Brasil
Em workshop, secretário Nacional de Portos destaca importância do combustível sustentável para a navegação
O secretário Nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), Alex Ávila, participou, nesta sexta-feira (17), do “Workshop do Programa Nacional do Combustível Sustentável de Navegação”, promovido pelo Ministério de Minas e Energia (MME), para um debate sobre a transição para combustíveis sustentáveis no transporte marítimo, destacando o papel estratégico do Brasil no cenário internacional.
Ao longo do dia, representantes do setor público, da indústria, da academia e de organizações especializadas se reúnem para discutir desafios, soluções e oportunidades para uma navegação mais sustentável.
No painel de abertura, Alex Ávila ressaltou o papel decisivo dos portos na agenda. “Mais do que pontos de passagem e de comércio, os portos são estruturas estratégicas para viabilizar novas soluções energéticas, apoiar a descarbonização da navegação e preparar o país para as transformações em curso no cenário internacional. Na Secretaria Nacional de Portos, temos buscado avançar nessa direção com planejamento, base técnica e articulação institucional”, afirmou.
Representando o secretário Nacional de Hidrovias e Navegação, o diretor do Departamento de Navegação e Fomento do MPor, Daniel Aldigueri, destacou as discussões conduzidas pelo Ministério sobre descarbonização e o incentivo a modais menos poluentes, como a cabotagem e a navegação de longo curso e interior. “O avanço do debate sobre o uso de combustíveis sustentáveis para a navegação é essencial para ampliarmos ainda mais a participação do transporte aquaviário na matriz logística nacional”, pontuou.
Já o secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME, Renato Dutra, destacou a importância da atuação conjunta entre os órgãos envolvidos no tema. “O MPor é estratégico e tem sido um parceiro fundamental do MME nesta agenda, assim como ocorreu no Programa Nacional do Combustível Sustentável de Aviação. Trata-se de uma estratégia nacional e internacional que precisa estar integrada para que as vocações brasileiras sejam não apenas reconhecidas, mas efetivadas. A presença da área de infraestrutura portuária nessa estratégia é fundamental, e o alinhamento institucional é parte da solução”, declarou.
O workshop segue com debates sobre desafios econômicos e de adaptação relacionados à transição energética, infraestrutura portuária e corredores logísticos.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México
Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.
A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.
“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.
O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.
Como funciona o SasiSUS
Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.
A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.
Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.
Rayane Bueno
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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