, salientou o secretário.

DEMANDAS – Os recursos estão sendo articulados junto aos parlamentares para projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) no âmbito do programa Ageuni, por meio das sete universidades estaduais. Esses estudos terão impacto em diferentes segmentos, como microempresas e microempreendedores individuais, pequenas, médias e grandes empresas, cooperativas, municípios e outras organizações.

O programa Ageuni é coordenado pela Seti e tem como objetivo aumentar a competitividade empresarial e agregar tecnologia aos processos de produção de bens e serviços. Nesta semana, por exemplo, foram anunciados 67 projetos que serão desenvolvidos no âmbito da Ageuni em todas as regiões do Paraná.

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Outra demanda apresentada pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) consiste em uma nova fábrica de vacinas para diversificar o portfólio de produção de insumos para o Ministério da Saúde, com foco nos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: Governo PR

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Paraná

IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica

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O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).

As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.

“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.

Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.

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“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.

“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.

CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.

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Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.

“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.

A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.

A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.

Fonte: Governo PR

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