Paraná
Estado abre consulta pública para sugestões sobre o Programa de Segurança Hídrica
O Governo do Estado, por meio da Secretaria do Planejamento (SEPL), em parceria com outras secretarias, deu início nessa semana a mais uma consulta pública sobre o Programa de Segurança Hídrica (PSH). Dessa vez, a comunidade está convidada a se manifestar sobre a versão preliminar do Plano de Engajamento das Partes Interessadas (Pepi), que faz parte do PSH.
As colaborações coletadas serão analisadas e incorporadas ao documento quando forem pertinentes. As manifestações serão respondidas e servirão de base para revisão do PSH por parte da Unidade de Gerenciamento do Programa da SEPL e pelo Banco Mundial (Bird), com a participação dos órgãos executores.
No site do programa, a população pode ter acesso ao novo documento e responder o questionário disponível. A consulta pública fica aberta até março de 2026.
“A participação popular, pela consulta pública e por esse novo plano de engajamento, dá mais credibilidade e fortalece a transparência na atividade do Estado. Essa ação é mais um passo que o Governo dá para transformar ainda mais a vida da população paranaense, inclusive na garantia da água para todos”, disse o secretário do Planejamento, Ulisses Maia.
O Programa de Segurança Hídrica do Paraná está estruturado em quatro componentes principais, que reúnem ações articuladas entre si para garantir a sustentabilidade das intervenções e a efetividade dos resultados esperados: Fortalecimento da gestão de recursos hídricos, Fortalecimento da Segurança Hídrica na Agropecuária e Redução dos Riscos Associados, Redução dos riscos à segurança hídrica para a universalização do abastecimento de água e do saneamento e Apoio à Gestão do Projeto.
“A consulta pública é fundamental porque garante que o Programa seja construído junto com quem vive a realidade no campo e nas cidades. Quando a população participa, traz suas experiências e necessidades, nós conseguimos ajustar o planejamento, e tomar decisões mais efetivas”, afirmou o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes.
Para ele, esse diálogo aberto não só fortalece o programa e aumenta a transparência, como também reforça a sustentabilidade, porque políticas realmente sustentáveis são aquelas feitas com escuta, participação e cuidado com o futuro. “Assim, transformamos a gestão da água em ações que fazem diferença na vida das pessoas e dos produtores, mantendo o Paraná na liderança da sustentabilidade no país”, acrescentou Nunes.
O Plano de Engajamento das Partes Interessadas (Pepi) é um documento elaborado para atender aos requisitos da Norma Ambiental e Social 10: Envolvimento das Partes Interessadas e Divulgação de Informações (NAS 10) do Quadro Ambiental e Social (QAS), do Banco Mundial (Bird).
A NAS 10 reconhece a importância de um processo de envolvimento aberto e transparente das partes interessadas como elemento essencial das boas práticas internacionais para o sucesso do programa orientando a participação ampla, transparente e contínua das partes interessadas.
“A participação da população é essencial para que o Programa de Segurança Hídrica reflita as reais necessidades das comunidades. Quanto mais pessoas contribuírem, mais robusto, transparente e efetivo será o programa para garantir água de qualidade hoje e no futuro”, explicou a assessora da Secretaria do Planejamento e coordenadora do PSH, Jaqueline Dornelles.
PEPI – O Pepi busca assegurar que todas as instituições e grupos potencialmente afetados ou interessados pelo Programa sejam informados, consultados e envolvidos nas etapas de planejamento, execução e monitoramento do PSH-PR
Para dar efetividade, o Programa mapeia quais são as pessoas afetadas, de forma positiva ou negativa pelas ações. Esses impactos podem decorrer tanto da execução de obras e intervenções físicas, quanto da implementação de políticas, planos e medidas de gestão ambiental e social.
Famílias residentes em áreas suscetíveis à seca e erosão, população elegível a receber sistemas de abastecimento rural coletivo, populações em bacias de mananciais urbanos selecionados, produtores rurais de agricultura familiar, produtores rurais em geral, responsáveis por barragens, usuários de recursos hídricos, como irrigantes e indústrias, e usuários de sistemas de esgotamento sanitário individual são alguns exemplos de partes afetadas consideradas. A lista completa pode ser conferida no site do PSH.
PARTICIPANTES – São seis entidades estaduais executoras do PSH: SEPL, Secretaria da Agricultura e Abastecimento (Seab), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Instituto Água e Terra (IAT) e Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Além destas, as secretarias das Cidades (Secid) e do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) também fazem parte das políticas relacionadas.
BANCO MUNDIAL – O Programa de Segurança Hídrica (PSH) é uma iniciativa multissetorial de investimento de US$ 263 milhões, cerca de R$ 1,6 bilhão, dos quais, US$ 186 milhões serão financiados pelo Banco Mundial e US$ 77 milhões serão uma contrapartida do Estado do Paraná. O objetivo é promover a segurança hídrica para usos múltiplos no Paraná, no contexto das mudanças climáticas, aumentar a disponibilidade de água, inclusive para expansão das áreas agrícolas.
