Paraná
Empresa nascida na incubadora do Tecpar exporta tecnologia do Paraná para o mundo
Uma das primeiras empresas incubadas da Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec), a Biomec Bombas, já exportava seus produtos para 16 países e, neste semestre, alcançou o mercado da União Europeia, um dos mais competitivos na área da tecnologia desenvolvida com apoio do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).
Com sede em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, a empresa produz bombas de vácuo, para aplicações industriais, médicas, odontológicas e estética, e também bombas de vácuo para laboratórios.
A Biomec nasceu na Incubadora Tecnológica do Tecpar em 1990, onde permaneceu até 1993. Sua proposta inovadora buscava o desenvolvimento de tecnologias para a fabricação de equipamentos médico-odontológicos, para substituir os sistemas tradicionais de irrigação utilizados nesses segmentos.
O diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, ressalta que a incubadora do instituto é a primeira de base tecnológica do Paraná e desde 1989 apoia empresários e empreendedores com a oferta de infraestrutura e de especialistas em desenvolvimento de negócios.
“Empresas que passaram pelo processo de incubação da Intec se diferenciam e conseguem se consolidar no mercado com mais força e credibilidade. Isso porque o Tecpar oferece a elas o suporte técnico e tecnológico, infraestrutura física, e a oportunidade de se desenvolverem em um ambiente que estimula inovação, aumentando suas chances de acesso a novos mercados”, ressalta.
TRAJETÓRIA DE SUCESSO – O principal produto incubado pela Biomec foi o aparelho Idealjet, uma inovação que substituía os métodos convencionais de irrigação por um sistema a jato controlado, mais preciso e higiênico, aplicável em clínicas odontológicas e médicas. O conceito foi inovador para o início da década de 1990, sendo um exemplo pioneiro de engenharia biomédica nacional, conta Carlos Pimenta, um dos fundadores da empresa.
“O Brasil não tinha naquela época, e continua a não ter tão fortemente, a tradição em produtos manufaturados. É difícil romper esse entrave inicial e a vivência na incubadora foi fundamental para mostrar um ambiente de negócios para aqueles jovens saídos da academia, que éramos na fundação da empresa. Hoje temos um produto feito no Paraná que pode concorrer em qualidade e preço no mercado internacional”, pontua.
Em 1994, a Biomec foi graduada no processo de incubação e iniciou uma nova fase de desenvolvimento tecnológico. A graduação representa que a empresa já alcançou o grau de maturidade esperado e se torna independente. No ano 2000, parou de produzir equipamentos para área da saúde e inovou mais uma vez, começando a fabricar bombas de vácuo para laboratório, para aplicações refinadas.
“Apesar de o produto ter enfrentado barreiras de mercado à época, especialmente por estar à frente do seu tempo, o empreendimento consolidou a Biomec como uma empresa inovadora no setor de equipamentos de precisão e automação biomédica”, conta o gerente do Creative Hub do Tecpar, Rogério Moreira.
NÍVEIS DE TECNOLOGIA – Segundo o gerente do Creative Hub, a empresa incubada é graduada quando faz as primeiras vendas de suas soluções, ou quando atinge o Nível de Prontidão Tecnológica (TRL – sigla em inglês para Technology Readiness Level) 8 ou 9.
Criado pela NASA, o TRL é usado para avaliar o nível de maturidade de uma tecnologia específica, sendo muito aplicado no ecossistema de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação.
O projeto é avaliado em relação aos parâmetros de cada nível tecnológico e, em seguida, recebe uma classificação TRL com base no seu progresso. Existem nove níveis de prontidão tecnológica.
O TRL 1 é o nível mais baixo, concedido quando a pesquisa está começando. Os mais altos são o TRL 8, quando a tecnologia já foi testada e está pronta para implementação, e o TRL 9, quando já foi comprovada.
“A Biomec é lembrada como uma das empresas que ajudaram a consolidar o modelo de incubação tecnológica do Tecpar. Mesmo com os desafios de mercado, sua trajetória serviu como caso de aprendizado e inspiração para gerações seguintes de empreendedores da área biomédica”, salienta Rogério.
REFERÊNCIA – Criada em 1989, a incubadora do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) é a primeira incubadora de base tecnológica do Estado. Atualmente, passam pelo processo de incubação nove empresas, dos mais variados ramos de atuação.
A Intec está com edital aberto para novos ingressos de empresas ou startups no seu programa de incubação. Estão sendo selecionadas empresas de base tecnológica que tenham propostas de produtos, serviços ou modelos de negócio inovadores. Para se candidatar a uma vaga, os participantes precisam demostrar inovação em seu projeto, conforme critérios que serão avaliados por uma banca examinadora.
