Paraná
Em evento da Fiep, governador defende reforma tributária justa para estados do Sul e Sudeste
O governador Carlos Massa Ratinho Junior voltou a defender os interesses do Sul e do Sudeste do Brasil na reforma tributária que está em discussão no Congresso Nacional nesta sexta-feira (30). Ele participou de um encontro com o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Os dois estiveram presentes em um evento com representantes do setor produtivo e lideranças políticas no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em Curitiba.
Durante a abertura do encontro, que foi organizado justamente para tratar da reforma tributária sob a perspectiva do governo federal, Ratinho Junior apresentou alguns pontos que ainda precisam de mais esclarecimentos e que inclusive foram objeto de discussão em um encontro virtual com governadores e secretários da Fazenda do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud).
“É uma honra receber o vice-presidente no Paraná para tratar da reforma tributária, que é uma reforma que consideramos importante, mas sob a qual os governadores do Sul e Sudeste têm algumas preocupações e que serão levadas em breve ao relator da proposta da Câmara dos Deputados”, afirmou Ratinho Junior.
O governador citou como exemplos de aspectos que carecem de uma melhor definição a centralização do processo de arrecadação dos tributos pela União após a unificação de impostos. Ele também disse esperar que o Conselho Federativo proposto para tratar da temática tenha uma representação proporcional à população de cada ente federativo, de forma a evitar distorções na tomada de decisões.
Outra demanda apresentada por Ratinho Junior foi a inserção da criação dos Fundos Constitucionais para desenvolvimento econômico e social do Sul e Sudeste. “As duas regiões são as únicas do País que não dispõe desse dispositivo, cujos recursos poderiam ser utilizados para investimentos em infraestrutura e estímulo econômico em regiões menos desenvolvidas dos estados, reduzindo desigualdades sociais”, declarou o governador.
Carlos Valter Martins Pedro, presidente da Fiep e anfitrião do evento, corroborou com a opinião de Ratinho Junior, lembrando os impactos do atual sistema tributário o setor produtivo. “A indústria do Paraná tem conseguido atingir um desempenho superior à média nacional e temos atualmente o quarto maior parque industrial do Brasil. Apesar disso, o setor sofre com a complexidade do sistema tributário brasileiro, que torna os produtos brasileiros pouco competitivos em relação a outros países, o que demonstra a necessidade de uma reforma”, comentou.
“A Fiep e a indústria paranaense de modo geral confiam que esse problema poderá começar a ser solucionado com a reforma tributária, que mesmo não reduzindo a carga de impostos já promoverá grandes ganhos ao simplificar os processos e reduzir a burocracia envolvida”, acrescentou o presidente da Federação.
SIMPLIFICAÇÃO – Em seu discurso, o vice-presidente fez um contexto geral sobre a visão da União acerca da reforma tributária, a qual segundo ele não significará uma redução de impostos ou mudanças na distribuição dos recursos, mas uma simplificação que aumente a competitividade da economia nacional em médio e longo prazos.
“A lógica da reforma tributária não é tirar de um e dar para outro, pois ela precisa ter neutralidade federativa, então o Estado do Paraná e os municípios paranaenses vão continuar recebendo o que já recebem atualmente”, disse Alckmin. “O que a reforma precisa é simplificar a cobrança e retirar a cumulatividade, desonerando completamente os investimentos e as exportações”.
Para o vice-presidente, a proposta do governo federal está ancorada em um tripé que leva em consideração o controle cambial, a simplificação dos impostos e a redução dos juros. “Atualmente já temos um câmbio competitivo, o mercado aponta para uma redução dos juros futuro e estamos neste processo para simplificação dos tributos, que tem um potencial de trazer eficiência econômica, gerando um crescimento de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) em dez anos”, concluiu.
APOIO AO EMPRESARIADO – Ao mencionar investimentos recentes que foram feitos no Paraná, como o anúncio da ampliação da fábrica de pneus da Sumitomo em Fazenda Rio Grande, a construção de uma maltaria da Cooperativa Agrária em Guarapuava, e a instalação da maior fábrica sustentável da Electrolux em São José dos Pinhais, Ratinho Junior reiterou o compromisso do Governo do Estado em trabalhar em sinergia com os empresários, criando condições para o seu desenvolvimento.
Na manhã desta sexta-feira, inclusive, Ratinho Junior e Alckmin participaram juntos do lançamento da pedra fundamental da esmagadora de soja do Grupo Potencial, na Lapa. A primeira fase da obra vai receber R$ 1,7 bilhão em investimentos para ampliar a produção de biodiesel, com a expectativa de gerar cerca de 250 postos de trabalho diretos e até 3 mil indiretos.
