Educação
Divulgada lista de aprovados em edital de economia solidária
Está disponível o resultado do Edital nº 120/2026, que trata da seleção de projetos de incubadoras tecnológicas de economia solidária na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. O edital é uma ação desenvolvida pelo Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Instituto Federal de São Paulo (IFSP), e conta com o apoio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio do Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc).
As dez instituições aprovadas receberão capacitação nas áreas de gestão, pré-incubação e incubação de empreendimentos coletivos de base comunitária, contando com suporte financeiro para bolsas e aquisição de equipamentos a partir deste mês de outubro. O resultado inclui ainda 16 incubadoras classificadas em lista de espera, totalizando 26 projetos habilitados e avaliados. O edital também prevê apoio a até 20 Empreendimentos de Economia Solidária (EES) nas fases subsequentes.
Protagonismo comunitário – A iniciativa beneficia diretamente dezenas de bolsistas entre coordenadores, estudantes da Rede Federal e integrantes comunitários com foco na geração de renda e inclusão produtiva.
O objetivo da iniciativa é conectar inovação, pesquisa, extensão e empreendedorismo para qualificar a gestão de empreendimentos, ampliar o acesso à tecnologia e à transformação digital, apoiar a comercialização justa, fortalecer a autonomia e o protagonismo comunitário, além de promover a inclusão produtiva e a justiça social nos territórios.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)
Fonte: Ministério da Educação
Educação
UFPA oferece terapia ocupacional a pessoas com esclerose múltipla
A Universidade Federal do Pará (UFPA) conta com um projeto de extensão que tem como objetivo acolher, por meio da terapia ocupacional, pessoas com esclerose múltipla. A iniciativa promove o cuidado, o bem-estar e a melhoria da qualidade de vida da população que convive com a doença.
A esclerose múltipla é uma doença autoimune que acomete jovens adultos e afeta o sistema nervoso central — cérebro e medula espinhal. O sistema de defesa ataca por engano a mielina, a capa protetora dos neurônios, o que atrapalha a transmissão de sinais do corpo. Entre os principais sintomas da doença, estão fadiga, problemas de visão, problemas motores e alterações sensoriais.
Apesar de ainda ser uma doença sem cura, diversos tratamentos são eficazes e permitem que o indivíduo possa viver com mais qualidade de vida. Foi pensando nisso que o projeto de extensão “Acolhimento e cuidado terapêutico ocupacional de pessoas com Esclerose Múltipla” foi criado na UFPA. Segundo a professora Jeice Cardoso, que coordena as atividades, a proposta é alinhar as práticas terapêuticas ocupacionais com o desenvolvimento de espaços que acolham e cuidem das pessoas com a doença.
“A esclerose múltipla é um diagnóstico que a maior característica é a imprevisibilidade. A gente nunca sabe qual vai ser, por exemplo, a sequela que o paciente vai ter ou o agravo clínico. O paciente com esclerose precisa modificar muito o seu dia a dia em torno do diagnóstico, e nenhum paciente com a doença é igual”, explica a professora Jeice Cardoso.
Acolhimento – A equipe do projeto atua de acordo com as especificidades e necessidades de cada paciente, por meio de intervenções na reabilitação neurológica, física e cognitiva. São trabalhadas também tecnologias assistivas voltadas à adaptação de atividades diárias dos pacientes.
“As nossas ações têm essa importância de fazer com que as pessoas, mesmo vivenciando um processo diagnóstico difícil e que causa sofrimento e ansiedade, consigam participar daquilo que elas precisam: do trabalho, do cuidado com a família, além de atividades de lazer. Então as nossas ações compõem a rede de apoio dessas pessoas”, enfatiza Jeice.
Os pacientes interessados em participar das atividades devem entrar em contato com a equipe do projeto pelo e-mail [email protected] para agendar o atendimento, que é feito às terças e quintas-feiras. Os pacientes passam por um acolhimento inicial, em que são tiradas as dúvidas e é apresentado o diagnóstico, para que os atendimentos posteriores sejam organizados e desenvolvidos.
“Nós, como terapeutas ocupacionais, tentamos produzir um cuidado humanizado e acolhedor, entendendo que, antes do diagnóstico, existe uma pessoa. Propomos, então, ações para que, mesmo as pessoas vivenciando o diagnóstico da esclerose múltipla, elas se mantenham ativas na sociedade”, completa a coordenadora do projeto.
Mais informações podem ser acessadas na mídia social do projeto.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
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