Brasil
Documentários inéditos destacam a história geológica de destinos turísticos brasileiros
Os turistas interessados em conhecer mais sobre Fernando de Noronha (PE), eleito um dos destinos mais desejados pelos brasileiros, segundo pesquisa do Ministério do Turismo (MTur) em parceria com a Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, agora têm a chance de descobrir um novo olhar sobre a ilha. Uma série de documentários convida o público a mergulhar na história geológica de três dos mais fascinantes destinos do país: Fernando de Noronha (PE), o Parque Nacional da Serra da Capivara (PI) e a Chapada das Mesas (MA).
Lançada no canal TV SGB, no YouTube, a série DOC.SGB revela como milhões de anos de evolução geológica foram determinantes para criar as paisagens e a biodiversidade que hoje encantam visitantes do mundo todo.
Produzida pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), a série utiliza uma linguagem acessível para apresentar fatos curiosos sobre as formações rochosas desses locais. Com imagens inéditas e depoimentos de especialistas, os episódios mostram como o movimento das placas tectônicas formou cartões-postais como o Morro do Pico, em Noronha, e como a geologia da Serra da Capivara criou o ambiente ideal para os primeiros habitantes das Américas, que deixaram suas marcas em pinturas rupestres.
A iniciativa enriquece a experiência do viajante e fortalece o turismo de natureza no Brasil. O geoturismo é um segmento com enorme potencial no Brasil, e produções como esta são ferramentas que ajudam a mostrar ao mundo a profundidade e a diversidade das nossas riquezas.
Para acessar o canal TV SGB no YouTube e assistir aos episódios basta clicar aqui.
ESTREIA – O primeiro episódio, “A Geologia de Fernando de Noronha”, explica como o movimento das placas tectônicas foi determinante para a formação de cartões-postais em Fernando de Noronha, como o Morro do Pico. O programa também mostra como características únicas do solo e das rochas criaram condições ideais para o surgimento de uma biodiversidade singular, com espécies endêmicas – encontradas apenas ali e em nenhum outro lugar do planeta.
Nos outros episódios, o público poderá compreender como as formações geológicas da Serra da Capivara tornaram o ambiente propício para a chegada dos primeiros habitantes das Américas, que deixaram suas marcas em pinturas rupestres preservadas até hoje. O episódio dedicado à Chapada das Mesas revela como a geologia foi determinante para criação de paisagens autênticas, que atraem turistas de todo o país.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Conama aprova nova resolução para licenciamento ambiental da aquicultura
O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou, nesta quarta-feira (2), a nova resolução que estabelece regras para o licenciamento ambiental da atividade de aquicultura. A norma substituirá a Resolução Conama nº 413/2009 e atualiza os critérios de enquadramento dos empreendimentos, adequando o licenciamento às características atuais do setor.
Entre os principais avanços da nova resolução está a definição do porte dos empreendimentos com base na produção. A modalidade de licenciamento também passa a considerar o porte da atividade: empreendimentos de pequeno porte poderão ser enquadrados na Licença por Adesão e Compromisso (LAC); os de médio porte, na Licença Ambiental Única (LAU); e os de grande porte estarão sujeitos ao licenciamento ordinário, conforme o enquadramento.
A nova regra também estabelece que o cultivo de espécies exóticas não altera, por si só, a modalidade de licenciamento. Além disso, o monitoramento ambiental deverá ser adequado ao porte do empreendimento, permitindo maior proporcionalidade entre as exigências ambientais e a escala da atividade.
A resolução incorpora ainda conceitos relacionados à realidade atual da aquicultura, como boas práticas aquícolas, adensamento, escapes em massa, espécies ornamentais, sistemas de cultivo integrado ou consorciado e sistemas de produção fechados.
Construção da nova resolução
A revisão da Resolução Conama nº 413/2009 foi conduzida por um Grupo de Trabalho coordenado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e contou com a participação de diferentes órgãos públicos, instituições de pesquisa, representantes do setor produtivo, entidades estaduais e municipais de meio ambiente, especialistas e sociedade civil.
O grupo realizou reuniões ordinárias e extraordinárias entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, período em que foram discutidas e construídas as propostas de atualização da regulamentação.
Entre os temas analisados esteve a atualização dos conceitos utilizados na regulamentação, buscando incorporar a evolução dos sistemas e das práticas de produção aquícola. Também foi discutido um novo modelo de enquadramento dos empreendimentos, considerando porte e sistema de produção.
A proposta também retirou o chamado grau de severidade da espécie como critério. Para o cultivo de espécies exóticas, alóctones ou híbridas, permanecem previstas medidas específicas de prevenção e mitigação de potenciais impactos ambientais, incluindo ações para evitar escapes e mecanismos de biossegurança.
Com a aprovação da nova resolução pelo Conama, a Aquicultura ganha muito com critérios mais justos e respeito a cadeia.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]
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