Paraná
IAT orienta guias turísticos a efetivarem cadastro para atuação em parques estaduais
Guias de turismo interessados em oferecer serviços de ecoturismo, esportes de aventura e montanhismo nas Unidades de Conservação (UC) do Paraná devem requisitar uma autorização da Diretoria do Patrimônio Natural (Dipan) do Instituto Água e Terra (IAT) para poder exercer as atividades com regularidade. O passo a passo de como solicitar o documento pode ser acessado AQUI.
O processo de cadastro é uma etapa necessária mesmo para os profissionais que já atuavam anteriormente em alguma das UCs. Até o momento, 13 profissionais ou empresas já efetivaram o vínculo com o IAT e estão aptos a exercer a atividade em pontos turísticos como o Pico do Morumbi, Pico Paraná, Parque Estadual do Guartelá, Parque Estadual Salto São Francisco da Esperança ou Ilha do Mel, entre outros complexos ambientais. A iniciativa faz parte do Programa Parques Paraná.
“Iremos analisar os pedidos de cadastro e conceder credenciais para aqueles que forem aprovados, e o documento será obrigatório para os guias a partir de 2024. É uma forma de garantir a segurança dos visitantes, já que muitas das atividades de turismo requerem que os guias passem por qualificação, que devem ser comprovadas para a emissão da credencial”, explica a gerente de Áreas Protegidas do Dipan, Letícia Salomão.
Além da questão da segurança, a gerente também destaca que a medida ajuda a divulgar o trabalho dos guias turísticos. “As informações dos guias credenciados ficarão expostas no site do IAT, incluindo serviços oferecidos e locais de atuação. Assim, os interessados em conhecer algum dos parques poderão usar o site para ter a certeza de que estão escolhendo entre os profissionais certificados pelo instituto”, afirma.
Essas medidas serão aplicadas em todas as 28 UCs delimitadas pelo Governo do Estado por meio do projeto Parques Paraná. Criada pelo IAT, a iniciativa procura conectar a sociedade com o desenvolvimento sustentável por meio da promoção de atividades turísticas nas UCs do Estado
PARANÁ AVENTURA – A iniciativa integra o projeto Parques Paraná. A ação oferece atividades que misturam a adrenalina com o contato com a natureza por meio do eixo temático Paraná Aventura, desenvolvido em parceria com o Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae/PR), Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta) e com a Secretaria de Estado do Turismo (Setu).
O Paraná Aventura busca regulamentar e qualificar a oferta de atividades de turismo de aventura em Unidades de Conservação, por meio da realização de ações que garantam a aplicação de normas de segurança, capacitação de profissionais, orientação e uso correto das empresas de turismo de aventura, para que tenham as certificações necessárias, priorizando sempre a segurança e a experiência do visitante, sem esquecer da preservação dos patrimônios naturais.
Fonte: Governo PR
Paraná
Projeto de monitoramento inteligente vence Hackathon Sustentabilidade do IAT
Uma solução voltada ao monitoramento de visitantes em trilhas e áreas naturais conquistou o primeiro lugar no Hackathon Sustentabilidade promovido nessa terça-feira (9) pelo Instituto Água e Terra (IAT) durante o Festival Internacional de Turismo Cataratas (FITCataratas), em Foz do Iguaçu, na região Oeste. A proposta vencedora foi desenvolvida pelas estudantes Nathalia Rompp e Barbara Ribeiro, do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental do Instituto Federal do Paraná (IFPR), campus Cascavel.
A iniciativa reuniu estudantes, especialistas e profissionais em uma maratona de 11 horas de inovação voltada à criação de soluções para desafios enfrentados pelas Unidades de Conservação do Paraná. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
Ao longo do dia, os participantes passaram por etapas de inspiração, apresentação dos desafios, formação de equipes, ideação, desenvolvimento de propostas, mentorias técnicas, prototipação de Produtos Mínimos Viáveis (MVPs) e apresentações finais em formato pitch (rápidas e objetivas) para uma banca técnica especializada.
A avaliação ficou a cargo de Cristiane Santos, da Curitiba Convention & Visitors Bureau (CCVB), Alan Lessa, do IAT, e Rafael Campos, da Inspectrum Consultoria, que analisaram critérios como inovação, criatividade, potencial de gestão, aplicabilidade e viabilidade das propostas.
Batizado de Trilha, o projeto que conquistou o primeiro lugar recebeu uma premiação de R$ 5 mil ao apresentar uma solução voltada ao monitoramento de visitantes por meio da utilização de tecnologia NFC e sistemas de localização por rádio. A solução prevê a criação de pontos de controle ao longo dos percursos, permitindo acompanhar o deslocamento dos visitantes e fornecer informações em tempo real para as equipes responsáveis pela gestão das áreas protegidas.
