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Dia do Gestor Ambiental: veja a história de Norci Nodari, 40 anos de dedicação à biodiversidade

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Se tem alguém que conhece todos os meandros do Instituto Água e Terra (IAT) é o Norci Nodari, 40 anos de dedicação à causa ambiental do Paraná. É a história desse senhor de voz forte e palavras marcantes, um dos líderes do escritório regional de Toledo (Oeste), que escolhemos para homenagear no dia do Gestor Ambiental, celebrado neste sábado (17).

”Hoje os jovens que chegam ao IAT têm computadores, caminhonetas, drones, celulares… Na minha época tínhamos um fusca, telefone e um mimeógrafo. Unindo nossa experiência com as possibilidades e a vontade que eles têm de aprender, vejo um grande futuro de orgulho pela frente para o meio ambiente do Paraná ”, conta Nodari, abrindo a conversa com bom humor que lhe é característico enquanto viaja no tempo para fazer a ligação entre as gerações de “zeladores da natureza”.

Filho de pequenos produtores rurais da região Oeste, o fiscal de execução iniciou sua trajetória em meados de 1983 no então chamado Instituto de Terras e Cartografia (ITC) após ser aprovado em um concurso público. Encarregado de cuidar da distribuição e organização de licença ambientais, Seu Norci celebra a mudança de mentalidade em relação aos cuidados com a natureza.

“Foi a revolução agrícola dos anos 1980 que sedimentou o Paraná como um braço forte do agronegócio atual, o que sem dúvidas é muito importante. Mas a partir da década de 1990 iniciou uma virada, a ideia de trazer a sociedade para dentro da causa através do uso sustentável de reservas naturais”, conta.

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Nodari destaca que um dos projetos de que mais se orgulha é justamente dessa época. O gestor ambiental teve grande participação no desenvolvimento do ICMS Ecológico, legislação que trata do repasse de recursos financeiros aos municípios que abrigam em seus territórios Unidades de Conservação ou mananciais para abastecimento. A iniciativa foi condecorada com o prêmio Henry Ford de Conservação Ambiental por ser considerado um dos dez melhores projetos do mundo na área da ecologia.

“Realizei diversos cursos, seminários entre outras capacitações em lugares dentro do território brasileiro e no exterior, como a Europa e Oriente Médio. Também foi a época onde iniciamos os ciclos de palestras para a rede pública de ensino sobre a conscientização do meio ambiente”, recorda ele.

Eventos com os mais jovens que foram amplificados com a criação do Projeto Paraná Biodiversidade ao final da década de 2000. “Abrangendo crianças e jovens do 1º ao 9º ano, havia anos que eu chegava a ministrar mais de 200 palestras. E é algo único, porque tempos depois muitos que eu encontrei pela vida se tornaram administradores, engenheiros florestais e biólogos. Todos sempre frisam o quanto as palestras despertaram o interesse e zelo pelo bom combate pelo meio ambiente”, ressalta.

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Com 66 anos, Seu Norci compartilha o que aprendeu dentro dos seus mais de 40 anos de experiência no oficio. E, claro, o amor por um Paraná cada vez mais verde. “Costumo dizer os parques, as Unidades de Conservação, são como meus filhos. Lugares de reencontro com o ecossistema e com o equilíbrio entre o homem e a mãe natureza. O que me dá um sentimento poderoso para gerar a renovação dessas áreas”, diz ele, que participou da criação dos Parques Estaduais de São Camilo, em Palotina, e Rio Guarani, em Três Barras do Paraná.

“Precisamos reconhecer o trabalho magnífico que profissionais como o Norci Nodari fizeram e fazem pelo meio ambiente do Paraná. Tenho muito orgulho da equipe do IAT, de todos os nossos gestores ambientais que dedicam suas vidas pela causa. É por isso que o Paraná é referência em sustentabilidade para o mundo”, ressalta o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.

Fonte: Governo PR

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A pedido do MPPR, TJPR declara inconstitucionalidade de lei municipal de Londrina que proibia uso da chamada linguagem neutra em escolas e concursos

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O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Paraná declarou a inconstitucionalidade da Lei Municipal de Londrina 13.419/2022, com a redação dada pela Lei 13.887/2024, que proibia o uso da chamada linguagem neutra na cidade. A decisão unânime atende a uma ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Ministério Público do Paraná. A atuação em âmbito estadual teve origem em uma representação formulada pela 24ª Promotoria de Justiça de Londrina, que resultou no ajuizamento da medida.

Áudio da Promotora de Justiça Susana Broglia Feitosa de Lacerda

A legislação municipal invalidada proibia a utilização de novas formas de flexão de gênero e de número das palavras na grade curricular, em materiais didáticos e na inovação dos currículos escolares. A proibição estendia-se também a editais de bancas examinadoras e concursos públicos, bem como à prática cotidiana da administração pública municipal direta e indireta. A lei previa ainda sanções administrativas e disciplinares, como o encaminhamento de servidores à Corregedoria e a suspensão de alvará de funcionamento para instituições privadas.

Inconstitucionalidade – Ao analisar a ação, o Judiciário reconheceu vícios de inconstitucionalidade formal. O acórdão apontou que o Município de Londrina usurpou a competência privativa da União para legislar sobre as diretrizes e bases da educação nacional, matéria que demanda padronização em todo o território brasileiro. Além disso, houve extrapolação da competência municipal ao invadir a atribuição federal de dispor sobre as normas ortográficas da língua portuguesa e o léxico oficial.

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A decisão também confirmou a inconstitucionalidade material da norma municipal. O Tribunal de Justiça concluiu que a proibição configura uma restrição injustificável à liberdade de expressão, ferindo o direito de ensinar e aprender e o pluralismo de ideias e concepções pedagógicas. Os magistrados destacaram ainda que a vedação do uso da linguagem neutra ofende o princípio da igualdade e a vedação à discriminação, uma vez que poderia legitimar tratamentos desrespeitosos e vexatórios contra a população LGBTQIA+, contrariando o objetivo constitucional de promover o bem de todos sem preconceitos.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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