Connect with us


Agro

Escola de Enoturismo é lançada no Brasil e aposta na profissionalização do turismo do vinho

Publicado em

O avanço do enoturismo no Brasil abriu espaço para uma nova etapa de profissionalização do setor. Com vinícolas ampliando experiências, fortalecendo marcas e diversificando receitas, surge agora a primeira Escola de Enoturismo das Américas, iniciativa criada para capacitar profissionais e preparar empreendimentos para o novo momento vivido pela vitivinicultura nacional.

O lançamento oficial da Escola de Enoturismo ocorrerá durante a Wine South America, em Bento Gonçalves (RS), reunindo representantes da cadeia vitivinícola brasileira em torno de uma proposta inédita de formação especializada. A iniciativa foi idealizada pelos especialistas Artur Farias, Ivane Fávero e Lucinara Masiero.

A primeira turma presencial terá apenas 20 vagas, com início previsto para julho, em um formato voltado à imersão prática e conexão direta com a realidade do mercado. As inscrições serão abertas durante a feira por meio das redes oficiais da escola.

Setor do vinho amplia importância econômica no turismo brasileiro

O crescimento do enoturismo vem transformando o vinho em um importante vetor econômico para regiões produtoras. Mais do que a comercialização da bebida, o setor passou a integrar atividades ligadas à hotelaria, gastronomia, transporte, cultura, comércio e hospitalidade.

A proposta da Escola de Enoturismo surge justamente para atender uma demanda crescente por mão de obra qualificada em um mercado que evoluiu rapidamente nos últimos anos. O projeto foi estruturado sobre três pilares centrais: Origem, Experiência e Negócio.

Leia mais:  Inflação acelera em março e IPCA sobe 0,88%, com pressão de transportes e alimentos

Segundo Ivane Fávero, o enoturismo começa pela valorização do território e da identidade cultural das regiões produtoras.

“O vinho carrega paisagem, cultura, memória, tradição e pertencimento. A Escola nasce para ajudar profissionais e empreendimentos a traduzirem isso em experiências verdadeiras”, destaca.

Já Lucinara Masiero afirma que o perfil do consumidor mudou e passou a exigir experiências mais autênticas e emocionais.

“Hoje, o visitante não busca apenas degustar um vinho. Ele quer viver histórias, criar conexões e sentir pertencimento. O enoturismo contemporâneo exige profissionais preparados para transformar atendimento em experiência”, explica.

Para Artur Farias, o enoturismo deixou de ser apenas uma atividade complementar das vinícolas e passou a ocupar posição estratégica dentro dos negócios.

“Hoje ele impacta faturamento, posicionamento de marca, relacionamento com o consumidor e desenvolvimento regional. Isso exige gestão, visão de mercado e profissionalização”, afirma.

Formação terá aulas presenciais e programas online

Além da formação presencial em Bento Gonçalves, a Escola de Enoturismo também oferecerá programas online voltados a profissionais, empreendedores, vinícolas e destinos turísticos de diferentes regiões do país.

A proposta inclui capacitação contínua, atualização profissional e intercâmbio de experiências ligadas às transformações do enoturismo contemporâneo, incluindo módulos em diferentes níveis e formação em idiomas.

As aulas presenciais serão realizadas no Auditório Sicredi Agro, em Bento Gonçalves, com apoio do Sicredi Serrana, instituição que apoia projetos ligados ao desenvolvimento regional e ao fortalecimento do turismo do vinho.

Leia mais:  Nova regra da Receita muda acesso a benefício fiscal nas exportações do agro
Mercado global do enoturismo deve ultrapassar US$ 100 bilhões até 2030

O lançamento da Escola de Enoturismo ocorre em um momento de forte expansão do turismo ligado ao vinho em escala global.

Dados da consultoria internacional Grand View Research apontam que o mercado mundial de turismo do vinho movimentou cerca de US$ 46,4 bilhões em 2023. A projeção é que o setor ultrapasse US$ 106 bilhões até 2030, com taxas de crescimento próximas de 13% ao ano.

No Brasil, o movimento já impacta diretamente as vinícolas. Informações do Sebrae indicam que mais de 85% das vinícolas brasileiras investem atualmente em experiências turísticas para ampliar receitas e fortalecer o relacionamento com consumidores.

