Paraná
Estado abre inscrições para o 37º Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia
Professores e estudantes das redes públicas e privadas do ensino superior já podem se inscrever no 37º Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia, principal honraria concedida pelo Governo do Estado para quem atua na produção de conhecimento acadêmico-científico, no Paraná.
A premiação contempla, anualmente, trabalhos de pesquisa e extensão em duas áreas do conhecimento, num sistema de alternância. Nesta edição, podem participar pesquisadores ligados aos campos das engenharias e das ciências biológicas. As inscrições seguem até 11 de julho, exclusivamente pela Internet.
A premiação de baseia no vencimento dos professores titulares do ensino superior estadual em regime de dedicação exclusiva. Considerando a revisão do percentual de gratificação de incentivo à titularidade de doutor, implementado pelo governo em janeiro deste ano, o valor líquido total do prêmio aumentou 13,8% em 2024, passando de R$ 200,5 mil para R$ 228,3 mil.
Os recursos são do Fundo Paraná, dotação orçamentária para o fomento científico e tecnológico, administrada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
Ao todo, são 10 prêmios em cinco categorias, nas duas áreas do conhecimento. Os valores individuais variam entre R$ 36,4 mil para professores nas modalidades pesquisador e extensionista e R$ 14,5 mil para inventores independentes e profissionais da imprensa. A premiação para os alunos de graduação é R$ 12,1 mil. Os interessados podem concorrer em apenas uma área e uma categoria.
A premiação conta ainda com modalidades exclusivas para inventores independentes e jornalistas com reportagens relacionadas a pautas sobre ciência. Todos os trabalhos serão avaliados por comissões julgadoras compostas por profissionais de outros estados brasileiros, vinculados às áreas de pesquisa, extensão e jornalismo científico, de acordo com critérios elencados no edital.
O secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, destaca a importância de ampliar a visibilidade de projetos inovadores. “A ideia é contribuir para a popularização da ciência e aumentar o interesse do público pelas soluções inovadoras desenvolvidas no setor produtivo acadêmico, contribuindo para a formação de uma sociedade mais crítica e informada sobre os avanços científicos e tecnológicos e os impactos da ciência na vida cotidiana”, afirma.
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EMPREENDEDORISMO – A categoria Inventor Independente é destinada exclusivamente para autores de inovações nas respectivas áreas da premiação, desde que os inscritos não tenham vínculo empregatício com instituições de ensino superior ou de pesquisa científica, nem ocupem cargos públicos ou militares. O intuito é premiar projetos desenvolvidos em ambientes promotores de inovação, a exemplo de aceleradoras; agências de inovação; centros de inovação; espaços maker; hubs de Inovação; incubadoras; pré-incubadoras; e parques tecnológicos.
Serviço:
37º Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia
Inscrições: até 11 de julho – edital AQUI
Homologação das inscrições: 12 a 31 de julho
Avaliação dos trabalhos: 1º a 30 de agosto
Divulgação do resultado e entrega da premiação: até 30 de novembro
Fonte: Governo PR
Paraná
Condomínio do Idoso em Jaguariaíva recebe projeto de extensão odontológico da UEPG
O Condomínio do Idoso de Jaguariaíva, o primeiro entregue pelo Estado dentro do projeto Viver Mais Paraná, coordenado pela Cohapar, recebeu nessa semana a visita de estudantes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O projeto de extensão “Atenção Odontológica aos residentes do Condomínio do Idoso da Unidade Jaguariaíva”, ligado ao curso e ao Programa de Pós-Graduação em Odontologia, iniciou a 2ª edição de atendimentos às pessoas idosas.
O projeto alia extensão com pesquisa e planeja produzir 33 próteses buscais neste ano, além de realizar ações de atenção odontológica à população idosa do Condomínio.
Dona Vany Dias Santos recebeu a equipe de dois mestrandos, professora e doutoranda. Aos 65 anos, ela mora no condomínio e recebe atendimentos desde 1ª edição do projeto, em 2024. “Sempre marco e tenho atendimentos com eles, sou muito bem atendida”, conta. “Aqui, a gente nunca está sozinho, sempre temos projetos e sempre estamos juntos conversando entre os moradores”.
Para a professora coordenadora do projeto, Nara Hellen Bombarda, iniciar a 2ª edição é um retorno para casa. “A gente estabeleceu um vínculo de amizade, e é uma oportunidade nova de devolver uns sorrisos, devolver saúde para quem está na melhor idade”, diz. “É uma oportunidade de contribuir com os moradores e em paralelo ajudar na formação dos alunos. Eles têm uma formação mais humanizada, mais competente, desenvolvendo habilidades extras que podem ser desenvolvidas para além dos muros da universidade”.
A equipe realiza atendimentos em três quartas-feiras do mês e chega com todos os equipamentos necessários, incluindo cadeira e motores móveis para avaliação. Antes dos atendimentos, o grupo foi para Jaguariaíva em março fazer os rastreio das necessidades e fichas dos pacientes. Nesta semana, a maioria fez raio-x digital e alguns receberam atendimento em periodontia, especialidade odontológica focada na prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças que afetam gengivas e ligamentos da boca.
“Este é um projeto de extensão, mas que ao mesmo tempo oferta um campo para pesquisa, principalmente na área de prótese, porque boa parte dos indivíduos residentes no condomínio necessitam de novas próteses. Como nossa linha de pesquisa está associada à reabilitação oral, eles podem ser incluídos como sujeitos das nossas pesquisas”, acrescenta a professora.
A aluna do Doutorado em Odontologia Tatiane Oliveira participa do projeto desde o início. Como profissional bolsista na área de odontologia, ela presta atendimento odontológico e também realiza outras atividades, juntamente com demais profissionais.
“O projeto me ajuda muito na formação como profissional. Pelo contato com as pessoas idosas, acabamos criando um vínculo, e isso é muito bom, faz com que o atendimento tenha ainda mais sentido, porque conseguimos sentir que eles ficam felizes com nossa presença”, descreve. A pesquisa de Doutorado será realizada em grande parte com moradores. “Após a aprovação do Comitê de Ética, irei realizar prótese total da forma convencional e também prótese total impressa em impressora 3D. Os moradores serão beneficiados com materiais e próteses super modernas”, destaca.
Atender pacientes também irá auxiliar na pesquisa do mestrando Alex Nunes de Lara. Ele pesquisa placa oclusal, um dispositivo para o tratamentos de dores musculares e articulares. “Temos a oportunidade de adquirir mais prática no atendimento, entender como funcionam os protocolos de pessoas que precisam de próteses, pois minha pesquisa também está integrada a materiais odontológicos, então entregar tratamento de qualidade é gratificante e ajuda muito no nosso crescimento”, diz.
Para João Pedro Plinta, também mestrando de odontologia, participar do projeto dá mais experiência com atendimentos a pessoas que utilizam próteses. “Consigo ver a importância disso, tanto para para a comunidade, tanto para os idosos, quanto para a gente, como pesquisador. Estamos contribuindo pra qualidade de vida, de forma gratuita para eles”. A área de pesquisa de João é sobre prótese fixa, “então a experiência que eu adquiri nesse projeto é muito valiosa”, diz.
Fonte: Governo PR
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