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Esmagamento de soja em Mato Grosso cresce em outubro e impulsiona margens da indústria, aponta IMEA

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Esmagamento de soja em Mato Grosso sobe 6,9% em outubro

O processamento de soja em Mato Grosso totalizou 930,59 mil toneladas em outubro, segundo dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA). O resultado representa um crescimento de 6,91% em comparação a setembro, impulsionado pela retomada de unidades industriais que haviam interrompido temporariamente as atividades para manutenção no mês anterior.

Queda na comparação anual reflete menor demanda

Apesar do avanço mensal, o volume esmagado apresentou queda de 10,96% em relação a outubro de 2024. De acordo com o IMEA, o recuo é consequência da menor procura por coprodutos, como farelo e óleo de soja, observada neste período do ano.

Acumulado do ano tem alta de 2,6%

De janeiro a outubro, o Estado contabilizou 10,88 milhões de toneladas de soja processadas, o que corresponde a uma alta de 2,60% frente ao mesmo intervalo de 2024. Esse desempenho foi sustentado pela maior capacidade de processamento das indústrias, aliada à ampla oferta de grãos e à forte demanda registrada no primeiro semestre.

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Margens das indústrias têm avanço de 8,6%

As margens brutas da indústria também apresentaram melhora. Em outubro, o indicador fechou o mês com média de R$ 473,28 por tonelada, o que representa um aumento de 8,59% em relação a setembro. Segundo o IMEA, o resultado foi favorecido pela queda mais acentuada nos preços da soja em grão em comparação aos coprodutos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro dobra empregos em 20 anos e sustenta mais de 50% da economia

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O avanço do agronegócio em Mato Grosso redesenhou o mercado de trabalho e consolidou o setor como base da economia estadual. Em duas décadas, o número de trabalhadores ligados ao agro saltou de cerca de 173 mil em 2006 para 449 mil em 2026, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) — crescimento de quase 160%.

O movimento acompanha a expansão da produção e da área cultivada. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com safras que superam 100 milhões de toneladas somando soja, milho e algodão. A área agrícola do Estado ultrapassa 20 milhões de hectares cultivados, dentro de um território de cerca de 90 milhões de hectares, o que evidencia o espaço ainda disponível para intensificação produtiva.

Esse crescimento dentro da porteira puxou a geração de empregos fora dela. A cadeia do agro — que inclui transporte, armazenagem, processamento e serviços — passou a absorver mão de obra em ritmo mais acelerado, especialmente a partir de 2021, com o avanço da agroindustrialização e o aumento do volume produzido.

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O peso econômico é direto. O agronegócio responde por cerca de 50% a 55% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, de acordo com estimativas do próprio Imea e de órgãos estaduais. Na prática, isso significa que mais da metade de toda a riqueza gerada no Estado está ligada ao campo.

Esse protagonismo se reflete na dinâmica regional. Municípios com forte presença agrícola concentram maior circulação de renda, impulsionando comércio, serviços e construção civil. O efeito multiplicador do agro faz com que cada safra movimente não apenas a produção, mas toda a economia local.

Ao mesmo tempo, o perfil da mão de obra vem mudando. A incorporação de tecnologia no campo e na indústria exige trabalhadores mais qualificados, enquanto a expansão logística amplia a demanda por serviços especializados. O resultado é um mercado de trabalho mais diversificado, que vai além das atividades tradicionais da agricultura.

Fonte: Pensar Agro

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