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Em Iracema do Oeste, 38 famílias conquistam moradias com apoio do Casa Fácil Paraná

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O Jardim Nova Esperança é o novo endereço de 38 famílias de Iracema do Oeste que receberam nesta sexta-feira (29) as chaves de suas moradias próprias. Os investimentos no projeto somam R$ 6 milhões, viabilizados conjuntamente entre Governo do Estado, Caixa Econômica Federal, Prefeitura Municipal e Construtora Sanmer. Todas as unidades habitacionais contaram com subsídios do Programa Casa Fácil Paraná, usados para abater o valor de entrada dos financiamentos.

O benefício estadual contempla o público com renda de até quatro salários mínimos, que não possua imóvel próprio e não tenha sido atendido em programas habitacionais do poder público anteriormente. O valor de R$ 20 mil serve para reduzir o montante inicial da entrada e é aplicado diretamente na contratação junto à Caixa, auxiliando o acesso ao crédito imobiliário.

O empreendimento foi construído em terreno doado pela prefeitura, que também executou parte da infraestrutura externa. Isso garantiu que as casas fossem vendidas a um preço mais acessível para a população, em torno de R$ 138 mil cada. Os compradores ainda podem acumular o subsídio estadual com descontos do programa federal Minha Casa Minha Vida e utilizar o FGTS para reduzir o saldo devedor. Com isso, as prestações ficam mais baratas, com valores médios de R$ 400 mensais, e o contrato pode ser quitado ao longo de até 35 anos.

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O loteamento é aberto, com quadras e lotes já regularizados, e fica em uma região em expansão do município. O conjunto dispõe toda infraestrutura necessária para o bem-estar das famílias, com ruas pavimentadas, calçamento com acessibilidade, drenagem de águas pluviais, redes de saneamento e energia, iluminação pública e paisagismo.

As residências possuem duas tipologias, a padrão e a adaptada ao público com deficiência, com áreas privativas de 43,18 e 52,25 metros quadrados. Elas são de dois quartos, banheiro, sala, cozinha, lavanderia externa, vaga para garagem e contam com espaço para possíveis ampliações, edificadas em terrenos médios de 200 metros quadrados cada. As moradias são entregues com acabamento completo de pisos, louças, metais e tanque.

VIDA NOVA – O benefício do Casa Fácil Paraná trouxe alívio para a família de Mauri Gomes, de 43 anos, funcionário de um frigorífico da cidade. Ele, a esposa Adriana e os três filhos viviam em um imóvel alugado, com o orçamento sempre apertado. Com o apoio do Estado, eles recebem hoje as chaves da tão sonhada casa própria e iniciam uma nova etapa de vida.

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“Gostaria de agradecer à Cohapar pelo subsídio, isso garantiu a casa para nós. A gente paga aluguel e estava bem apertado. Se não fosse esse apoio, não conseguiríamos, porque não teríamos o dinheiro da entrada”, destacou ele.

A esposa reforça a importância de uma moradia para garantir mais segurança no desenvolvimento das crianças. “Só temos a agradecer por essa oportunidade. Para nós, é muito gratificante ter um lugar para criar os filhos e dar mais conforto para eles”, disse. A ansiedade agora é só pela mudança. “Se puder, amanhã mesmo a gente já está mudando, para se livrar do aluguel”, brincou Mauri.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.

Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.

Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.

Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.

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Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

 

Fonte: Ministério Público PR

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