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Educação

Protocolo combaterá violência contra mulheres em instituições federais

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As instituições de educação superior e profissional são espaços fundamentais de produção de conhecimento. Nelas, milhares de mulheres — docentes, pesquisadoras, gestoras, técnicas e estudantes — exercem papéis essenciais e impulsionam avanços acadêmicos, científicos e sociais. Para fortalecer essas trajetórias e garantir que cada mulher possa desenvolver seu potencial com dignidade e segurança, o Ministério da Educação (MEC) implementará o Protocolo de Intenções para Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres nas Instituições de Ensino. 

A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Brasil com a promoção de ambientes cada vez mais respeitosos e acolhedores, contribuindo também para a formação de cidadãos mais conscientes. Para isso, a iniciativa vai promover formações para toda a comunidade acadêmica e o desenvolvimento de ações e mecanismos institucionais de prevenção à violência, acolhimento às vítimas e responsabilização de agressores em universidades públicas e instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. O protocolo integra o pacote de ações anunciado pelo MEC e o Ministério das Mulheres (MMulheres) nesta semana, como parte do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio. 

Sua implementação será coordenada pelo MEC, o MMulheres, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e a Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem). 

Universidades federais – Nas universidades federais, o protocolo busca fortalecer ou implementar estruturas permanentes em cada instituição, como núcleos de acolhimento, orientação jurídica e serviços de apoio dentro e fora das universidades. Essas estruturas devem atuar de forma articulada com as ouvidorias institucionais, ampliando a capacidade de registro e acompanhamento de denúncias. 

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O protocolo também estimula a realização de campanhas educativas e programas de formação continuada para estudantes, docentes e técnicos administrativos. A ideia é promover uma cultura institucional de respeito, prevenir situações de assédio e ampliar o conhecimento sobre direitos, canais de denúncia e formas de apoio às vítimas. 

Outro eixo importante é o fortalecimento da atuação das universidades na produção de conhecimento e evidências científicas sobre violência de gênero. Pesquisas, projetos de extensão e iniciativas de diálogo com as comunidades podem contribuir para a formulação de políticas públicas e para o desenvolvimento de soluções baseadas em evidências para enfrentar o problema. 

Além dessas ações, o MEC também prevê medidas estruturais voltadas à permanência de mulheres na educação superior. Entre elas está a implementação de cuidotecas, espaços de cuidado para crianças filhas de estudantes, servidoras e trabalhadoras terceirizadas das universidades federais. 

A iniciativa será viabilizada por meio de chamada pública do MEC para a instalação de 40 cuidotecas em universidades federais de todo o país. Os espaços serão destinados ao atendimento de crianças com e sem deficiência em horários que extrapolam a jornada escolar ou de trabalho, especialmente no período noturno. 

Institutos federais – Na Rede Federal, o protocolo também prevê o fortalecimento de estruturas de acolhimento e a ampliação de ações educativas voltadas à prevenção da violência de gênero nos campi. 

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Os institutos federais serão incentivados a implementar canais institucionais de atendimento às vítimas, promover atividades de formação e sensibilização sobre igualdade de gênero e fortalecer as ouvidorias e demais estruturas responsáveis pelo acompanhamento de denúncias. 

Entre as iniciativas associadas à política está a ampliação de oportunidades de qualificação profissional por meio do programa Mulheres Mil, que promove acesso à educação profissional e tecnológica para mulheres em situação de vulnerabilidade social. 

O programa já ofertou 127,1 mil vagas em mais de 520 municípios brasileiros, com investimento de R$ 216,1 milhões. A iniciativa visa ampliar a autonomia econômica das participantes por meio da formação profissional, contribuindo para a geração de renda, o fortalecimento das economias locais e a redução da vulnerabilidade social e da violência doméstica.  

Além disso, o acordo de cooperação técnica entre o MEC e o Ministério das Mulheres incentivará a participação de jovens mulheres em cursos nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), com oferta de qualificação profissional na Rede Federal, por meio do Mulheres Mil.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e da Secretaria de Educação Superior (Sesu)   

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Resolução regulamenta bolsas e atividades de residentes

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde (CNRMS), regulamentou a participação de residentes de programas de saúde em cursos de pós-graduação e o recebimento de bolsas adicionais. A medida consta na Resolução CNRMS nº 2, de 11 de agosto de 2026, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 12 de agosto.

A resolução estabelece regras para o regime de dedicação exclusiva dos Programas de Residência em Área Profissional da Saúde (PRAPS). O texto estabelece que o cumprimento da carga horária de dedicação exclusiva não impede a participação do residente em ofertas educacionais, aperfeiçoamentos ou programas de pós-graduação lato sensu e stricto sensu, desde que haja compatibilidade de horários e com o projeto pedagógico do programa.

A norma também estabelece critérios para o recebimento cumulativo de bolsas de ensino, pesquisa e extensão ou auxílios de apoio financeiro, permitindo o acúmulo de rendimentos quando vinculados a projetos de desenvolvimento acadêmico, científico ou tecnológico na área da saúde. A participação deve ser previamente acompanhada pela Comissão de Residência Multiprofissional (Coremu) de cada instituição credenciada.

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Segundo o regramento institucional, as regras visam assegurar o desenvolvimento integral das competências profissionais, a qualificação do atendimento prestado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e o fortalecimento do ensino integrado à prática assistencial nas unidades de saúde do país.

É importante ressaltar que, mesmo com as alterações promovidas pela nova regra, os estudantes seguem impedidos de acumular empregos ou atividades que inviabilizem a carga horária da residência. Além disso, a participação em cursos e projetos externos deve ser sempre compatível com os objetivos pedagógicos do PRAPS. O descumprimento das regras pode acarretar sanções administrativas e perda de benefícios.

Pró-Residência — O Programa Nacional de Bolsas para Residências em Área Profissional da Saúde (Pró-Residência) é uma iniciativa desenvolvida em parceria entre o MEC e o Ministério da Saúde. O programa tem como objetivo incentivar a formação de especialistas em modalidades multiprofissionais e uniprofissionais, prioritariamente em regiões e especialidades estratégicas para o atendimento público de saúde, mediante a concessão de bolsas de estudo e apoio às instituições de ensino e saúde do país.

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu

Fonte: Ministério da Educação

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