Agro
Dólar recua na abertura com ata do Fed no radar e mercado atento ao cenário político e eleitoral no Brasil
O mercado financeiro iniciou esta quarta-feira (20) em compasso de espera diante da divulgação da ata do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, e do avanço das discussões políticas e eleitorais no Brasil. O dólar comercial abriu em queda frente ao real, enquanto investidores seguem monitorando o ambiente internacional, os juros americanos e o comportamento das commodities.
Na abertura dos negócios, o dólar recuava 0,17%, negociado a R$ 5,0317. Em atualização mais recente do mercado, a moeda norte-americana chegou a operar próxima de R$ 5,03, acompanhando o movimento global de enfraquecimento do dólar frente a moedas emergentes.
Na sessão anterior, a moeda norte-americana havia avançado 0,85%, encerrando cotada a R$ 5,0405, em meio ao aumento da aversão ao risco global e às preocupações com o cenário político doméstico.
Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o último pregão em forte queda de 1,52%, aos 174.279 pontos — menor nível desde janeiro. O mercado acionário brasileiro foi pressionado pela cautela externa, pela alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano e pelo aumento das incertezas políticas internas.
Mercado global acompanha Fed, Nvidia e tensões geopolíticas
No exterior, os investidores aguardam a divulgação da ata da última reunião do Fed em busca de pistas sobre os próximos passos da política monetária norte-americana. A expectativa gira em torno de possíveis sinais sobre cortes de juros ainda em 2026 e os impactos da inflação persistente nos Estados Unidos.
Além disso, o mercado acompanha os desdobramentos geopolíticos envolvendo Oriente Médio e negociações internacionais, fatores que seguem influenciando o comportamento do petróleo e dos ativos de risco.
Outro ponto de atenção global é a temporada de balanços em Wall Street, especialmente os resultados da Nvidia, considerados fundamentais para medir o apetite dos investidores pelo setor de tecnologia e inteligência artificial.
Bolsa brasileira sofre com cautela e pressão nas commodities
O ambiente de maior cautela também impacta diretamente as ações ligadas às commodities na B3. Papéis de empresas exportadoras, como mineradoras e petroleiras, sentiram o peso da queda do minério de ferro e do petróleo no mercado internacional.
Além disso, o avanço dos juros dos Treasuries americanos continua reduzindo o fluxo de capital para mercados emergentes, incluindo o Brasil.
Analistas observam que o cenário eleitoral brasileiro também passou a influenciar de forma mais intensa o humor do mercado, elevando a volatilidade do câmbio e da bolsa nos últimos pregões.
Confira os números atualizados do mercado
- Dólar
- Cotação atual: R$ 5,03
- Variação do dia: -0,17%
- Acumulado da semana: -0,53%
- Acumulado do mês: +1,79%
- Acumulado do ano: -8,17%
- Ibovespa
- Fechamento anterior: 174.279 pontos
- Variação do último pregão: -1,52%
- Acumulado da semana: -1,70%
- Acumulado do mês: -6,96%
- Acumulado do ano: +8,16%
O mercado segue sensível às próximas sinalizações do Fed, ao comportamento do dólar global e às movimentações políticas no Brasil, fatores que devem continuar ditando o ritmo dos negócios nos próximos dias.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Abate de bovinos, suínos e frangos cresce no Brasil no 1º trimestre de 2026, aponta levantamento
A produção animal brasileira começou 2026 em ritmo positivo, com crescimento nos abates de bovinos, suínos e frangos no primeiro trimestre do ano. Os dados apontam avanço da atividade pecuária em comparação ao mesmo período de 2025, refletindo demanda aquecida, fortalecimento das exportações e manutenção da competitividade do setor no mercado internacional.
Os números mostram expansão principalmente na bovinocultura e na suinocultura, enquanto a produção de frangos também manteve trajetória de crescimento. O levantamento ainda indica aumento na captação de leite, estabilidade no setor de couro bovino e leve avanço na produção de ovos de galinha.
Abate de bovinos cresce 3,3% no primeiro trimestre
O abate de bovinos somou 10,29 milhões de cabeças entre janeiro e março de 2026, considerando estabelecimentos sob algum tipo de inspeção sanitária. O volume representa crescimento de 3,3% em relação ao mesmo período de 2025.
Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, porém, houve retração de 6,8%, movimento considerado sazonal pelo mercado pecuário.
A produção de carcaças bovinas atingiu 2,63 milhões de toneladas no trimestre, avanço de 5,1% sobre igual período de 2025. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o volume apresentou queda de 10,2%.
O desempenho reforça a força da cadeia bovina brasileira, impulsionada pelo mercado externo e pela demanda doméstica ainda consistente.
Abate de suínos alcança 15,27 milhões de cabeças
A suinocultura brasileira também apresentou crescimento no início de 2026. O abate de suínos chegou a 15,27 milhões de cabeças no primeiro trimestre, alta de 5,5% na comparação anual.
Em relação ao quarto trimestre de 2025, o recuo foi praticamente estável, com leve redução de 0,1%.
O peso acumulado das carcaças suínas totalizou 1,37 milhão de toneladas, crescimento de 2,6% frente ao mesmo período do ano passado. Já na comparação trimestral, houve retração de 3,0%.
O resultado mantém o Brasil entre os principais produtores e exportadores globais de carne suína, em um cenário de demanda internacional firme.
Produção de frango segue em expansão
O setor avícola brasileiro registrou abate de 1,71 bilhão de cabeças de frango no primeiro trimestre de 2026, volume 3,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Na comparação com o último trimestre do ano passado, houve pequena redução de 0,4%.
Apesar da leve queda trimestral no número de aves abatidas, o peso acumulado das carcaças cresceu. A produção alcançou 3,73 milhões de toneladas, avanço de 7,0% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior e alta de 2,3% frente ao trimestre imediatamente anterior.
O desempenho reforça a eficiência da cadeia avícola nacional, que segue competitiva tanto no mercado interno quanto nas exportações.
Captação de leite cresce mais de 3%
A aquisição de leite cru pelos estabelecimentos sob inspeção sanitária somou 6,78 bilhões de litros no primeiro trimestre de 2026.
O volume representa crescimento de 3,3% em comparação ao mesmo período de 2025. Frente ao quarto trimestre do ano passado, entretanto, houve retração de 7,9%.
O resultado demonstra recuperação da atividade leiteira em relação ao ano anterior, mesmo diante dos desafios relacionados aos custos de produção e às oscilações do mercado.
Setor de couro mantém estabilidade
Os curtumes brasileiros receberam 10,76 milhões de peças inteiras de couro cru bovino no primeiro trimestre de 2026.
O número aponta estabilidade em relação ao mesmo período de 2025, sem variação percentual. Já na comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve queda de 3,3%.
O desempenho acompanha o ritmo do abate bovino e a dinâmica das exportações do setor coureiro brasileiro.
Produção de ovos supera 1,2 bilhão de dúzias
A produção de ovos de galinha atingiu 1,21 bilhão de dúzias no primeiro trimestre de 2026, com leve crescimento de 0,4% sobre o mesmo período do ano anterior.
Na comparação com o quarto trimestre de 2025, o setor registrou retração de 3,5%.
Mesmo com oscilações sazonais, a avicultura de postura segue sustentada pelo consumo interno elevado e pela demanda contínua do mercado brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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