Connect with us


Paraná

Empresas lideradas por mulheres já contrataram R$ 151 milhões em programa do BRDE

Publicado em

Empresas lideradas por mulheres nos três estados do Sul do País contrataram R$ 399,5 milhões em crédito por meio do programa Empreendedoras do Sul, do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). No Paraná, desde o início da iniciativa, já foram R$ 151 milhões em financiamentos.

O programa é voltado a empresas com mulheres no comando e mínimo de 40% de participação feminina no capital social, atendendo negócios de diferentes setores da economia, como agro, indústria, comércio, serviços e infraestrutura, muitos deles ainda marcados por uma presença predominantemente masculina.

Na prática, o acesso a financiamento estruturado permite que essas empresas invistam em modernização, inovação e expansão produtiva, com mais previsibilidade e segurança. “Nosso papel é oferecer instrumentos financeiros que transformem projetos em investimentos, empregos e desenvolvimento. Ao ampliar o acesso ao crédito para mulheres, também contribuímos para diversificar a liderança empresarial e fortalecer a economia da região”, afirma o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Júnior. 

Para o diretor-administrativo do BRDE, Heraldo Neves, o avanço do programa no Paraná também revela uma transformação mais ampla no ambiente de negócios do estado. “O Paraná combina vocação empreendedora, diversificação econômica e presença feminina em cadeias estratégicas, do agro à indústria. Quando o crédito chega com estrutura adequada, ele também ajuda a consolidar lideranças que já vêm redesenhando o perfil do desenvolvimento paranaense”, diz. 

NEGÓCIOS – Entre as empresas que acessaram essa modalidade de financiamento está o Grupo Mascarello, de Cascavel, no Oeste do Estado, formado pela Comil Silos e Secadores, Mascor Empreendimentos e Mascarello Carrocerias e Ônibus, e comandado por Kelly Mascarello. A Mascarello Carrocerias e Ônibus foi fundada por ela, junto com a sua mãe, e hoje também conta com a atuação da irmã mais nova na gestão.

Leia mais:  MPPR denuncia pelo crime de estupro homem que abordou mulher em via pública e a arrastou para matagal no bairro Pinheirinho no dia 19 de abril

Os recursos do programa foram utilizados principalmente para investimento em maquinário, ampliação da produção e inovação dentro da Comil e da Mascarello, incluindo o lançamento de um ônibus elétrico.

Kelly conta que assumiu os negócios da família aos 18 anos. “Desde então estamos construindo as empresas, aprendendo com funcionários, diretores e demais membros da família. Somos cada vez mais sólidos e estamos crescendo bastante”, diz ela. “Com a parceria do BRDE, conseguimos melhorias constantes, sem altos e baixos. Nosso foco é não ser a maior, mas a melhor empresa, com cada vez mais capacidade produtiva e qualidade”.

Com cerca de 700 mulheres no grupo, a diretora destaca que o impacto vai além da operação. “Mas ter acesso a investimentos estruturados como os do BRDE nos permite planejar a produção e modernizar nossos equipamentos, garantindo que mulheres possam ocupar todos os setores da empresa em igualdade de condições. O financiamento não é só sobre máquinas, é sobre criar oportunidades reais para todos”, acrescenta. 

SUINOCULTURA – Outro exemplo vem do campo, onde o acesso a crédito adequado também é determinante para a evolução dos negócios. Empresária há quase 30 anos, a suinocultora Beate von Staa, de Jaguariaíva, nos Campos Gerais, conta que a relação com o BRDE atravessa gerações — começou ainda na gestão de seu pai e segue até hoje como parte estratégica do crescimento da empresa.

Leia mais:  Ganhando o Mundo chega a 6,9 mil candidatos para intercâmbio; inscrições terminam dia 31

À frente da TopGen, especializada em melhoramento genético suíno, ela destaca que o apoio financeiro foi essencial para viabilizar investimentos que exigem maturação de longo prazo. “São investimentos de retorno lento, que exigem planejamento e fôlego. Ter acesso a linhas de crédito compatíveis com essa realidade é o que permite que a gente evolua com consistência. Sem isso, muitos projetos simplesmente não sairiam do papel”, afirma.

Ao longo dos anos, os recursos contribuíram para a ampliação da granja, a automação de processos e o aprimoramento da nutrição animal, consolidando uma operação mais eficiente e preparada para o futuro. Mais recentemente, a empresa também investiu em energia solar, reforçando uma agenda de inovação e sustentabilidade no campo.