A equipe Tria conquistou a segunda colocação e recebeu R$ 3 mil em premiação. O terceiro lugar ficou com a equipe Sentinela, premiada com R$ 2 mil.
A proposta surgiu a partir de um desafio apresentado pelos gestores das Unidades de Conservação durante o evento. Atualmente, o acompanhamento dos visitantes ainda depende, em muitos casos, de registros manuais, dificultando o monitoramento dos usuários ao longo das trilhas. “A principal dificuldade apresentada pelos gestores estava relacionada ao acompanhamento das pessoas dentro das trilhas. Nossa proposta foi utilizar tecnologias que já existem para melhorar esse monitoramento e aumentar a segurança dos visitantes”, explicou Nathalia Rompp.
SOLUÇÃO DE DESAFIOS – Para o diretor-presidente do Instituto Água e Terra, Volnei Bisogin, o principal resultado do Hackathon foi demonstrar como a inovação pode contribuir para solucionar desafios concretos da gestão ambiental. “Estou muito satisfeito com os resultados. O Hackathon trouxe soluções inovadoras para questões que fazem parte da nossa rotina, especialmente relacionadas ao controle e à segurança dos visitantes que frequentam as Unidades de Conservação”, afirmou.
Segundo ele, uma das preocupações permanentes do Instituto está relacionada ao acompanhamento dos visitantes que utilizam trilhas e áreas protegidas. “Já enfrentamos situações de pessoas desaparecidas em áreas naturais e sabemos da importância de aperfeiçoar nossos mecanismos de controle e monitoramento. As ferramentas apresentadas demonstram que a tecnologia pode ser uma grande aliada para tornar esse processo mais eficiente e seguro”, destacou.
Bisogin ressaltou ainda que as propostas apresentadas possuem potencial de aplicação prática nas unidades administradas pelo órgão ambiental. “Todas as tecnologias desenvolvidas durante o Hackathon apresentam aplicabilidade. Agora vamos avançar na avaliação técnica e no planejamento necessário para que essas soluções possam contribuir com a gestão das nossas unidades”, disse.
O diretor de Patrimônio Natural do IAT, Rafael Andreguetto, destacou que o objetivo do Hackathon foi identificar soluções que possam ser efetivamente utilizadas nas Unidades de Conservação estaduais. “A proposta foi buscar soluções replicáveis e aplicáveis, capazes de melhorar a gestão das Unidades de Conservação. As soluções apresentadas representam oportunidades concretas para aprimorar tanto a experiência dos visitantes quanto os processos de controle e gestão dessas áreas protegidas”, afirmou.
De acordo com Andreguetto, o encerramento da competição marca o início de uma nova etapa de desenvolvimento dos projetos. “Agora inicia-se uma fase de validação. As propostas vencedoras serão apresentadas em outras unidades de conservação para análise técnica. A partir daí, poderão avançar para processos de testagem e prototipagem, sempre considerando sua viabilidade operacional e de implantação”, explicou.
INOVAÇÃO COLABORATIVA – Para Jean Alex dos Santos, gerente de Áreas Protegidas do IAT e mentor do Hackathon, o evento demonstrou o potencial da inovação colaborativa na busca por soluções para desafios ambientais. “Foi uma experiência bastante enriquecedora. Em apenas um dia surgiram ideias muito interessantes, mostrando como soluções inovadoras podem ser desenvolvidas quando reunimos diferentes conhecimentos e perspectivas”, afirmou.
Segundo ele, os mentores atuaram apresentando desafios reais enfrentados pelas Unidades de Conservação e oferecendo suporte técnico aos participantes ao longo do processo. A interação entre estudantes, especialistas e gestores públicos também foi apontada como um dos pontos fortes da iniciativa. “Algumas das propostas apresentadas já começam a ser analisadas para possível desenvolvimento futuro. Esse é um dos grandes ganhos do Hackathon: transformar criatividade e conhecimento técnico em soluções com potencial de aplicação prática”, concluiu.
INTEGRAÇÃO – O primeiro Hackathon Sustentabilidade integrou a programação do FITCataratas e marcou uma nova etapa na aproximação entre inovação, tecnologia e gestão ambiental, conectando universidades, especialistas e poder público na construção de soluções para os desafios da conservação da natureza no Paraná. O festival vai até sexta-feira (12), em Foz do Iguaçu.
Fonte: Governo PR
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