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Educação sanitária é tema de workshop promovido pela Adapar em Londrina

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A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) realizou uma ação de educação sanitária entre os dias 7 e 9 de abril na cidade de Londrina, no Norte do Paraná. O I Workshop de Educação Sanitária teve programação planejada pelo Núcleo de Suporte Técnico à Defesa Agropecuária (NSDA) da agência e é destinado técnicos, estudantes, produtores rurais da região e representantes da indústria e do comércio de produtos provenientes da agropecuária paranaense, além de servidores do órgão.

A iniciativa busca integrar conhecimento técnico e metodologias inovadoras para aprimorar a comunicação com o público, ampliando a efetividade das ações de prevenção e controle sanitário e consolidar uma cultura institucional voltada à educação, sendo parte estratégica das políticas de defesa agropecuária no Paraná. Ao longo da programação, os participantes tiveram contato com estudos de caso, experiências práticas e abordagens baseadas em metodologias ativas, com foco na transformação do papel fiscalizador em uma atuação também orientadora.

O workshop, que contou com a presença de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e professores especialistas da área, também teve como meta alinhar conceitos e estratégias do programa Adapar Educa, reforçando a importância da educação sanitária como ferramenta essencial para reduzir riscos, promover a conscientização e garantir a sanidade animal e vegetal no Estado.

Além disso, o evento incentiva o desenvolvimento de habilidades interpessoais e de comunicação, fundamentais para o trabalho em campo e para o relacionamento com produtores e a sociedade.

A servidora responsável pela área de Educação Sanitária da autarquia, Cláudia Maria Gebara, destaca que as avaliações dos participantes relacionadas ao primeiro evento sobre educação sanitário em 11 anos foram positivas. Ela também explica que, além do conteúdo compartilhado, a metodologia utilizada foi imprescindível para alcançar os objetivos da iniciativa.

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“Os palestrantes convidados enfatizaram as metodologias ativas que coloca o educando, ou seja, o produtor, que é o nosso alvo principal, no centro da educação sanitária, e não o conteúdo, o educando para a discussão da defesa agropecuária, criando, não passando o conteúdo de maneira passiva, mas sim fazendo com que ele pense, faça uma análise crítica daquilo, uma consciência”, explica. “Então mais importante do que transferir conteúdo é trazê-lo para a discussão da defesa”, complementa a médica veterinária.

PROGRAMAÇÃO – Durante o workshop, os participantes conheceram diversos pontos importantes relacionados à temática de educação sanitária, combinando fundamentos teóricos, reflexões práticas e atividades colaborativas. Durante a abertura, os servidores participam de uma dinâmica de apresentação e alinhamento de expectativas, utilizando metodologias ativas para diagnosticar o nível de conhecimento prévio sobre educação sanitária, além dos fundamentos do Programa Adapar Educa.

A programação também contemplou a apresentação de experiências práticas, como ações educativas voltadas ao controle da raiva, evidenciando modelos que podem ser replicados nas regionais. Ao longo do evento, especialistas convidados abordaram temas como o Programa Nacional de Educação Sanitária (Proesa) e abordagens voltadas ao comportamento e à atuação dos servidores, com conteúdo sobre gestão de emoções, relacionamento com o público e atuação em contextos desafiadores.

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Também foram abordadas metodologias ativas em um sistema de gamificação, com atividades teóricas e práticas com foco no engajamento e na construção coletiva do conhecimento. O evento será finalizado com o desenvolvimento e apresentação de propostas de ações educativas em equipe.

HISTÓRICO – Esta não é a primeira ação desenvolvida para a promoção dos conceitos de educação sanitária desenvolvida pela Adapar. No começo do último trimestre de 2025, a agência promoveu o projeto Adapar Educa à Campo – Enfrentamento Contra a Raiva dos Herbívoros, que mobilizou produtores, médicos veterinários estudantes e agentes públicos acerca do combate à raiva.

A médica veterinária da Adapar, Aline Ticiane Pereira Paschoal, fez parte da equipe que foi ao campo no Oeste paranaense e também é uma das organizadoras do evento em Londrina. Ela fala sobre os resultados previstos e como foi atuar neste seguimento. “A fiscalização sem educação, assim como a educação sem fiscalização, não gera mudança de comportamento, assim, a integração de ambas é essencial para promover transformações efetivas”, afirma.

A programação do último ano foi descentralizada e alcançou propriedades e órgãos em diversas cidades do Oeste. A programação contou com palestras em escolas, encontros com sindicatos, visitas técnicas a comunidades rurais e ações de orientação direta aos produtores, com foco na biosseguridade e na vacinação dos rebanhos. Cerca de 40 servidores da Adapar estiveram envolvidos.

Fonte: Governo PR

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MPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré

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O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta semana dez mandados de prisão contra pessoas denunciadas na Operação Fundo Falso, investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, em conjunto com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura atuação de organização criminosa na prática de diversos crimes relacionados à comercialização de loteamentos irregulares em imóveis rurais.

Entre os denunciados e alvo de um dos mandados de prisão, está um vereador do município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, apontado como um dos líderes do grupo criminoso. As ordens judiciais foram cumpridas nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. Dos dez alvos, três ainda não foram localizados e são considerados foragidos. O pedido para a decretação das prisões preventivas foi feito pelo Ministério Público na ocasião do oferecimento da denúncia, no dia 25 de agosto último.

De acordo com as apurações sobre os fatos, o grupo atuava de forma organizada para as práticas ilícitas, que consistiam na permanente busca ativa por imóveis rurais, predominantemente nos municípios de Campo Magro e Almirante Tamandaré, em especial imóveis sem incidência de atos ostensivos de exercício de posse pelos seus proprietários, ou imóveis de propriedade de pessoas idosas ou em processo de inventário. Em seguida, os investigados atuavam para obter informações e cópias de documentos de suas matrículas e registros e de eventuais certidões de óbito dos proprietários. Eram feitas simulações de vendas desses imóveis para intermediários, com a falsificação de documentos, e, a partir destes, a comercialização dos loteamentos irregulares.

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Para a manutenção das condutas criminosas, que, segundo as apurações, estão em curso desde 2021, os envolvidos praticavam ameaças e outros atos intimidatórios frente aos reais proprietários ou a pessoas que descobriam o esquema criminoso.

Outro aspecto identificado a partir das apurações foi o de que o grupo se valia da posição ocupada pelo vereador em Campo Magro para viabilizar a realização de obras públicas nos referidos locais onde fracionavam ilegalmente os imóveis rurais, além da obtenção de informações privilegiadas e antecipadas sobre as fiscalizações a serem realizadas pela municipalidade ou de interferência para impedir fiscalizações. As condutas denunciadas foram identificadas a partir de extensa análise de provas colhidas em fases anteriores da operação, incluindo trocas de mensagens de texto e áudios que comprovam as práticas apuradas.

Foram identificados, pelo menos, quatro loteamentos clandestinos nos municípios de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Além dos dez integrantes da organização criminosa, houve oferecimento de denúncia em face de outras duas pessoas investigadas por participações no esquema ilícito, as quais tiveram determinadas judicialmente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Também foram requeridas medidas cautelares pelo Ministério Público para o fim de bloquear os bens dos denunciados, o que igualmente foi deferido pelo Juízo.

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Processo 0007837-42.2025.8.16.0024

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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