Para Beate, o impacto do programa também está na mudança de cenário dentro do próprio setor. “Ainda são poucas mulheres nos espaços de decisão, especialmente no agro. Mas isso está mudando, e iniciativas como essa ajudam a acelerar esse processo, porque dão condições reais para que mais mulheres liderem, invistam e façam seus negócios crescerem”, destaca.

ACESSO – Empresas interessadas em acessar os detalhes do programa Empreendedoras do Sul podem buscar informações diretamente no site do BRDE ou junto às instituições financeiras credenciadas pelo banco na região Sul.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Indústria paranaense cresce 1,2% em março e alcança melhor resultado do Sul

Published

on

O desempenho da indústria paranaense entre fevereiro e março foi doze vezes superior à média nacional, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto a produção industrial estadual cresceu 1,2%, em todo o Brasil a variação foi de 0,1% no mesmo período.

O resultado também é o melhor da região Sul do Brasil: Santa Catarina avançou 0,8% e o Rio Grande do Sul, 1,0%. O Paraná também se posicionou como o segundo melhor do Sudeste, atrás apenas do Rio de Janeiro (2,5%). Neste intervalo, o setor industrial de São Paulo recuou 0,2% e Minas Gerais, 1,4%.

Mais do que o número em si, o que qualifica o crescimento paranaense é a sua composição. O desempenho do Rio de Janeiro, embora superior na variação mensal, é fortemente sustentado pela indústria extrativista, sobretudo pelo petróleo. Já o setor industrial paranaense está basicamente concentrado na indústria de transformação, segmento que converte matérias-primas em produtos manufaturados, o que gera empregos com maior remuneração e produz o maior efeito multiplicador ao longo da cadeia produtiva.

Essa distinção fica evidente quando se compara o desempenho na indústria de transformação especificamente entre março de 2026 e março de 2025 — recorte que elimina variações sazonais e oferece uma leitura mais precisa da trajetória estrutural do setor. Nesse comparativo, o crescimento de 2,9% do Paraná superou São Paulo (2,5%), Minas Gerais (2,3%) e Rio de Janeiro (1,9%).

Leia mais:  Restauração em concreto da PR-151 entre Ponta Grossa e Palmeira chega a 26%

No detalhamento por segmentos da pesquisa, o destaque do Paraná foi o setor automotivo. As fábricas de veículos automotores, reboques e carrocerias registraram produção 25,5% superior em março de 2026 em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em seguida aparecem as fábricas de móveis (8,9%), as indústrias de papel e celulose (4,9%) e as fábricas de produtos de metal (3,7%).

Juntos, esses segmentos retratam a diversidade da base industrial paranaense – que vai das florestas plantadas do Centro-Sul à linha de montagem de automóveis na Grande Curitiba, passando pelas cooperativas agroindustriais do Interior.

INVESTIMENTOS – Os números da PIM são o reflexo de uma política sistemática de atração de investimentos. Em 2025, o programa Paraná Competitivo bateu seu próprio recorde histórico: foram R$ 15 bilhões em contratos assinados, distribuídos em 136 parcerias para implantação e ampliação de parques industriais em 49 municípios.

No setor automotivo, que foi o maior responsável pelo salto de produção registrado em março, os anúncios recentes são expressivos. A multinacionais Renault, da França, e Geely, da China, por exemplo, formalizaram no fim de 2025 uma parceria para a produção de veículos com zero ou baixas emissões no Complexo Industrial Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, com aporte previsto de R$ 3,8 bilhões.

Leia mais:  Banho de mangueira e muita brincadeira: arena do Verão Maior Paraná anima Porto Rico

Em 2024, a Volkswagen comprometeu R$ 3 bilhões na mesma cidade para a produção de uma picape inédita e do Novo Virtus. Nos Campos Gerais, a XBRI Pneus e a chinesa Linglong confirmaram em 2025 um investimento conjunto de R$ 6,7 bilhões em Ponta Grossa – o segundo maior aporte privado da história recente do Paraná.

SOBRE A PESQUISA – O IBGE elabora a PIM Regional desde a década de 1970 a partir de indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real da indústria. O levantamento traz, mensalmente, índices para 17 unidades da federação com maior participação econômica no setor e para o Nordeste como um todo. Os resultados detalhados podem ser consultados no Sidra, o banco de dados do IBGE. A próxima divulgação da PIM Regional, referente a abril de 2026, está prevista para 10 de junho.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262