Paraná
Estação Tubo Carlos Gomes passará por reforma e ampliação com investimento do Governo
A Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep) e a Prefeitura de Curitiba firmaram nesta sexta-feira (31) um convênio que tem como objetivo o repasse de recurso do Governo do Estado ao município para a reforma e ampliação da Estação Tubo Carlos Gomes, uma das principais da Capital.
Localizada na Rua Lourenço Pinto, 190, a Estação é utilizada como ponto final para embarque e desembarque de passageiros que utilizam a linha F02-CURITIBA/FAZENDA RIO GRANDE, uma das principais na conexão entre Fazenda Rio Grande e Curitiba. Ela funciona desde 1997.
O Governo do Estado vai investir R$ 841.605,18 na reforma, beneficiando mais de 2.700 usuários do Transporte Coletivo Metropolitano que utilizam a plataforma todos os dias. O prazo inicial é que o projeto seja concluído em 180 dias.
O secretário das Cidades, Eduardo Pimentel, destacou a importância desse investimento para reforçar a integração do transporte coletivo metropolitano. “Essa é mais uma ação que demonstra o apoio do Governo do Estado aos municípios da Região Metropolitana de Curitiba e ao transporte coletivo, e que trará mais conforto e segurança para os usuários desse sistema, atendendo uma demanda histórica da população”, completou.
Para o presidente da Amep, Gilson Santos, esta é uma demanda histórica da população de Fazenda Rio Grande. “Com o passar dos anos a cidade foi crescendo e consequentemente os usuários do transporte coletivo também, fazendo com que a plataforma ficasse pequena para a atual demanda. Em dias de maior movimento alguns usuários chegam a ter que esperar do lado de fora da Estação. O investimento comprova a sensibilidade do governador Carlos Massa Ratinho Junior com estes cidadãos e comprometimento desta gestão com o transporte coletivo”, destacou.
“Esse é um ato de justiça social, uma obra que vai trazer mais conforto para os passageiros”, acrescentou o prefeito de Curitiba, Rafael Greca.
OBRAS NA RMC – Ele também destacou que, com investimentos próprios, a Amep está construindo os novos terminais metropolitanos de Piraquara e São José dos Pinhais. O investimento ultrapassa R$ 30 milhões e garantirá maior estrutura para o sistema integrado nos próximos anos.
A Região Metropolitana de Curitiba ganhou 523.591 novos habitantes em doze anos. A estimativa está na prévia do Censo Demográfico 2022, divulgada no fim do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os 29 municípios da RMC somam 3.742.171 habitantes, 16% superior ao registrado em 2010, ano do último Censo, que reuniu 3.218.580 habitantes. É a região com maior densidade populacional do Paraná: 31,6% dos 11.835.379 de cidadãos.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção
O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.
Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.
Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.
Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.
Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.
Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.
Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.
Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.
As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.
Assessoria de Comunicação
Informações para a imprensa
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
-
Agro7 dias agoEmpresas do agro têm até 31 de agosto para declarar “projetos do bem”
-
Economia6 dias agoPortaria interministerial amplia alcance do Move Brasil – Táxi Aplicativos
-
Esportes6 dias agoPalmeiras vence Cerro Porteño no Paraguai e avança às quartas de final da Libertadores
-
Esportes5 dias agoSantos segura empate no Equador e avança às quartas da Copa Sul-Americana
-
Política Nacional5 dias agoMulheres com implante contraceptivo banido pedem política de assistência
-
Brasil6 dias agoDia D de vacinação contra 20 doenças acontece neste sábado (22) em Pernambuco
-
Educação4 dias agoEncceja 2026: provas serão aplicadas neste domingo (23/8)
-
Entretenimento7 dias agoXuxa lamenta mortes de Gloria Menezes e Laura Cardoso: ‘Brasil perde duas joias’
