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Dólar recua com foco em dados de emprego nos EUA e cenário político no Brasil

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O dólar iniciou a quarta-feira (3) em queda, recuando 0,29% por volta das 9h, sendo negociado a R$ 5,3133. A movimentação reflete um dia de maior cautela no mercado financeiro, com atenção voltada aos dados de emprego dos Estados Unidos e à agenda política brasileira.

Na véspera, a moeda norte-americana já havia encerrado o pregão em baixa de 0,52%, cotada a R$ 5,3300. O movimento indica uma leve valorização do real, em linha com o otimismo observado nos últimos dias no mercado local.

Ibovespa mantém trajetória positiva

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou o dia anterior em alta de 1,56%, alcançando 161.092 pontos. O desempenho foi impulsionado por ações de setores ligados ao consumo e à exportação, refletindo a expectativa de continuidade da recuperação econômica no país.

Segundo analistas, o cenário internacional mais favorável e a expectativa de novas medidas fiscais no Brasil têm sustentado o bom humor dos investidores, ainda que a volatilidade do câmbio continue no radar.

Mercado acompanha dados dos EUA e indicadores locais

Com poucos indicadores previstos para o Brasil nesta semana, o foco do mercado está nos números do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que podem influenciar as decisões do Federal Reserve sobre política monetária.

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Além disso, os investidores acompanham de perto a movimentação política em Brasília e os dados que serão divulgados pelo IBGE, especialmente sobre o setor de serviços e os índices sociais. Esses fatores devem direcionar os próximos passos do mercado doméstico.

Panorama econômico e expectativas

O real acumula valorização em 2025, reflexo da melhora nas contas externas e da entrada de capital estrangeiro. O cenário econômico mais equilibrado tem contribuído para a queda gradual do dólar e fortalecido o mercado de ações.

Analistas destacam que, embora o ambiente global ainda inspire cautela, o Brasil segue como destino atrativo para investimentos, principalmente em setores ligados ao agronegócio, energia e infraestrutura.

Cotações atuais:

  • Dólar: R$ 5,3133 (queda de 0,29%)
  • Ibovespa: 161.092 pontos (alta de 1,56%)
  • Acumulado do ano: Dólar -13,75% / Ibovespa +18,4%

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Seguro rural terá maior subvenção e Zarc Níveis de Manejo é ampliado para soja e milho safrinha

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O governo federal aprovou a ampliação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM) e o aumento da subvenção ao prêmio do seguro rural, reforçando os incentivos à adoção de boas práticas agrícolas. A medida, publicada no Diário Oficial da União, amplia o projeto piloto para novas regiões e culturas, com foco na safra 2026/2027.

A iniciativa, coordenada pelo Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural, passa a contemplar a cultura da soja nos estados do Sul e em Mato Grosso do Sul, além da inclusão inédita do milho segunda safra no Paraná e no Mato Grosso do Sul.

Subvenção maior premia melhor manejo

A principal mudança está no aumento do percentual de subvenção ao prêmio do seguro rural para produtores que adotam níveis mais avançados de manejo do solo.

Para a soja, os percentuais definidos para a safra 2026/2027 são:

  • 20% para o Nível de Manejo 1 (NM1)
  • 30% para o NM2
  • 35% para o NM3
  • 40% para o NM4

Os índices representam um avanço de 5 pontos percentuais em relação ao piloto anterior, especialmente nos níveis mais elevados de manejo.

Já para o milho segunda safra, incluído pela primeira vez no ZarcNM, os incentivos são ainda mais robustos:

  • 40% para NM1
  • 45% para NM2
  • 50% para NM3 e NM4

O modelo reforça a lógica de premiar produtores que investem em práticas que melhoram a qualidade do solo e reduzem riscos produtivos.

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Recursos e alcance do programa

Nesta fase piloto, o ZarcNM segue restrito ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Para a safra 2026/2027, serão destinados R$ 1 milhão para a soja e R$ 1 milhão para o milho.

Apesar da redução em relação ao ciclo anterior — quando R$ 8 milhões foram disponibilizados para a soja no Paraná — a expectativa é de maior eficiência na utilização dos recursos.

Com base na experiência anterior, quando cerca de 2.096 hectares foram segurados, a estimativa é de que o novo orçamento permita a cobertura de até 10 mil hectares na próxima safra, considerando o avanço da adesão ao modelo.

Nova metodologia muda avaliação de risco

O ZarcNM representa uma evolução do zoneamento tradicional ao incorporar, além de fatores climáticos, o impacto direto do manejo agrícola na produtividade.

Enquanto o modelo convencional considera clima, tipo de solo e ciclo da cultura, a nova metodologia passa a incluir indicadores objetivos de manejo, especialmente relacionados à capacidade de retenção de água no solo.

Na prática, quanto melhor o manejo adotado pelo produtor, menor o risco hídrico e, consequentemente, menor a probabilidade de perdas por estiagem.

Essa abordagem marca uma mudança estrutural na forma de avaliar riscos agrícolas no Brasil, alinhando tecnologia, sustentabilidade e gestão produtiva.

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Pesquisa e inovação impulsionam o modelo

Os avanços do ZarcNM estão sendo discutidos na 9ª Reunião da Rede Zarc, realizada em Brasília, com a participação de cerca de 100 pesquisadores de 34 unidades da Embrapa, além de representantes do setor produtivo, instituições financeiras, seguradoras e órgãos governamentais.

Entre os temas em debate estão a evolução metodológica do zoneamento, sistemas de monitoramento, análise de dados e a expansão do modelo para outras culturas.

A expectativa é que, com o amadurecimento do projeto, o ZarcNM se consolide como uma ferramenta estratégica para a gestão de riscos no agronegócio brasileiro, incentivando práticas mais eficientes e sustentáveis no campo.

Perspectivas para o produtor

Com maior subvenção e ampliação de cobertura, o novo modelo tende a estimular a adesão ao seguro rural e fortalecer a cultura de gestão de risco no campo.

Ao vincular benefícios financeiros à qualidade do manejo, o ZarcNM cria um ambiente mais favorável à produtividade sustentável, ao mesmo tempo em que reduz a exposição do produtor a eventos climáticos adversos.

A tendência é que o programa ganhe escala nos próximos anos, consolidando-se como um dos pilares da política agrícola brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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