Educação
Enamed 2025 será aplicado no dia 19/10 em todo o país
A menos de um mês para o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025, os estudantes concluintes de medicina de todo o país se preparam para as provas, que serão realizadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC). Mais de 96 mil participantes tiveram a inscrição confirmada para a edição deste ano, que será no dia 19 de outubro.
A prova será aplicada em todos os estados e no Distrito Federal (DF), com abertura dos portões às 12h, fechamento às 13h e início às 13h30, seguindo o horário de Brasília. O término está previsto para as 18h30, com cinco horas de duração.
O resultado individual do participante no Enamed poderá ser utilizado como etapa de seleção para ingresso em programas de residência médica de acesso direto, por meio do Exame Nacional de Residência (Enare). Além disso, os resultados servirão para orientar políticas públicas voltadas à formação médica.
A estrutura do exame inclui uma prova teórica composta por 100 questões de múltipla escolha, baseadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) do curso de medicina. Ela avaliará o desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos programáticos, suas habilidades de adaptação às evoluções do conhecimento e competências para compreender temas da realidade brasileira e mundial, além de assuntos interdisciplinares.
Regularidade no Enade – O Enamed será realizado em consonância com os critérios estabelecidos para o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) específico para o curso de medicina, no âmbito do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Os concluintes inscritos no Enade 2025 devem cumprir todas as regras previstas no edital e na Portaria Normativa Inep nº 359, de 29 de maio de 2025.
Para o dia da prova – Os participantes deverão apresentar documento de identificação oficial, original e com foto, emitido por órgãos brasileiros. Serão aceitos:
- Cédula de identidade expedida por secretarias de segurança pública, Forças Armadas, polícia militar ou Polícia Federal;
- Identificação fornecida por conselhos ou ordens de classe;
- Passaporte;
- Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
- Carteira de Trabalho e Previdência Social emitida após 27 de janeiro de 1997;
- Carteira de Identificação Nacional (CIN);
- Documento digital com foto (e-Título, CNH, RG e CIN) apresentado em aplicativo oficial ou no Gov.br.
Já os participantes estrangeiros deverão apresentar documento oficial, original e com foto, como passaporte; identidade expedida pelo Ministério da Justiça, inclusive para refugiados; Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM); Documento Provisório de Registro Nacional Migratório (DPRNM); cédula de identidade civil ou documento equivalente emitido por países do Mercosul e associados; ou, ainda, versões digitais do CRNM e DPRNM disponíveis no aplicativo Carteira Digital do Migrante.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
Educação
MEC lança curso de IA para professores do ensino fundamental
O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta sexta-feira, 26 de junho, o curso “IA na prática docente: uso ético, criativo e pedagógico – ensino fundamental”. A iniciativa integra as ações da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec) e reforça o compromisso do governo federal com a qualificação dos professores para o uso ético e pedagógico das tecnologias digitais nas escolas públicas brasileiras.
O curso é uma iniciativa da Secretaria de Educação Básica (SEB) em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), e é totalmente gratuito. A formação está disponível na Plataforma Mais Professores – ambiente virtual de aprendizagem do MEC.
A iniciativa amplia uma ação que já apresentou resultados: em abril deste ano, o MEC disponibilizou a versão do curso voltada ao ensino médio, que alcançou mais de 22 mil cursistas – dado que evidencia o interesse crescente dos educadores pelo tema. Agora, os docentes dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) também contam com uma formação estruturada e alinhada à realidade de suas turmas.
Além de professores regentes, o conteúdo é voltado para os demais profissionais da educação, estudantes de pedagogia e de licenciaturas, coordenadores pedagógicos e demais profissionais da educação interessados em integrar a inteligência artificial (IA) às práticas pedagógicas de forma crítica e responsável.
Módulos – O curso está organizado em cinco módulos que articulam fundamentos conceituais, aspectos técnicos, implicações éticas e aplicações pedagógicas da IA. São eles:
- 1. Introdução à inteligência artificial: fundamentos históricos, conceituais e técnicos da inteligência artificial. Serão abordados temas como evolução da tecnologia, dados, algoritmos, aprendizado de máquina, redes neurais, ciclo de vida dos sistemas de IA e interação humano-IA.
- 2. Letramento em IA: parte de três eixos estruturantes, que são letramento em dados, letramento em algoritmos e letramento em modelos. Serão discutidos curadoria de dados, vieses, aprendizagem supervisionada e não supervisionada, funcionamento dos modelos de IA e suas limitações.
- 3. Sociedade e inteligência artificial: impactos da IA no mundo do trabalho, nas dinâmicas sociais e na sustentabilidade ambiental. Serão discutidos temas como indústria 5.0, equipes mistas humano-máquina, IA centrada no planeta, desigualdades e implicações políticas e sociais da adoção dessas tecnologias. O objetivo é ampliar a compreensão sobre o papel da escola na formação cidadã em uma sociedade digital.
- 4. Elementos pedagógicos: aplicação pedagógica da IA, com destaque para a IA generativa. Serão exploradas práticas como uso de chatbots, geração de textos, imagens, músicas e podcasts, elaboração de planos de aula, produção de avaliações acessíveis e revisão de textos.
- 5. Referencial curricular: referencial curricular proposto para a adoção da inteligência artificial na educação básica. Serão discutidas as dimensões, competências e habilidades organizadas para o ensino fundamental II e ensino médio, bem como orientações para implementação prática.
Diretrizes – A proposta formativa está alinhada ao referencial lançado pela Secretaria de Educação Básica, intitulado “Inteligência Artificial na Educação Básica: documento orientador sobre caminhos curriculares e práticas éticas de uso de IA nas escolas”. O documento trata sobre os conhecimentos, aprendizagens e dinâmicas significativas de uso da inteligência artificial na educação básica, assim como os usos que não contribuem com o processo de ensino e aprendizagem.
Esse curso foi produzido no âmbito da implementação do projeto Escolas Abertas Habilitadas por meio das Tecnologias para Todos, desenvolvido globalmente pela Unesco com apoio da Huawei. Na primeira fase, o projeto foi realizado no Egito, na Etiópia e em Gana; já a segunda fase (2024, 2025, 2026) ocorre no Brasil e na Tailândia, com continuação no Egito. No Brasil, o projeto é implementado em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e contribui para o avanço das políticas de educação digital e midiática, tendo como foco a formação de professores em competências digitais.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
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