Os resultados esperados com o PSH são a ampliação do uso adequado e regularizado dos recursos hídricos, da disponibilidade sustentável de água para diversos tipos de usos e da área cultivada com boas práticas sustentáveis de manejo do solo, água e ambiental.
Fonte: Governo PR
Paraná
Seminário debaterá metodologia BIM para promover qualificação e eficiência na construção civil
Arquitetos, urbanistas e gestores públicos de todo o Estado participam em 23 de junho, em Curitiba, do Seminário Estadual BIM & Inovação. Promovido pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná (CAU/PR) em conjunto com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL), o evento foca na disseminação da modelagem BIM, com o objetivo de impulsionar a qualificação e o aperfeiçoamento do exercício profissional. O Estado já desponta no cenário nacional por possuir uma das políticas públicas mais avançadas em termos de inovação e tecnologia aplicada à infraestrutura.
O encontro visa preparar os profissionais para atender às novas exigências legais e normas técnicas que tornam mandatória a entrega de projetos com essa metodologia junto a prefeituras e órgãos estaduais. Diferente do modelo tradicional de representação gráfica em papel, o sistema integra em um único ecossistema dados complexos de orçamento, manutenção e detalhamento técnico de ponta.
A coordenadora da Estratégia BIM PR na SEIL, Lorreine Vaccari, reforçou o compromisso com a transformação digital. “Desde 2019, quando o Governo do Estado instituiu a Estratégia BIM PR, temos coordenado ações para a adoção gradual da metodologia. O seminário estadual reflete a cooperação técnica com o CAU/PR para engajar profissionais na aplicação do BIM”, disse. “O evento abordará desde conceitos fundamentais e ações governamentais até o uso de tecnologias como GIS e BIM em concursos públicos, estimulando a inovação para melhorar a gestão pública e a qualidade das obras”, acrescentou ela.
O presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná (CAU/PR), Walter Gustavo Linzmeyer, destacou que o papel da entidade vai muito além da fiscalização do exercício legal e da conduta ética, concentrando-se fortemente no suporte prático aos profissionais.
“O BIM é uma metodologia que exige um conhecimento técnico, muitas vezes, longe da qualidade que o profissional possa ter no dia a dia. Um curso ou uma capacitação é um momento que a gente encontra para explicar que estamos atendendo uma norma técnica, uma lei que visa praticamente todos os trabalhos dos arquitetos e urbanistas na entrega de um projeto, de um serviço que está sendo feito às prefeituras e ao Governo do Estado”, disse Linzmeyer.
IMPACTO PRÁTICO – De acordo o presidente do conselho, os resultados práticos da difusão desse conhecimento estruturam uma cadeia de valorização mútua entre os profissionais e a própria sociedade civil. Para os arquitetos, o domínio da plataforma retira o profissional do mercado comum e o insere em um grupo seleto de alta qualificação técnica.
Por outro lado, o investimento técnico blinda o erário e o consumidor final. A precisão gerada pela automação reduz drasticamente a necessidade de auditorias, evita aditivos contratuais por erros de cálculo e mitiga a modificação de valores ao longo da execução da obra.
“Ganha o profissional que se capacita e ganha a sociedade, com uma qualidade de serviço melhor e também e custos menores. E ganha-se a segurança de que as obras e aquele investimento que está sendo feito, seja no particular ou no público, aconteça da melhor forma possível”, concluiu o presidente do CAU/PR.
INSCRIÇÕES E PROGRAMAÇÃO – Os profissionais, estudantes e gestores públicos interessados em participar do Seminário Estadual BIM & Inovação devem se inscrever na plataforma Sympla. Como a entrada é gratuita e as vagas são limitadas, a orientação é que façam o credenciamento prévio no site do CAU/PR. O encontro será no Auditório Poty Lazzarotto, no Museu Oscar Niemeyer.
A grade de atividades foi estruturada em quatro módulos estratégicos que cobrem desde o alinhamento conceitual até as aplicações mais complexas da tecnologia no urbanismo. Na parte da manhã, os debates estarão concentrados no panorama governamental, com destaque para as ações de fomento do Governo do Estado e os parâmetros do Protocolo BIM PR.
O período da tarde será dedicado ao mercado privado, trazendo discussões sobre a implementação da metodologia em escritórios de arquitetura, habitação de interesse social e a inovadora integração entre os sistemas BIM e GIS. O evento será encerrado com uma mesa-redonda voltada ao uso da modelagem em concursos públicos de Arquitetura e Urbanismo.
Fonte: Governo PR
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