Connect with us


Agro

Dólar se mantém próximo de R$ 5,30 em meio a sinais de desaceleração da economia brasileira

Publicado em

Moeda americana oscila com leve alta

O dólar iniciou a semana com variação moderada e segue negociado próximo de R$ 5,30, em linha com o comportamento do mercado internacional. Por volta das 10h desta segunda-feira (17), a moeda norte-americana registrava leve alta, refletindo o tom cauteloso dos investidores diante de novos indicadores econômicos.

Na B3, o contrato futuro de dólar para dezembro, o mais negociado, também operava em leve avanço, acompanhando a movimentação global da divisa.

Banco Central realiza leilões para conter volatilidade

O Banco Central do Brasil (BCB) realizou, nesta manhã, dois leilões de câmbio com o objetivo de manter a liquidez e reduzir oscilações no mercado: um leilão de linha — que consiste na venda de dólares com compromisso de recompra — e outro de swap cambial, voltado à rolagem de contratos que vencem em dezembro.

As operações reforçam o compromisso da autoridade monetária em suavizar movimentos bruscos na taxa de câmbio, especialmente em períodos de maior sensibilidade no cenário externo.

IBC-Br mostra retração e reforça quadro de desaceleração

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) — considerado uma prévia do PIB — recuou 0,20% em setembro frente a agosto, na série com ajuste sazonal. O resultado veio pior que o esperado pelo mercado, que projetava queda de 0,10%.

Leia mais:  Brasil manteve posição dominante no mercado global em novembro

No acumulado do terceiro trimestre, a atividade apresentou contração de 0,9% em relação aos três meses anteriores, apontando um ritmo mais lento na economia brasileira. Setores como indústria, serviços e agropecuária tiveram desempenho abaixo do esperado, refletindo a perda de fôlego da demanda doméstica e os impactos do crédito mais caro.

Segundo o presidente do BC, Gabriel Galípolo, a política monetária tem produzido os efeitos esperados, embora de forma gradual.

Perspectivas para juros e câmbio

O resultado do IBC-Br reforça a percepção de que a economia segue em processo de desaceleração, o que pode abrir espaço para futuras discussões sobre o rumo da taxa Selic, atualmente em 10,75% ao ano.

Apesar da leve valorização recente, o câmbio continua em patamar estável, o que reduz a pressão sobre a inflação e mantém o real entre as moedas emergentes com desempenho mais equilibrado no ano.

Mercado monitora dados do Brasil e dos EUA

Os próximos dias devem ser marcados pela divulgação de novos indicadores no Brasil e nos Estados Unidos, que podem influenciar diretamente a trajetória do dólar e dos juros.

Leia mais:  Paraná lidera investimentos na agricultura em 2025 com aporte recorde de R$ 730 milhões

No cenário externo, investidores aguardam dados de inflação e atividade norte-americana para ajustar as apostas sobre o futuro da política monetária do Federal Reserve.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

Published

on

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

Leia mais:  Nestlé anuncia investimento de R$ 1 bilhão para modernizar fábrica de cafés solúveis em Araras

A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

Leia mais:  Brasil manteve posição dominante no mercado global em novembro
Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262