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Dólar inicia sessão em alta com atenção voltada ao PIB e julgamento de Bolsonaro

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O mercado financeiro brasileiro abre esta terça-feira (2) atento a dois fatores centrais: a divulgação do PIB do segundo trimestre e o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na véspera, o dólar encerrou o dia em alta de 0,32%, negociado a R$ 5,4390, enquanto o Ibovespa recuou 0,10%, fechando aos 141.283 pontos.

PIB deve mostrar ritmo mais lento de crescimento

Os dados oficiais do Produto Interno Bruto (PIB) referentes ao período de abril a junho foram divulgados pelo IBGE às 9h. A expectativa do mercado era de avanço de 0,3% em relação ao trimestre anterior, sugerindo uma perda de fôlego da economia brasileira após resultados mais robustos no início do ano.

O desempenho do PIB deve influenciar diretamente as movimentações do câmbio e da bolsa ao longo do dia.

STF avalia processo contra Jair Bolsonaro

Além do ambiente econômico, o noticiário político também pesa sobre os investidores. A Primeira Turma do STF analisa nesta manhã o processo contra Bolsonaro e outros sete acusados pela tentativa de golpe de Estado em 2022.

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O julgamento é acompanhado de perto pelo mercado por seu potencial impacto sobre a estabilidade política e a percepção de risco do país.

Indicadores americanos no radar global

No exterior, a atenção está voltada para novos dados da economia dos Estados Unidos, após o feriado de segunda-feira que manteve as bolsas americanas fechadas.

Dois relatórios industriais serão divulgados hoje:

  • o PMI de agosto, que mede a atividade dos gerentes de compras,
  • e o ISM, que avalia produção, pedidos e emprego no setor manufatureiro.

Esses indicadores devem orientar expectativas sobre os próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed).

Desempenho acumulado do câmbio e da bolsa
  • Dólar
    • Semana: +0,32%
    • Mês: +0,32%
    • Ano: -11,99%
  • Ibovespa
    • Semana: -0,10%
    • Mês: -0,10%
    • Ano: +17,46%

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Açúcar recua nas bolsas internacionais com pressão do dólar, petróleo e avanço da safra no Brasil

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O mercado global de açúcar encerrou os últimos pregões pressionado pela valorização do dólar, queda do petróleo e avanço da oferta no Brasil, ampliando o cenário de volatilidade nas bolsas internacionais. Ao mesmo tempo, investidores acompanham com atenção as projeções para a safra 2026/27, os impactos climáticos do El Niño na Ásia e o comportamento da produção brasileira de etanol no Centro-Sul.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o açúcar bruto voltou a registrar perdas, após uma breve recuperação técnica impulsionada pela recompra de posições vendidas por fundos especulativos. O contrato julho/26 fechou cotado a 14,73 cents de dólar por libra-peso, com queda de 1,9% no pregão mais recente. Já o vencimento outubro/26 encerrou a sessão a 15,22 cents/lbp.

Segundo análise da StoneX, o mercado chegou a encontrar sustentação no início da semana diante da redução das posições líquidas vendidas dos fundos e das projeções que indicavam déficit global de 0,55 milhão de toneladas para a safra 2026/27. No entanto, a valorização do índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas, acabou provocando liquidação de posições compradas em commodities, pressionando novamente os preços.

Outro fator que contribuiu para o sentimento negativo foi a queda do petróleo no mercado internacional. Com o petróleo mais barato, o etanol perde competitividade, aumentando a expectativa de maior destinação da cana para produção de açúcar e ampliando a oferta global da commodity.

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Mercado acompanha superávit global e produção recorde

As atenções também permanecem voltadas às projeções da Organização Internacional do Açúcar (OIA), que estima produção mundial recorde de 182 milhões de toneladas na safra 2025/26, com superávit global de 2,2 milhões de toneladas.

Além disso, a trading Czarnikow reforçou a pressão sobre o mercado ao divulgar expectativa de excedente global de 1,4 milhão de toneladas na temporada 2026/27, principalmente em função do aumento da produção chinesa.

Apesar do viés baixista atual, operadores seguem atentos ao risco climático provocado pelo El Niño, especialmente sobre lavouras asiáticas. A possibilidade de impactos na produção da Índia e de outros grandes exportadores mantém a volatilidade elevada nas bolsas.

Mix mais alcooleiro limita pressão adicional no Brasil

No Brasil, o avanço da moagem no Centro-Sul continua ampliando a oferta física de açúcar e pressionando os preços internos. Entretanto, o direcionamento maior da cana para produção de etanol ajuda a limitar uma queda ainda mais intensa nas cotações do adoçante.

O indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal branco em São Paulo registrou nova retração, com a saca de 50 quilos negociada a R$ 93,25, acumulando perdas de 4,76% em maio.

Na ICE Europe, o açúcar branco também apresentou desempenho pressionado. O contrato agosto/26 encerrou estável em US$ 441 por tonelada, enquanto os demais vencimentos oscilaram entre leves altas e baixas moderadas.

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Etanol segue estável, mas mercado monitora mudanças regulatórias

No mercado de etanol, os preços seguiram relativamente estáveis em São Paulo, embora ainda com viés de baixa devido à expectativa de maior oferta na safra 2026/27.

O etanol anidro em Ribeirão Preto iniciou a semana cotado a R$ 2,77 por litro, recuou para R$ 2,74 e encerrou próximo de R$ 2,75. O hidratado acompanhou movimento semelhante.

Já o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.347 por metro cúbico, praticamente estável no comparativo diário, mas ainda acumulando retração de 2,45% em maio.

O mercado também permanece em compasso de espera diante das discussões envolvendo novas regras para formação obrigatória de estoques e a possível ampliação da mistura de etanol anidro na gasolina para E32.

Volatilidade deve continuar no curto prazo

Analistas avaliam que o mercado seguirá altamente sensível aos movimentos do dólar, petróleo e clima nas próximas semanas. O comportamento da safra brasileira, aliado às incertezas sobre produção asiática e demanda global, continuará definindo o rumo das cotações internacionais do açúcar e do etanol.

Mesmo diante das projeções de superávit no curto prazo, o setor monitora sinais de possível aperto na oferta global a partir de 2026/27, o que pode voltar a sustentar os preços internacionais da commodity.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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