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Paraná

Escola indígena mescla pratos da cultura guarani ao cardápio tradicional no Litoral

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Com a chegada da primavera, estação em que a terra floresce e a natureza oferece seus primeiros frutos, os preparos da alimentação escolar também ganham novo fôlego na aldeia Guarani Araçaí. O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional – Fundepar acompanhou de perto a preparação das merendas na Escola Estadual Indígena Mbyá Arandú, próxima ao município de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, onde tradição e nutrição caminham juntas no cuidado com as crianças.

A escola oferta educação infantil e ensino Fundamental para 36 estudantes indígenas habitantes da aldeia e conta com 11 professores – cinco da própria comunidade e seis não indígenas, que moram nas proximidades. As aulas são ministradas na Língua Portuguesa, porém a comunidade utiliza a Língua Guarani para se comunicar nas demais atividades do dia.

Durante a visita, o Instituto Fundepar – responsável pela alimentação escolar das mais de 2 mil escolas da rede pública estadual de ensino – conferiu com a equipe administrativa da escola o suprimento dos alimentos que estão sendo entregues na 4ª e última remessa anual do calendário letivo, que segue até a segunda semana de outubro.

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O encontro possibilitou novas sugestões para o aproveitamento dos alimentos da remessa, respeitando os pratos típicos e os hábitos da aldeia Guarani. “Essa conversa com o Governo do Estado é uma oportunidade para a gente alinhar o planejamento da merenda, podendo manter as tradições culturais da comunidade, mas também tendo contato com as novas receitas que o Fundepar disponibiliza nas redes”, explica Aline Julie Silva de Oliveira, assistente administrativo da escola.

Uma das nutricionistas do Instituto Fundepar, Lisane Moreno Lorena de Sousa, destaca as possibilidades e a versatilidade do cardápio que o Fundepar elabora periodicamente para execução das merendeiras. “Ao elaborar os cardápios, nossa equipe de nutricionistas busca garantir que sejam atendidas as necessidades energéticas dos alunos, ao mesmo tempo em que seja respeitada a tradição e a cultura alimentar local”, ressalta.

MERENDA COM RORÁ  Durante a visita, as merendeiras da escola puderam mostrar que mantêm a identidade cultural nos atendimentos. No período da manhã, a merenda principal foi composta de quibe assado, salada de repolho temperada com limões rosa cultivados na própria aldeia, macarrão ao sugo, além de suco de manga e do prato típico “Rorá”, feito à base de fubá com valor afetivo e cultural para os estudantes Guarani.

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“Nossos antepassados sempre comiam Rorá com carne de caça. Comiam com tatu, com quati, com peixe. Hoje a gente come Rorá com outras carnes e ainda come com peixe também”, explica a merendeira Jucelina Veríssimo (ou Yva Rete, na Língua Guarani), que mora na aldeia.

LIVRO DE RECEITAS – O Instituto Fundepar disponibiliza em seu site um livro de receitas elaborado a partir dos alimentos que compõem as remessas da alimentação escolar, além de uma seção com as receitas do quadro Delícias da Escola – também disponível nas redes sociais do Instituto. 

Fonte: Governo PR

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Estado abre Junho Paraná Sem Drogas com foco em ações integradas e apoio a vulneráveis

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A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp), por meio do Centro Estadual de Política Sobre Drogas (CEPSD), iniciou oficialmente as atividades do Junho Paraná Sem Drogas nesta terça-feira (2). A solenidade de abertura aconteceu na sede da OAB Paraná, em Curitiba, e reuniu especialistas, gestores e servidores para debater o enfrentamento ao uso indevido de substâncias lícitas e ilícitas. 

A campanha paranaense é respaldada pela legislação estadual, instituída pela Lei Estadual nº 19.121/2017, e mobiliza a estrutura do Governo do Estado ao longo de todo o mês com ações de conscientização, prevenção e tratamento.

O secretário da Segurança Pública do Paraná, Saulo Sanson, destacou a importância da união de esforços e do impacto social da campanha. “A Sesp está comprometida com o enfrentamento às drogas em vários níveis, desde coibir o tráfico até a manutenção de políticas públicas de conscientização e promoção das discussões sobre o tema”, afirmou.

Nesta edição, o evento propõe o debate sobre o tema Dependência Química e Pessoas em Situação de Rua, uma realidade que desafia diariamente os gestores públicos e a sociedade. O objetivo central é fortalecer o diálogo permanente e a articulação entre as políticas públicas de segurança pública, saúde, assistência social, sistema de justiça e entidades da sociedade civil para a formulação de respostas mais eficazes e focadas na dignidade humana.

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O coordenador do Centro Estadual de Política Sobre Drogas (Cepsd) e vice-presidente do Conselho Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas (Conesd), Renato Bastos Figueiroa, reforçou a necessidade de ações transversais. “Precisamos superar a visão de que essa responsabilidade pertence exclusivamente a uma área ou a uma instituição. Esse é um desafio coletivo que exige ações coordenadas e compromisso permanente”, destacou.

As ações do mês são coordenadas pelo Cepsd, com o apoio do Conesd e das demais secretarias de Estado que atuam em conjunto na realização de eventos em diversos municípios paranaenses.

A solenidade de abertura contou com a participação dos jovens do Centro da Juventude do município de Castro, que apresentaram o espetáculo de dança Liberte-se. Os Centros da Juventude funcionam como espaços estratégicos de proteção social e fortalecimento de vínculos, utilizando o esporte e a cultura para afastar os jovens de fatores de risco, como o uso de álcool e outras drogas.

Como parte do cronograma de enfrentamento e conscientização, também foram exibidos os vencedores da nona edição do Concurso Estadual de Vídeos Contra as Drogas, iniciativa realizada anualmente em parceria com a Secretaria de Estado da Educação para mobilizar estudantes do Ensino Médio das redes pública e privada.

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Estiveram também presentes na abertura o deputado estadual Gilson de Souza, presidente da Frente Parlamentar em Apoio às Comunidades Terapêuticas, Cuidados e Prevenção às Drogas; e Luiz Carlos Pity Hauer, presidente da Comissão de Políticas Sobre Drogas da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Paraná.

Fonte: Governo PR

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