Para obter informações sobre como participar do programa acesse o edital que está disponível no site do Tecpar.
Fonte: Governo PR
Paraná
Na Espanha, Fundação Araucária lança programa de cooperação em CT&I Paraná-Catalunha
Uma delegação paranaense liderada pela Fundação Araucária cumpre nesta semana uma agenda em Barcelona, na Espanha, com o objetivo de ampliar a cooperação internacional em Ciências da Vida e da Saúde. A missão, que começou segunda-feira (13) e segue até esta quinta (16), reúne representantes de universidades, hospitais, centros de pesquisa, setor público e empresas, em uma estratégia voltada à consolidação do ecossistema de inovação no Paraná.
Entre os destaques das atividades está o lançamento do programa Interconexões em CT&I Paraná-Catalunha, que tem como objetivo fortalecer a cooperação internacional em ciência, tecnologia e inovação, conectando pesquisadores paranaenses a profissionais e instituições de excelência vinculados à Catalunha. O lançamento aconteceu em encontro com dirigentes, pesquisadores e cientistas da Universidade Barcelona.
Também foi apresentado o programa Ganhando o Mundo da Ciência, que proporciona a alunos de graduação, que estão ou estiveram em estágio de Iniciação Científica no Paraná, a oportunidade de realizar mobilidade internacional por um período de até três meses, a depender das áreas prioritárias para a consolidação da cooperação internacional.
O programa Interconexões busca estimular a formação de redes colaborativas, promover o intercâmbio de conhecimento e ampliar a inserção do Paraná em ambientes globais de pesquisa. “Com investimento inicial de cerca de R$ 3 milhões, o Interconexões Paraná-Catalunha prevê o apoio a projetos conjuntos entre universidades, centros de pesquisa e empresas, incentivando a mobilidade acadêmica e o desenvolvimento de soluções inovadoras em áreas estratégicas”, destacou a top manager da Fundação Araucária e coordenadora do programa, Maria Zaira Turchi.
O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, ressaltou que a missão busca estruturar, no Paraná, um modelo semelhante ao adotado na Catalunha, referência internacional no setor. “A delegação paranaense reúne importantes representantes da comunidade científica e tecnológica na área da saúde. Esperamos, nos próximos anos, consolidar o Cluster Paraná de Ciências da Vida e da Saúde, inspirado no modelo da Catalunha, que hoje responde por mais de 7% da produção de saúde da Europa. Esse resultado não aconteceu por acaso, mas por meio de uma estratégia estruturada”, afirmou.
Segundo ele, a iniciativa envolve a articulação entre universidades, hospitais universitários, poder público e empresas. “Estamos aqui para estreitar laços e construir, ao longo dos próximos meses e anos, um cluster dinâmico e consistente, com a participação de instituições e empresas como a Prati Donaduzzi e o Biopark”, completou.
A missão também anunciou a chamada pública voltada a pesquisas clínicas. Segundo a assessora de Relações Internacionais da Fundação Araucária, Eliane Segati, serão investidos R$ 20 milhões voltados a pesquisas clínicas, fortalecendo de forma concreta a cooperação internacional em saúde e inovação. “Com esta delegação, que representa o ecossistema de ciências da vida e da saúde do Paraná, reafirmamos o nosso compromisso com parcerias estratégicas e com o avanço da ciência de impacto global”, ressaltou Eliane.
A programação da missão conta, ainda, com reuniões institucionais, visitas técnicas e assinatura de acordos com instituições de referência, como a Universidade de Barcelona e o Hospital Vall d’Hebron. Inclui também visitas a centros de pesquisa biomédica, parques de inovação e empresas de biotecnologia, como a SpliceBio, além de encontros com lideranças científicas e gestores de saúde.
A delegação também conta com representantes de instituições como a Universidade Federal do Paraná (UFPR), Fiocruz Paraná, hospitais universitários e a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, reforçando a integração entre pesquisa, assistência e inovação.
INTERCONEXÕES – O Programa Interconexões em Ciência, Tecnologia e Inovação: Paraná–Catalunha busca impulsionar a formação de redes colaborativas, promovendo a troca de conhecimento e o desenvolvimento conjunto de projetos estratégicos.
O edital, de R$ 3 milhões, prevê apoio a propostas que envolvam universidades, centros de pesquisa e empresas, estimulando a mobilidade acadêmica e a integração entre ciência e inovação. As manifestações de interesse dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) vão até 13 de maio e dos pesquisadores brasileiros vinculados a instituições da Catalunha ocorrem a partir de 10 de junho. O prazo de submissão de propostas de colaboração Paraná-Catalunha vai até 30 de junho.
Fonte: Governo PR
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