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Detran-PR e Tecpar compartilham experiência da tokenização de veículos

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O Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) compartilharam a experiência inovadora do Estado para a tokenização de veículos com público de todo o Brasil nesta quarta-feira (11), durante a ANDTech 2026, em São Paulo. O evento, promovido pela Associação Nacional dos Detrans, é o maior do País no tema tecnologia e inovação para o trânsito e a mobilidade, reunindo dirigentes e técnicos das autarquias de todos os Estados, gestores públicos e empresas.

Através do Passaporte Veicular Digital, cada veículo terá um token único, vinculado ao número do chassi, permitindo que todas as informações do seu histórico sejam rastreadas de forma segura, imutável e acessível ao longo de toda a vida útil do automóvel. Funciona como uma identidade eletrônica do veículo, pois reúne dados que vão desde as informações de fábrica até histórico de revisões, quilometragem, seguros, financiamentos, ocorrências e transferências.

Representantes do Detran-PR e Tecpar apresentaram um dos painéis mostrando, para todo o país, os resultados preliminares do projeto-piloto Passaporte Veicular Digital, desenvolvido em parceria entre os dois órgãos, para transformar os veículos em ativos digitais com segurança blockchain. A facilidade já está sendo disponibilizadas aos motoristas participantes.

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Alguns dos dados compilados durante o projeto-piloto, que foram apresentados ao setor automotivo nacional, mostra que, no total, entre veículos de empresas e dos motoristas paranaenses voluntários, 3.462 foram tokenizados, de 128 cidades do Paraná, sendo 70% carros. O relatório preliminar, de acordo com o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, aponta que o processo de transformação das informações dos veículos está efetivando o que se esperava: o registro integrado, por exemplo, de dados sobre baterias elétricas, peças seriadas, vistorias e revisões.

“O Paraná está conduzindo uma iniciativa inédita no Brasil e um dos projetos mais inovadores na área de mobilidade e tecnologia no país, mostrando aos demais estados e ao setor automotivo como a união de instituições públicas com novas tecnologias pode revolucionar a prestação de serviços aos cidadãos”, observou Marafon.

O presidente do Detran-PR, Santin Roveda, afirma que a tokenização é um processo que, no futuro, vai permitir a transferência de veículos com liquidação automática e que a experiência do Paraná pode ser levada a todo o Brasil para gerar integração entre os Detrans. “Poder compartilhar essa experiência em um evento nacional como a ANDTech é uma oportunidade importante para fortalecer a cooperação entre os Detrans e avançarmos juntos na modernização dos serviços públicos”, disse Roveda.

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“É motivo de orgulho para o Paraná ser pioneiro nessa iniciativa, mostrando que o nosso Detran tem investido de forma consistente em tecnologia para tornar os serviços públicos mais eficientes e seguros para os cidadãos”, destacou. A partir do projeto, a intenção é implantar a iniciativa definitivamente e de forma integral no Estado até o fim de 2026, com a meta de inserir toda a frota estadual no banco de dados nos próximos anos, 

Apresentaram o painel o chefe do Departamento Executivo de Gestão da Informação do Detran-PR, Giolvane Ferreira; o diretor de Tecnologia e Informação do Detran-PR, Ismael de Oliveira, e o Diretor de Tecnologia e Inovação do Tecpar, Lanes Randal Prates Marques.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.

Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.

Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.

Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.

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Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

 

Fonte: Ministério Público PR

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