Paraná
Duplicação da BR-277 em Palmeira e Irati segue avançando nos serviços de terraplenagem
A Via Araucária, concessionária que administra o Lote 1 das novas concessões do Paraná, segue avançando nas obras de duplicação da BR-277 entre Palmeira e Irati, com duas frentes simultâneas de trabalho. Ao todo, essa frente prevê a duplicação de 27,5 quilômetros da principal rodovia que corta o Estado de leste a oeste.
As equipes executam serviços de terraplenagem, drenagem e fundações de pontes e viadutos previstos ao longo do trecho, marcando o avanço das primeiras grandes estruturas da obra. A duplicação da BR-277 também contempla novos dispositivos de retorno, acessos em desnível e obras de arte especiais, estruturas pensadas para ampliar a segurança viária e melhorar a fluidez do tráfego em uma rodovia com grande circulação de veículos pesados.
“Estruturamos duas frentes de obras independentes, cada uma com equipes e recursos próprios. Isso permite executar os serviços de forma simultânea, garantindo mais agilidade, organização e cumprimento do cronograma da duplicação”, afirma Thiago Avila, coordenador de obras da Via Araucária.
Após essa fase, deve entrar em execução os serviços de pavimentação, que costuma ser mais rápido. As obras são feitas de maneira a minimizar os impactos das obras na rotina dos usuários da rodovia.
OBRA – A duplicação está dividida em dois segmentos. No primeiro, em Palmeira (com um pequeno trecho em Porto Amazonas), serão 10,4 quilômetros de duplicação, entre os quilômetros 164 e 175. As obras incluem uma faixa adicional com início pouco antes da praça de pedágio de Porto Amazonas; uma nova ponte sobre o Rio dos Córregos; e dois viadutos, um antes e outro após o pedágio, nos kms 164 e 172.
Já o segundo trecho, em Irati, contará com 17,1 quilômetros duplicados, que vão do km 249 ao km 266. Além da duplicação, serão construídas vias marginais, um viaduto de acesso e retorno no km 249 e outros três viadutos, nos kms 255, 257 e 261. Essas estruturas são fundamentais para garantir mais segurança e fluidez ao tráfego de veículos, reduzindo o número de batidas frontais.
BR-277 – Com mais de 700 quilômetros de extensão, a BR-277 passa por cidades como Curitiba, Paranaguá, Guarapuava, Cascavel e Foz do Iguaçu. É um dos principais corredores logísticos do Paraná e do País, uma vez que liga a região Oeste do Estado e a Tríplice Fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina) ao Porto de Paranaguá e ao Litoral.
A duplicação integral da BR-277 (e que na Serra do Mar será triplicada) era uma demanda do setor produtivo e que teve apoio do Governo do Estado durante a construção do modelo de concessões. A EPR Litoral Pioneiro, que administra a rodovia de Curitiba ao Litoral, no Lote 2, também já está duplicando a ligação entre a Capital e São José dos Pinhais, com 32 quilômetros.
Fonte: Governo PR
Paraná
MP em Movimento reúne 42 prefeitos da região Sudoeste para discutir proteção de crianças e El Niño
A edição do MP em Movimento em Francisco Beltrão teve seu último dia marcado por um encontro com prefeitos dos 42 municípios que integram a Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (AMSOP). A reunião, realizada na quarta-feira (16/9), reforçou a importância do diálogo e colocou em pauta questões que exigem atuação preventiva e articulação entre as cidades, com destaque para a proteção de crianças e adolescentes e a preparação para eventos climáticos extremos.
A apresentação aos gestores municipais incluiu diagnósticos, dados e propostas de atuação. A ideia foi levar aos prefeitos informações que possam subsidiar o planejamento das políticas públicas e aproximar o Ministério Público das realidades enfrentadas na região.
Infância e juventude
Em sua fala, o Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, apresentou a situação das unidades de acolhimento institucional de crianças e adolescentes no Sudoeste. O diagnóstico, realizado pelo MPPR, analisou 17 unidades da região e identificou diversas questões a serem corrigidas, como ausência ou irregularidade de legislação municipal e falta ou desatualização do Projeto Político-Pedagógico.
A apresentação do PGJ destacou ainda a necessidade de investimento na primeira infância, que representa um retorno entre 7 a 13% ao ano do valor investido, com ganhos social e econômico, como por exemplo a redução de gastos com criminalidade, saúde e assistência social, além do aumento da empregabilidade na vida adulta.
Também foi abordado o fortalecimento do acolhimento familiar, modalidade que, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente, tem preferência sobre o acolhimento institucional e deve ser utilizada de forma temporária e excepcional. O serviço é realizado por famílias cadastradas, selecionadas, capacitadas e acompanhadas por equipe técnica.
Municípios pelo Clima
Outro eixo da reunião com os prefeitos foi a gestão de riscos e a preparação dos municípios para eventos climáticos extremos. O Promotor de Justiça Daniel Pedro Lourenço, que integra no MPPR o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente e de Habitação e Urbanismo, o Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) e o Grupo Especial de Atuação e Prevenção em Desastres Socioambientais e Mudanças Climáticas (Gepclima), apresentou o programa “Municípios pelo Clima”, voltado ao fortalecimento da governança climática e da resiliência municipal.
O cenário previsto para o segundo semestre de 2026 também foi destaque nas discussões: a apresentação sobre o El Niño aponta risco elevado de chuvas severas e cumulativas no Paraná, com possibilidade de enxurradas, alagamentos, tempestades, granizo e raios. Para o Oeste e o Sudoeste, a previsão apresentada pelo Simepar em agosto indicava chuvas extremamente volumosas, acima da média histórica, bem como 12 tornados confirmados no Paraná até o início de setembro de 2026.
Prevenindo prejuízos
Os dados históricos apresentados mostram a dimensão do problema. Entre 2013 e 2025, o Sudoeste registrou 237 eventos reconhecidos, com prejuízo financeiro estimado em R$ 13,8 bilhões, além de 24.763 desabrigados e 42.833 desalojados e estruturas afetadas. Enxurradas e inundações foram responsáveis por 92 dos eventos registrados; tempestades, vendavais e granizo, por 65; estiagens e secas prolongadas, por 48.
A partir desse cenário, o MPPR apresentou aos municípios uma proposta de mudança na forma de enfrentar os desastres: sair de uma atuação concentrada na resposta depois da ocorrência para uma política permanente de prevenção, preparação e gestão de riscos. Entre as medidas apresentadas estão o mapeamento de áreas vulneráveis, a manutenção da drenagem urbana, o cadastramento de pessoas em situação de maior vulnerabilidade, a fiscalização de áreas de risco, a definição de rotas de fuga, a preparação de abrigos e o estabelecimento de fluxos de comunicação para situações de emergência.
Defesa Civil
A Defesa Civil do Paraná também participou do encontro promovidopelo MPPR. A capitã Karen Pedrosa, chefe do 8º Núcleo Regional de Defesa Civil, apresentou informações sobre preparação e resposta a emergências, incluindo o Plano de Contingências Online (PLACON) e o Fundo Estadual para Calamidades Públicas (FECAP), que prevê recursos para ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação em áreas de risco.
Fonte: Ministério Público PR
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