“Não há melhor programa social do que um emprego, por isso estamos ao lado dos empresários, reduzindo burocracias e criando condições para investimentos, que consequentemente geram mais empregos e renda para a população”, defendeu. “Não à toa, o Paraná passou a ser a quarta maior economia do País e ser o estado que mais gera empregos na região Sul”.
De acordo com o secretário estadual da Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros, o Estado se esforça constantemente, por meio da pasta e da Invest Paraná, para atrair novos investimentos privados. “Buscamos cada vez mais investimentos de grande porte, que abrem novas oportunidades de emprego para os nossos jovens. O Paraná cresce muito, com números muito positivos de crescimento e geração de emprego, e o objetivo é avançar ainda mais a partir de uma atuação colaborativa com os empresários”, complementou.
PRESENÇAS – Participaram do evento o vice-governador Darci Piana; o secretário de Estado das Cidades, Eduardo Pimentel; o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin; o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado; o senador Flávio Arns; os deputados federais Aliel Machado, Beto Richa, Carol Dartora e Gleisi Hoffmann; os deputados estaduais Goura, Luis Corti e Ney Leprevost; o prefeito de Curitiba, Rafael Greca; a prefeita de Rio Branco do Sul, Karime Fayad; o secretário do Codesul e ex-governador Orlando Pessuti; além de diversos diretores, ex-presidentes, membros da Fiep e empresários.
Fonte: Governo PR
Paraná
Credenciamento da Fomento Paraná permite que municípios subsidiem juros de microcrédito
A Fomento Paraná abriu o Edital de Chamamento Público n° 01/2026 para credenciar municípios interessados em firmar parcerias destinadas a impulsionar o empreendedorismo nas cidades por meio da oferta de crédito subsidiado para equalização das taxas de juros em operações de microcrédito para os pequenos negócios em suas comunidades.
A nova iniciativa permite que as prefeituras utilizem recursos próprios para reduzir parte ou a totalidade dos juros cobrados pela instituição nos programas Banco do Empreendedor e Banco da Mulher Paranaense.
A equalização de juros é uma forma de reduzir a taxa de juros e é aplicada para pagamentos feitos em dia pelo tomador do crédito. Nesse caso, o município assume o pagamento de parte ou de toda a taxa de juros da operação, reduzindo o valor efetivamente pago pelo empreendedor.
Caso a prefeitura opte pela equalização de 100% da taxa, a operação poderá ter juro zero para o tomador, respeitados os limites orçamentários municipais e da Fomento Paraná.
As linhas de crédito e os eventuais beneficiários da equalização deverão observar os critérios e o público-alvo definidos pelo Programa Nacional de Microcrédito Produtivo e Orientado (PNMPO – Lei Federal nº 13.636/2018) e demais regras estabelecidas pela Fomento Paraná.
Podem ser beneficiados empreendedores informais, microempreendedores individuais (MEIs) e microempresas com faturamento anual declarado de até R$ 360 mil e que desenvolvam atividades comerciais, industriais, de serviços ou da agricultura familiar no município, tanto nas áreas urbanas quanto rurais.
Os recursos podem ser destinados para capital de giro e/ou investimento fixo em operações de até R$ 20 mil. No microcrédito o prazo para pagamento é de até 36 meses, incluindo a possibilidade de um período de carência de até três meses para começar o pagamento.
“Esta é uma oportunidade muito grande para empreendedores em ter parte ou a totalidade dos juros de um contrato subsidiado”, afirma o diretor-presidente da Fomento Paraná, Claudio Stabile. “É claro que vai depender da capacidade financeira de cada município, mas temos a certeza de que muitos farão a adesão a esse chamamento e, certamente, em muitos casos nós esperamos que os juros para quem toma crédito sejam zero”.
Para participar, os municípios devem atender aos requisitos previstos no edital, incluindo regularidade junto à Fomento Paraná, lei municipal que autorize a parceria, disponibilidade orçamentária mínima de R$ 50 mil e manutenção de Acordo de Cooperação Técnica com a instituição, além de manter um ponto de atendimento com agente de crédito habilitado.
A documentação poderá ser apresentada via sistema E-Protocolo do Estado do Paraná a partir de 19 de novembro de 2026. A análise ocorrerá em fluxo permanente, conforme o recebimento dos documentos. O Termo de Colaboração terá vigência de 60 meses.
O atendimento aos empreendedores para contratação de operações de microcrédito é feito principalmente nas salas do empreendedor e Agências do Trabalhador ou outras estruturas voltadas ao desenvolvimento econômico local, sempre em parceria com os municípios.
Fonte: Governo PR
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