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Espírito Madeira 2023 fecha com R$ 15 milhões em negócios e confirma edição de 2026

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A terceira edição da Espírito Madeira – Design de Origem encerrou neste sábado (13) em Venda Nova do Imigrante (ES) com resultados expressivos. Realizada no Centro de Eventos Padre Cleto Caliman, a feira recebeu cerca de 9.000 visitantes e movimentou R$ 15 milhões em negócios, com números finais ainda em apuração. O evento reforçou a posição do Espírito Santo como referência nacional e internacional na cadeia produtiva da madeira, unindo inovação, sustentabilidade e design.

Presença internacional marca o evento

A feira contou com a participação de importantes representantes internacionais. Martin Chang, CEO da Extend-Light, de Taiwan, apresentou um desengrosso industrial avaliado em US$ 150 mil. Ao lado do primo Dahge Chiadin Chang, diretor técnico comercial da Far East, o executivo elogiou o mercado local e destacou o potencial de crescimento da indústria capixaba.

Outro destaque foi o canadense Maxime Clermont, representante da Norwood no Brasil, que exibiu uma serraria portátil. Clermont ressaltou a liderança mundial da marca no segmento, com 85 das 125 patentes do setor, e destacou a hospitalidade e proximidade dos participantes da Espírito Madeira.

Sustentabilidade em foco

A feira também reforçou iniciativas sustentáveis, como a marcenaria ILC-Uatumã, que transforma espécies nativas da Amazônia em peças de decoração com madeira legalizada e certificação internacional. Elisângela Conceição Cavalcante, responsável pelo projeto, destacou a importância do evento para conhecer novas tecnologias e capacitações.

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Outro marco foi o lançamento do Selo de Circularidade da Indústria Moveleira do Espírito Santo, promovido pela Seama, que reconhece empresas que adotam práticas de economia circular. A ação posiciona o estado como referência em inovação ambiental e abre caminho para a replicação da certificação em outros setores. Além disso, mudas nativas da Mata Atlântica foram distribuídas aos visitantes em ação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Venda Nova do Imigrante.

Visitantes e expositores destacam a importância do evento

Participantes de diferentes regiões do país reforçaram a relevância da feira. William Mazuco, de Orleans (SC), elogiou as tecnologias apresentadas e planeja voltar como expositor em 2026. O capixaba Genivaldo Agrizzi classificou o evento como um “espetáculo”, enquanto o engenheiro florestal Carlos Henrique Lorenção destacou a importância da feira para movimentar negócios e fortalecer a cadeia produtiva.

A conexão entre universidade e indústria também foi fortalecida. Graziela Abaurre, professora da Ufes, campus de Alegre, firmou parceria com a Fossile Máquinas para Madeiras, que fabricará equipamentos para acelerar análises laboratoriais de madeira, com potencial de expansão para outras instituições brasileiras.

Espaço para cultura, inclusão e inovação

A feira valorizou aspectos culturais e sociais, como o projeto da Marcenaria Jequitibá, instalada no sistema prisional de Vila Velha (ES), que transforma madeira apreendida em peças decorativas, incluindo troféus entregues durante a feira.

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Além disso, influenciadores digitais como Davi Pacheco Franco e Luana Hazine participaram da feira, ampliando a visibilidade do evento e destacando a importância da Espírito Madeira para a cadeia produtiva da madeira.

Olimpíadas da Madeira movimentam visitantes

As Olimpíadas da Madeira foram um dos momentos mais aguardados, reunindo participantes de diferentes idades em provas de força e habilidade. A dupla Andrea Mareto e Nilza Elena de Oliveira, de Conceição do Castelo, conquistou o segundo lugar na disputa do gurpião, incentivando maior participação feminina nas próximas edições.

Próxima edição já tem data marcada

Com o sucesso da terceira edição, os organizadores confirmaram a próxima edição para 10, 11 e 12 de setembro de 2026, mantendo o Espírito Santo como palco estratégico para o setor madeireiro no Brasil. A feira continuará promovendo eventos setoriais, ampliando a conexão entre produção florestal, indústria e design.

Organização e parcerias

A Espírito Madeira é organizada pelo Montanhas Capixabas Convention & Visitors Bureau (MCC&VB) e Interação, com patrocínio Master da Placas do Brasil e apoio de instituições como Sicoob, Laguna, Far East, Benevix, Sebrae/ES, Findes, Senai, Sesi, Idaf, Governo do ES, entre outros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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