Brasil
Em Uberlândia, Alexandre Silveira reforça os benefícios do programa Gás do Povo, que vai beneficiar 25 mil famílias do município
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, apresentou nesta sexta-feira (17/10), em Uberlândia (MG), o Programa Gás do Povo, que vai garantir a gratuidade na recarga do botijão de gás de cozinha (GLP) para famílias de baixa renda em todo o país já a partir do próximo mês. Em Uberlândia, serão 25 mil famílias contempladas.
A iniciativa do Governo Federal, coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), beneficiará 17 milhões de famílias em todo o Brasil até 2026, o que representa cerca de 50 milhões de pessoas. Em Minas Gerais, serão 1,2 milhão de famílias contempladas, com até 7 mil revendas credenciadas para garantir o atendimento em todos os municípios. Em Uberlândia, o programa vai alcançar cerca de 25 mil famílias.
O Gás do Povo substitui e triplica o número de beneficiados do atual Auxílio Gás. O ministro Alexandre Silveira explicou que, em vez do benefício em dinheiro, com o novo programa cada família vai retirar diretamente o botijão de gás nas revendedoras credenciadas pelo Governo Federal. A mudança aumenta a eficiência, a transparência e o controle da política pública.
“O Gás do Povo combate a pobreza energética, garante alívio no orçamento das famílias que mais precisam e ainda protege a saúde, principalmente de mulheres e crianças, que utilizam a lenha, álcool e outros materiais inflamáveis e tóxicos. Portanto, é um dos programas sociais mais importantes e completos do nosso governo, cuidando diretamente das pessoas. Agora, o gás de cozinha passa a ser tratado como item essencial, fundamental para assegurar segurança alimentar, dignidade e bem estar social. E eu, como mineiro, tenho muito orgulho de trazer para Uberlândia essa novidade que vai mudar a vida de tanta gente” afirmou o ministro.
Os beneficiados poderão retirar o benefício diretamente na revenda credenciada de gás no município por meio do aplicativo Vale Digital, do cartão específico do programa ou do cartão do Bolsa Família, conforme o caso. Em Uberlândia serão até 165 revendas credenciadas pelo programa.
O repasse será feito de acordo com o número de integrantes do grupo familiar, variando entre quatro e seis botijões de gás (GLP) de 13 kg por ano.
O programa começa a valer a partir de novembro de 2025 e estará 100% implementado até março de 2026. O público-alvo são famílias inscritas no CadÚnico com renda per capita de até meio salário mínimo, com prioridade para aquelas que recebem o Bolsa Família.
O Gás do Povo é uma das principais ações do MME voltadas à inclusão social e à segurança energética, reforçando o compromisso do Governo Federal com a redução das desigualdades e com o fortalecimento das políticas públicas de energia que chegam a todos os brasileiros.
Combustível do Futuro
Na parte da tarde, ainda em Uberlândia, o ministro Alexandre Silveira participou do evento Conexões MME, que reuniu prefeitos, parlamentares, empresários do setor produtivo e lideranças regionais, com o objetivo de apresentar as políticas públicas e programas estruturantes do MME voltados para a transição energética e o fortalecimento da cadeia de biocombustíveis no país.
Durante o evento, foi assinado protocolo de intenções com a prefeitura de Uberlândia para a instalação do primeiro posto de abastecimento de biometano de Minas Gerais. Nesta sexta-feira (17/10), foi inaugurada em Tupaciguara a primeira planta de biometano de Minas Gerais, da ZEG Biogás, com investimentos de R$ 70 milhões.
Silveira destacou a importância da Lei do Combustível do Futuro, que estimula a pesquisa e o desenvolvimento de novas rotas tecnológicas, como o biometano, o diesel verde, o Combustível Sustentável de Aviação (SAF). O ministro ressaltou a importância do Triângulo Mineiro na produção de biocombustíveis para o Brasil.
“O Combustível do Futuro representa o compromisso do governo do presidente Lula com a sustentabilidade, a inovação e a geração de oportunidades. O Triângulo Mineiro tem vocação natural para contribuir e muito com a transição energética, e é com orgulho que trago a Uberlândia as ações e políticas do Ministério de Minas e Energia que estão transformando o Brasil em uma referência mundial em biocombustíveis. Com essa inauguração da primeira planta de biometano de Minas Gerais, estamos colocando nosso estado na rota do biometano e do desenvolvimento do Brasil”, concluiu o ministro.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS
Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.
Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.
Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.
Caminhos da inovação aplicada
Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.
O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.
Tecnologia que transforma
A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.
O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.
Conexões
A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.
Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.
Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil
Janine Russczyk
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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