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Com nova classificação da pressão 12 por 8, Paraná reforça rede de diagnóstico

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A alteração de parâmetros deixou muita gente em alerta sobre a pressão arterial. A partir de agora, a pressão igual a 12 por 8 (120/80 mmHg) deixou de ser considerada normal e passa a integrar a categoria de pré-hipertensão. Para ser classificada como pressão normal, a medida deve estar abaixo de 120/80 mmHg.

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) lembra que o mais importante é adotar formas de controle para evitar que a pressão se torne um perigo. Mudança de hábitos, cuidado com a alimentação, fazer exercícios regularmente, não fumar, ou seja, ter uma vida saudável já afasta muitos dos perigos e dos limites entre a pressão normal e a hipertensão.

“A hipertensão é um problema que afeta muita gente e está ligada a vários fatores de risco, por isso a nossa preocupação de ter protocolos e diagnósticos muito bem alinhados para, primeiro, a prevenção e depois o tratamento de quem tem pressão alta”, completou o secretário de estado da Saúde, Beto Preto.

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A Sesa coordena a rede de proteção, prevenção e tratamento, que começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) com aferição, controle, orientação e diagnóstico. Esse primeiro passo faz parte da estratégia da Linha Guia de Hipertensão Arterial, documento que deve ser seguido por toda a saúde pública do Paraná.

O Linha Guia ajuda a nortear o trabalho das equipes de saúde para o cuidado integral de uma pessoa hipertensa, pois as avaliações mais modernas demonstram a necessidade de lidar com as causas e fornecer tratamento multiprofissional. O protocolo entende que o rastreamento da hipertensão arterial deve ser realizado por todos os profissionais da equipe de saúde da UBS, assim como o tratamento após o diagnóstico.

Outra ação que tem resultado direto na prevenção ou tratamento da hipertensão é o combate ao tabagismo. O Paraná possui o Programa Estadual para Controle do Tabagismo, com ações de capacitações, comunicação ativa, ações educativas junto à população, prevenção da iniciação do tabagismo, proteção acerca do tabagismo passivo, entre outras. A Sesa também distribui medicamentos para tratamento contra o tabagismo aos municípios, que podem ser obtidos nas UBSs.

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É importante reforçar que quando a pressão arterial se mantém elevada ao longo do tempo, mas não é tratada ou identificada cedo, podem surgir vários problemas de saúde, como doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio), Acidente Vascular Cerebral (AVC), danos nos rins e, eventualmente, insuficiência renal, comprometimento da visão e problemas nos vasos da retina e doenças vasculares.

NOVOS PARÂMETROS  A definição que a pressão de 12 por 8 é considerada pré-hipertensão foi uma atualização recente na Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025 (DBHA 2025), elaborada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH). O documento foi divulgado na última quinta-feira (18/09).

Fonte: Governo PR

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Penitenciária Central do Estado atinge 100% de coletas de DNA dos custodiados

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A Polícia Penal do Paraná (PPPR) e a Polícia Científica do Paraná (PCIPR) concluíram a coleta de perfis genéticos de todas as 1.890 pessoas privadas de liberdade custodiadas na Penitenciária Central do Estado – Unidade de Segurança (PCE-US), em Piraquara. Com o encerramento desta etapa, a PCE-US se tornou a primeira unidade do Estado a conquistar total autonomia para a realização desse procedimento.

“Este mutirão representa a continuidade do trabalho iniciado no último mês e teve como objetivo concluir 100% das coletas genéticas dos custodiados na unidade, conforme os critérios legais vigentes. A partir dessa etapa, a PCE-US passa a ser a primeira do Paraná preparada para dar continuidade às coletas de forma autônoma, com equipes capacitadas para execução do procedimento dentro da própria rotina da unidade”, destaca a chefe da Divisão de Saúde da PPPR, Viviane Cristina Serpa.

“A proposta é que esse modelo seja ampliado gradativamente para as demais unidades penais do Estado”, complementa.

A iniciativa faz parte de um esforço contínuo que já contabiliza aproximadamente 16 mil coletas realizadas no sistema prisional paranaense. O objetivo principal é ampliar a inserção de dados no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), uma ferramenta crucial para subsidiar investigações criminais, identificar autores de delitos e realizar o cruzamento de vestígios.

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PADRÕES RIGOROSOS – O trabalho conjunto entre a PPPR e a PCIPR segue padrões rigorosos que garantem a qualidade e a rastreabilidade das amostras. Uma vez inseridos no banco nacional, os perfis genéticos passam por cruzamentos automáticos com vestígios coletados em cenas de crimes em todo o país. Esse processo contribui diretamente para a identificação de suspeitos, conexão entre diferentes ocorrências e para o avanço de investigações complexas, inclusive de casos antigos.

“A coleta de material para inserção no BNPG é uma ferramenta estratégica para a perícia criminal. Quanto maior a base de dados, maiores são as possibilidades de identificação de autores, de vinculação entre diferentes ocorrências e de auxílio na elucidação de crimes. O resultado alcançado pela unidade demonstra a importância da integração entre as instituições e do investimento contínuo em ciência aplicada à segurança pública”, destaca o diretor-geral da PCIPR, Ciro Pimenta.

CAPACITAÇÃO É O DIFERENCIAL – O grande diferencial do mutirão na PCE-US foi a capacitação técnica dos policiais penais. Além de coletar o material, as equipes foram preparadas para atuar de forma autônoma e como multiplicadoras desse conhecimento para outras regiões do Estado.

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Para a o diretor da PCE-US, Olival Monteiro, a conquista representa um marco de eficiência e valorização da categoria. “Marcamos um ponto de virada: somos a primeira unidade do sistema a conquistar essa autonomia. Nossos próprios policiais penais agora estão capacitados para realizar as coletas com rigor técnico, preservar a cadeia de custódia e dar celeridade às investigações. Ganhamos tempo, precisão e respeito ao nosso trabalho. Cada policial penal que hoje domina a coleta poderá ser multiplicador desse conhecimento, ensinando, treinando e compartilhando com os demais policiais penais de outras unidades”, enfatiza.

Agora, o Estado avança para a consolidação desse modelo de forma permanente. O planejamento estratégico prevê a continuidade das capacitações dos servidores para que a coleta de material genético se torne um procedimento padrão e obrigatório logo no momento de ingresso de qualquer pessoa privada de liberdade no sistema prisional paranaense.

Fonte: Governo PR

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