Connect with us


Paraná

Estado amplia investimentos em assistência social e reforça ações em mais 140 municípios

Publicado em

Mais 140 cidades terão acesso aos recursos do Piso Paranaense de Assistência Social (PPAS I), que ajuda a financiar serviços, programas, benefícios e projetos nesta área. O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta terça-feira (27) o repasse de R$ 75 mil a cada um desses municípios com até 20 mil habitantes, que ainda não tinham acesso ao cofinanciamento. Agora, chega a 312 o número de cidades atendidas.

O governador também confirmou uma série de ações voltadas para os povos indígenas paranaenses, como o repasse de R$ 3,1 milhões a 39 municípios para a proteção social básica de famílias indígenas com crianças e adolescentes, mais R$ 4,2 milhões para fortalecer as casas de passagem, além da convocação da I Conferência Estadual dos Povos Indígenas do Paraná e o anúncio de uma nova etapa dos Jogos Indígenas, que acontecem paralelamente aos Jogos de Aventura e Natureza.

O governador destacou que o apoio às ações de assistência social ajudam a reduzir a desigualdade no Paraná. “A estratégia do nosso governo passa pelas grandes obras, que são importantes para atração de investimentos e novos empregos, mas sem esquecer de olhar para aquela parcela invisível da sociedade. Com a ampliação do piso da assistência social, queremos chegar a essas pessoas, apoiando as ações dos municípios paranaenses”, afirmou.

“Estamos reforçando o apoio financeiro para a área social, beneficiando agora todos os municípios do nosso Estado com até 20 mil habitantes, o que corresponde a quase 80% das cidades paranaenses. É uma parceria para que eles tenham mais ferramentas para cuidar da população em situação de vulnerabilidade social”, salientou Ratinho Junior.

O aporte financeiro para a assistência social também permite uma maior autonomia aos gestores municipais, que poderão aplicar os recursos de acordo com as demandas e necessidades locais da população em situação de vulnerabilidade e risco social, com a devida aprovação do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS). O processo de execução do recurso é acompanhado e monitorado pelo Governo Estadual.

Leia mais:  Fevereiro Laranja: mês da conscientização sobre leucemia reforça importância do diagnóstico

FUNDO A FUNDO – O repasse total do PPAS I aos 312 municípios vai somar R$ 23,4 milhões por ano, sendo que R$ 10,5 milhões são referentes à ampliação anunciada nesta terça-feira. O valor será repassado fundo a fundo por meio da transferência dos recursos do Fundo Estadual de Assistência Social para os Fundos Municipais de Assistência Social.

“Há mais de 10 anos o piso de assistência social não era expandido e agora todos os municípios do Paraná com até 20 mil habitantes têm agora o cofinanciamento do Estado para os programas sociais. É uma forma de levar mais dignidade às pessoas em situação de vulnerabilidade social”, ressaltou o secretário estadual do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni. “Esse recurso pode financiar ações voltadas às crianças, adolescentes e mulheres em situação de violência”.

O PPAS I, assim como outros repasses para o cofinanciamento dos serviços da assistência social, garante suporte tanto na proteção social básica, para prevenir violações de direitos, como na especial, para prestar atendimento a pessoas que tiveram seus direitos violados.

O prefeito de Tupãssi, Luiz Carlos Belletti, afirmou que o recurso extra vai permitir ampliar os projetos que envolvem as pessoas em situação de vulnerabilidade. “Temos uma frente de trabalho para atender essa população e esse recurso vem em um bom momento para ampliar os trabalhos. Estamos muito agradecidos por essa soma de esforços dos Governo do Estado”, disse.

Leia mais:  Secretaria da Segurança Pública lança operação para reforçar a segurança às mulheres

Os recursos repassados aos municípios são efetuados de acordo com a disponibilidade orçamentária e financeira do Fundo Estadual de Assistência Social, de forma regular e automática, conforme a Lei Estadual nº 17.544/13.

A inclusão dos novos municípios foi aprovada no mês de abril pela Comissão Intergestores Bipartites (CIB), por meio da Resolução nº 002/2023 – CIB/PR, e pelo Conselho Estadual de Assistência Social (CEAS), através da Deliberação nº 029/2023 – CEAS/PR, que inclui a lista dos municípios beneficiados.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade o vice-governador Darci Piana; o chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega; os secretários estaduais da Mulher, Igualdade Racial e Pessoas Idosas, Leandre Dal Ponte; da Justiça e Cidadania, Santin Roveda; do Turismo, Marcio Nunes; do Esporte Helio Wirbiski; e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona; o superintendente de Diálogo e Interação Social, Ronald Rutyna; os presidentes da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e prefeito de Santa Cecília do Pavão, Edimar Santos; e do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), Adriano Roberto dos Santos; o procurador de Justiça Olympio de Sá Sotto Maior, e os deputados estaduais Marcel Micheletto, Márcia Huçulak, Wilmar Reichembach, Batatinha, Artagão Júnior, Do Carmo, Cobra Repórter, Gilberto Ribeiro, Luís Corti, Cloara Pinheiro, Adão Litro, Nelson Justus, Thiago Bührer, Luiz Fernando Guerra, Moacyr Fadel, Mara Lima e Tito Barrichello.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

Published

on

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

Acesse álbum de fotos

Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

Leia mais:  No Paraná, 124 mil pessoas procuram emprego há pelo menos dois anos: 'Está bem complicado'

O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

Leia mais:  Fevereiro Laranja: mês da conscientização sobre leucemia reforça importância do diagnóstico

Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262