Brasil
Em Fórum de Mineração em Riad, Silveira busca investimentos e destaca papel do Brasil no Sul Global e na segurança energética mundial
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu nesta terça-feira (13/1), no Future Minerals Forum, em Riad, na Arábia Saudita, que o desenvolvimento do Sul Global é a garantia da segurança energética mundial e que o Brasil tem papel destacado neste processo, estando preparado para atrair investimentos em toda a cadeia mineral. O evento reúne as principais empresas globais de mineração e representantes de diversos países.
Segundo Silveira, o Brasil se destaca pelo seu patrimônio mineral de classe mundial, por sua mineração sustentável e legal, que busca resultados econômicos e sociais para nossa população.
“Estamos entre as maiores reservas e recursos do planeta em minério de ferro de alta qualidade, terras raras, nióbio, lítio, cobre e níquel, entre outros. Relembro, ainda, nossa estabilidade jurídica, econômica, social, política e regulatória. Quero convidá-los a conhecer as riquezas naturais do nosso país, especialmente em Minas Gerais e no Pará”, afirmou o ministro.
Silveira também defendeu a agregação de valor nos países produtores e o trabalho decente, ressaltando que não é possível mais aceitar a exploração predatória sem legado social.
“A industrialização nos países produtores torna-se uma solução pragmática para descarbonizar as cadeias de suprimento que todos compartilhamos. Defender a agregação de valor nos países detentores de reserva e, portanto, produtores, é a forma justa de fazer a exploração. Esse caminho inclui a melhoria da qualidade de vida de sua população e assegura sua soberania. Assim é que garantiremos cadeias resilientes, estáveis e livres de gargalos para todo o planeta”, completou.
Integração
Para o ministro Alexandre Silveira, o Brasil e os países vizinhos podem dar um passo decisivo junto ao fórum para a expansão do mapa de integração com os novos corredores estratégicos de lítio e terras raras na américa do sul, além do potencial de crescimento da produção de cobre, níquel e minério de ferro de alta qualidade.
Ele acredita que expandir estes corredores estratégicos dos minerais é fundamental para oferecer ao mundo não apenas a matéria-prima, mas soluções integradas ponta a ponta. Por isso, defendeu os centros tecnológicos brasileiros e a sua inclusão na rede de centros de excelência, buscando investimentos e parcerias em cadeias estratégicas.
“Esses corredores exigem mais investimento em infraestrutura robusta e financiamento condizente com o desafio climático que enfrentamos. Infraestrutura física é imprescindível e estamos abertos a parceiros novos. Vamos usar nosso potencial mineral e industrial como alavanca para viabilizar cadeias de suprimento estratégicas intrarregionais. Sob a liderança do presidente Lula, o Brasil reafirma seu compromisso de ser o elo que une a abundância mineral à prosperidade, com desenvolvimento e sustentável e inclusão social”, finalizou Alexandre Silveira.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
Governo do Brasil anuncia ações para fortalecer proteção ambiental e enfrentar mudanças climáticas
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou, nesta quarta-feira (10), da cerimônia em que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou um conjunto de ações para fortalecer a proteção ambiental, enfrentar a mudança do clima e impulsionar o desenvolvimento sustentável no País. O evento, que ocorreu no Palácio do Planalto e celebrou o Dia Mundial do Meio Ambiente, reuniu ministros, autoridades e representantes da sociedade civil.
Durante a cerimônia, o Governo do Brasil apresentou medidas voltadas à conservação dos biomas brasileiros, à ampliação do reconhecimento dos serviços ambientais prestados por comunidades tradicionais e à preparação do País para os desafios da transição ecológica e da adaptação climática.
Um dos principais atos foi a sanção da Lei da Política Nacional para Recuperação da Caatinga que, acompanhada do lançamento do Programa Recaatingar, passa a contar com aporte inicial de R$ 60 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Nordeste (BNB). Além disso, foi anunciada a regulamentação da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), investimentos voltados para a agenda ambiental brasileira, além de outras ações.
Segundo Luciana Santos, a participação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) reforça a importância da produção científica e da inovação tecnológica para subsidiar políticas públicas de proteção ambiental, monitoramento dos biomas, enfrentamento dos eventos climáticos extremos e desenvolvimento de soluções sustentáveis para o País. “A ciência, a tecnologia e a inovação têm papel decisivo na construção de um modelo de desenvolvimento capaz de combinar crescimento econômico, inclusão social e preservação ambiental. O conhecimento científico é fundamental para orientar políticas públicas e gerar soluções para os desafios climáticos do presente e do futuro”, destacou.
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