Brasil
Encontros regionais discutem preparação do SUS para impactos do El Niño em 2026
Uma série de encontros regionais voltados à preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) para os impactos do fenômeno El Niño e de eventos climáticos extremos previstos para 2026 está sendo realizada ao longo do mês de julho em diferentes regiões do país. As atividades reúnem gestores estaduais e municipais, especialistas e representantes de instituições de monitoramento climático, defesa civil e pesquisa.
Os encontros são organizados de forma regionalizada, considerando as características climáticas e as vulnerabilidades específicas de cada território. A programação teve início em Fortaleza (CE), entre 30 de junho e 2 de julho, com representantes da Região Nordeste. As próximas etapas ocorrerão em Brasília (DF), de 7 a 9 de julho, para as regiões Norte e Centro-Oeste, e em Porto Alegre (RS), de 21 a 23 de julho, para as regiões Sul e Sudeste.
Participam das discussões representantes de secretarias estaduais de saúde, Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Defesa Civil Nacional, Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Fiocruz, Funceme e outras instituições de pesquisa.
Entre os temas abordados estão os impactos regionais do El Niño, mudanças climáticas, vigilância em saúde, atenção à saúde, saúde indígena, comunicação de risco e continuidade da assistência em situações de emergência. A agenda inclui ainda uma oficina prática de avaliação de riscos baseada na metodologia internacional THIRA (Threat and Hazard Identification and Risk Assessment), utilizada para identificar ameaças prioritárias, construir cenários de risco e analisar populações vulneráveis.
O El Niño altera os padrões climáticos em diferentes regiões do Brasil e pode favorecer a ocorrência de secas, estiagens prolongadas, ondas de calor, incêndios florestais, chuvas intensas e enchentes. Esses eventos estão associados ao aumento do risco de doenças relacionadas ao calor, agravos respiratórios, insegurança alimentar e doenças transmitidas por água e vetores, além de pressionarem os serviços de saúde.
Ao final de cada encontro, deverão ser consolidados os principais riscos relacionados ao fenômeno em cada território, os cenários prioritários e as capacidades institucionais disponíveis, com o objetivo de subsidiar o planejamento de ações de preparação e resposta a emergências em saúde pública.
Serviço:
Encontros regionais sobre preparação do SUS para o El Niño
- Fortaleza (CE): 30 de junho a 2 de julho — Região Nordeste
- Brasília (DF): 7 a 9 de julho — Regiões Norte e Centro-Oeste
- Porto Alegre (RS): 21 a 23 de julho — Regiões Sul e Sudeste
João Moraes
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
UTI Inteligente em Porto Alegre (RS) está conectada à Central de Comando nacional do SUS
O Ministério da Saúde apresentou, nesta quinta-feira (3), a Central de Comando das UTIs Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS), que monitora em tempo real os sinais vitais dos pacientes internados em seis hospitais do Brasil que já contam com a tecnologia implementada, sendo um deles localizado em Porto Alegre. Sediada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), a sala contará com monitoramento 24 horas e vai contribuir para a geração de evidências científicas que subsidiem a ampliação de protocolos clínicos e a oferta de um cuidado cada vez mais rápido e preciso.
“Estamos falando de inteligência artificial real em uso no SUS, não de ficção científica. É a tecnologia aplicada na prática para cuidar das pessoas, tendo a estrutura do sistema público como base e ampliando o acesso a um cuidado mais qualificado”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A Central é equipada com seis telas grandes interligadas a todas as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Inteligentes do país, localizadas em Manaus (AM), Recife (PE), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS). Atualmente, o SUS conta com 60 leitos inteligentes ativos, capazes de transmitir dados em tempo real, como frequência cardíaca, níveis de oxigênio e pressão arterial. Porto Alegre participa dessa rede com 10 leitos inteligentes no Hospital Nossa Senhora da Conceição. A tecnologia oferece a vantagem da medicina preditiva, garantindo um acompanhamento mais preciso e qualificado aos pacientes.
Com o aprimoramento do cuidado, a expectativa é a redução das complicações clínicas e do tempo de internação, aumentando a rotatividade dos leitos e o acesso aos serviços do SUS. A iniciativa integra a Rede Nacional de Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão e contará com o apoio técnico e operacional do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e da Organização Social vencedora do edital divulgado hoje no Diário Oficial da União (DOU).
Rede de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS
As UTIs Inteligentes são a primeira etapa da implementação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão no SUS, que tem como objetivo a transformação digital hospitalar, com conectividade, interoperabilidade, uso de inteligência artificial e monitoramento em tempo real para qualificar um cuidado mais rápido e preciso.
Serão instalados monitores multiparâmetros e centrais de monitoramento, criando a infraestrutura inicial de conectividade e monitoramento dos leitos. A próxima etapa contempla a ampliação do projeto e a incorporação de componentes tecnológicos, com destaque para respiradores pulmonares e camas inteligentes. Ao final, o país contará com 280 leitos inteligentes em 14 instituições de saúde.
A Rede também inclui o SAMU Inteligente, que tem como objetivo ampliar a integração entre o atendimento pré-hospitalar, as Centrais de Regulação e os hospitais da Rede. O serviço já está presente em três bases estratégicas, nas cidades de Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e Recife (PE). Também estão incluídas a implementação do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP e a modernização de hospitais de excelência do SUS, além da estruturação de serviços inovadores.
“Com o novo serviço, em vez de o profissional do SAMU ter que ligar para o hospital a cada 3 minutos para informar o status do paciente, os dados já serão transmitidos em tempo real para a unidade de emergência. Na urgência e emergência, tempo é vida”, destacou do ministro Padilha.
Gestão do Hospital Inteligente
Durante a visita à Central, o ministro Padilha anunciou a seleção do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente do Brasil (ITMI) como a Organização Social (OS) responsável pela gestão do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP, que será construído em São Paulo, após a realização do Chamamento Público N° 14/2026.
O processo contou com um comitê qualificado responsável por avaliar critérios. A entidade obteve a maior pontuação.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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