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Agro

Diesel registra primeira queda no Brasil após início de tensões no Oriente Médio, aponta ANP

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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) registrou a primeira queda no preço médio do diesel comum no Brasil desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, no fim de fevereiro. O levantamento semanal também indica leve recuo no etanol, enquanto a gasolina permaneceu praticamente estável.

Queda no preço do diesel interrompe sequência de altas

Segundo dados coletados pela ANP entre os dias 5 e 11, o preço médio do diesel comum foi de R$ 7,43 por litro, apresentando redução de R$ 0,02 em relação à semana anterior, quando o combustível era vendido a R$ 7,45.

O recuo interrompe uma sequência de aumentos impulsionados pelo cenário internacional, que vinha pressionando os preços no mercado interno.

Gasolina apresenta estabilidade no período

No mesmo intervalo, o preço médio da gasolina comum foi registrado em R$ 6,77 por litro, com leve variação em relação à semana anterior, quando o valor médio era de R$ 6,78.

O comportamento indica estabilidade no preço do combustível, mesmo diante das oscilações externas.

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Etanol também tem leve redução no preço

O etanol acompanhou o movimento de queda, ainda que de forma mais discreta. O preço médio do litro passou de R$ 4,70 para R$ 4,69, representando uma redução de R$ 0,01 na comparação semanal.

Governo anuncia medidas para conter impactos no setor

Na segunda-feira (6), o governo federal anunciou um pacote de medidas voltado à redução dos impactos da alta dos combustíveis, provocada pelas tensões no Oriente Médio.

Entre as principais ações está a criação de uma subvenção de R$ 1,20 por litro para a importação de diesel, com divisão dos custos entre União e estados. Também foi anunciada uma subvenção adicional de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil.

Mercado segue atento aos desdobramentos internacionais

Apesar da leve queda nos preços, o mercado de combustíveis segue sensível ao cenário externo e às medidas adotadas internamente. A expectativa é que os próximos levantamentos da ANP indiquem se o movimento de recuo terá continuidade nas próximas semanas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Embrapa investe quase R$ 60 milhões em nova unidade para o Matopiba

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai investir R$ 58,9 milhões na reestruturação da sua unidade no Maranhão, em um movimento que reforça a presença da instituição no Matopiba — região que se consolidou como a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O aporte inclui R$ 43,9 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), além de R$ 10 milhões do Governo do Maranhão e R$ 5 milhões da bancada federal do estado.

A nova sede será instalada no campus Maracanã do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), em São Luís, e integra o processo de reorganização da Embrapa no estado, que também prevê a contratação de 50 novos empregados aprovados em concurso público.

O projeto está inserido em uma estratégia mais ampla de fortalecimento da pesquisa aplicada ao Cerrado e à Amazônia Legal, com foco especial no Matopiba — que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

A região representa hoje cerca de 33% do território maranhense e se consolidou como uma das áreas mais dinâmicas da expansão agrícola brasileira, com forte avanço de soja, milho e algodão nas últimas duas décadas.

Embora o Brasil já seja o maior produtor mundial de soja, com produção próxima de 180 milhões de toneladas por safra, o crescimento recente da oferta tem sido puxado justamente por novas áreas do Cerrado, com destaque para o Matopiba.

No Maranhão, esse processo convive com forte dualidade: de um lado, o avanço da agricultura moderna e mecanizada; de outro, indicadores sociais ainda baixos, com o estado entre os menores Índices de Desenvolvimento Humano do país e elevada concentração de pobreza rural.

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A nova estrutura da Embrapa será equipada com laboratórios de alta complexidade, incluindo centrais analíticas, unidades de bioinsumos, agroindústria piloto e um laboratório voltado à redução de emissões de metano na pecuária — o primeiro do tipo na Amazônia e no Nordeste.

O Matopiba — formado por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — é hoje uma das áreas de maior expansão agrícola do Brasil e já reúne uma produção estimada em cerca de 32 a 35 milhões de toneladas de grãos por safra, segundo levantamentos setoriais recentes, com forte concentração em soja, milho e algodão.

Na soja, principal cultura da região, a participação do Matopiba já gira em torno de 10% a 14% da produção brasileira, dependendo da safra e da metodologia de cálculo, com crescimento acelerado sobre áreas de Cerrado antes consideradas de baixa aptidão agrícola.

O Brasil, maior produtor global de soja, colheu cerca de 180 milhões de toneladas na safra mais recente, segundo dados consolidados da Conab. Nesse contexto, o avanço do Matopiba tem sido um dos principais vetores de aumento de oferta, especialmente nas últimas duas décadas.

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Além da soja, a região tem ganhado relevância na produção de milho segunda safra e algodão, com destaque para áreas do oeste da Bahia e sul do Maranhão, onde a agricultura altamente mecanizada se consolidou com uso intensivo de tecnologia, correção de solo e integração de sistemas produtivos.

Apesar do avanço, o Matopiba ainda concentra gargalos estruturais importantes. Logística de escoamento, dependência de corredores como Norte-Sul e Arco Norte, e limitações de armazenagem seguem como pontos críticos que impactam o custo final da produção e a competitividade em relação a regiões tradicionais como Centro-Oeste e Sul.

É nesse cenário que a ampliação da presença da Embrapa ganha peso estratégico. A instituição é responsável por desenvolver tecnologias adaptadas ao Cerrado, como cultivares mais tolerantes a solos ácidos, sistemas de plantio direto e manejo de baixa emissão de carbono, fundamentais para sustentar a expansão agrícola na região.

A nova estrutura no Maranhão deve reforçar esse eixo de pesquisa aplicada, aproximando o desenvolvimento tecnológico das áreas de expansão produtiva, onde o crescimento da agricultura ocorre em ritmo mais acelerado do país.

Na prática, o Matopiba já se consolidou como uma das últimas grandes fronteiras agrícolas ainda em expansão no território nacional, com papel direto na ampliação da oferta de grãos e na sustentação do crescimento das exportações do agronegócio brasileiro.


Fonte: Pensar Agro

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