Somente no Rio Grande do Sul, principal polo do enoturismo nacional, mais de 71 mil experiências enoturísticas foram comercializadas em 2025 pela plataforma Wine Locals. O volume representa crescimento próximo de 60% em relação ao ano anterior, enquanto o ticket médio das experiências atingiu R$ 510, reforçando o aumento do valor agregado do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Pecuária vive ciclo de valorização e impulsiona demanda por genética bovina no Brasil

Published

on

O mercado pecuário brasileiro chega à metade de 2026 consolidando um cenário de valorização da cadeia da carne bovina. A combinação entre demanda firme no mercado interno e externo, restrição de oferta global e recuperação dos preços do boi gordo vem estimulando produtores a ampliar investimentos em genética bovina e produtividade.

A avaliação é da Conexão Delta G, entidade que reúne criatórios das raças Hereford e Braford em um dos principais programas de melhoramento genético do país.

Segundo o diretor da entidade e representante da Estância Silêncio, Eduardo Eichenberg, o ambiente positivo já aparece em diferentes segmentos da pecuária, desde o boi gordo até os remates de genética e comercialização de terneiros.

“O mercado está demandando carne, e isso gera um efeito positivo em todas as categorias da pecuária”, afirma.

Oferta global restrita sustenta preços da carne bovina

De acordo com Eichenberg, o movimento de valorização não está restrito ao Brasil. Grandes produtores mundiais de carne bovina, como Estados Unidos, Austrália e Argentina, também enfrentam ciclos de menor oferta, fator que contribui para manter o mercado internacional mais ajustado.

Com menor disponibilidade de animais e demanda aquecida, os preços permanecem sustentados, criando um ambiente mais favorável para retenção de matrizes, reposição e investimentos em eficiência produtiva.

Leia mais:  Inflação acelera em março e IPCA sobe 0,88%, com pressão de transportes e alimentos

O dirigente destaca que os preços do boi gordo já operam acima dos níveis registrados no mesmo período de 2025, enquanto feiras de outono e remates comerciais vêm demonstrando valorização consistente do mercado de terneiros.

Valorização aumenta procura por genética e produtividade

Com maior confiança no mercado, os pecuaristas passam a buscar animais capazes de elevar produtividade, ganho de peso e eficiência dos rebanhos.

Segundo a Conexão Delta G, esse movimento favorece especialmente programas de genética estruturados, com foco em avaliação técnica, seleção e desempenho produtivo.

“Quando o pecuarista enxerga valorização de preços, ele se sente estimulado a investir. A genética acaba sendo favorecida, principalmente aquela que agrega produção e produtividade”, ressalta Eichenberg.

Leilões registram forte valorização em 2026

Um dos principais sinais do aquecimento do setor foi observado em abril, durante o leilão Conexão Pampa de Produção, realizado com participação da Estância Silêncio e da Estância São Manoel, ambas localizadas em Alegrete e integrantes da Conexão Delta G.

A oferta de ventres e vacas prenhas comerciais padrão Hereford e Braford registrou valorização próxima de 20% em comparação com a edição de 2025.

Leia mais:  Soja ganha força no mercado global com petróleo em alta e avanço das exportações brasileiras

Embora o remate seja voltado ao gado comercial, o resultado é considerado um importante termômetro para o mercado de genética bovina nos próximos meses.

Mercado deve elevar exigência por animais melhoradores

A expectativa do setor é de um ambiente ainda mais favorável para os leilões de genética ao longo de 2026, especialmente para animais com avaliação consistente e potencial comprovado de ganho produtivo.

Ao mesmo tempo, a tendência é de aumento no nível de exigência dos compradores.

Segundo Eichenberg, em ciclos de preços mais firmes, o mercado passa a diferenciar ainda mais os animais oriundos de programas estruturados de melhoramento genético, com dados técnicos, seleção rigorosa e foco em produtividade.

O cenário reforça a percepção de que genética, eficiência e gestão devem ganhar ainda mais importância dentro da pecuária brasileira nos próximos anos, acompanhando a evolução da demanda global por carne bovina de qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262