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Descentralização da cultura: Maringá recebe Museu Satélite do MAC-PR

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Maringá se tornou sede do primeiro satélite do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR), na noite desta quinta-feira (28). Esta é a terceira ativação que integra a política pública dos Museus Satélites, que já contemplou Londrina e Pato Branco com unidades do Museu Paranaense (MUPA), e marca um passo decisivo na descentralização dos acervos das instituições museais com administração estadual, antes concentradas em Curitiba.

A estratégia do Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC), visa a circulação obras dos equipamentos culturais do Estado por todas as macrorregiões, garantindo que o patrimônio cultural paranaense seja acessível e presente em todo o território.

“A chegada do MAC Maringá não é um evento isolado, mas a materialização de um compromisso do Governo do Estado com a descentralização do acesso à cultura. Estamos rompendo as fronteiras geográficas da Capital para garantir que o acervo que pertence a todos os paranaenses seja acessado por cada vez mais cidadãos” afirma Luciana Casagrande Pereira, secretária de Estado da Cultura.

Para o diretor de Memória e Patrimônio Cultural, André Avelino, a iniciativa marca um novo momento para a museologia no Estado. “O projeto dos Museus Satélites redefine o conceito de rede museológica no Paraná. Não estamos apenas enviando exposições. estamos estabelecendo polos de difusão com infraestrutura, ações educativas e um fluxo contínuo de intercâmbio”, reforça.

O MAC Maringá inaugura com a mostra “Tempos Permeáveis: atravessamentos do acervo do MAC-PR”. A exposição apresenta obras que exploram diferentes linguagens da arte contemporânea paranaense, reunindo trabalhos de artistas como Eliane Prolik, Dulce Osinski, Denise Bandeira, Lívio Abramo, Fernando Calderari e Poty Lazzarotto.

“A mostra Tempos Permeáveis foi selecionada para apresentar a potência da arte contemporânea paranaense presente em nosso rico acervo. Trazer esses ‘atravessamentos’ do acervo do MAC para Maringá permite um diálogo entre as obras da instituição e o espaço”, explica a diretora do MAC-PR Juliane Fuganti.

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A chegada do MAC Paraná a Maringá foi celebrada por gestores, especialistas e a comunidade, que lotou o hall do Teatro Calil Haddad durante a cerimônia de abertura.

CELEBRAÇÃO – Para o secretário de Cultura de Maringá, Tiago Valenciano, a iniciativa encurta distâncias. “Estamos muito satisfeitos com a vinda do Museu de Arte Contemporânea. Além de ampliar a política de descentralização do Estado, isso permite que o maringaense e os moradores da região acessem uma arte que antes estava restrita a Curitiba. Agora, a cultura está a poucos quilômetros da casa de cada um”, afirmou.

Valenciano destacou ainda que o museu se soma a outras ações recentes do Governo do Estado na região, como o projeto Crianças no Teatro. “É uma conquista que reforça a excelente parceria que temos com a Secretaria de Estado da Cultura e para nós é um momento de alegria proporcionar um espaço cultural deste nível para a nossa população”, completou.

A importância estratégica da rede também foi ressaltada por Erika Takanashi, arquiteta e presidente do Núcleo Maringá do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-PR). “Eu acredito que a cidade de Maringá já tem uma cena pulsante de cultura. Na verdade, ela só precisa de mais impulso, de criação de uma rede ao longo de todo o Estado, para que esse movimento não seja só da Capital para o Interior, mas do Interior para a Capital também”, avaliou. 

Para quem produz arte, a novidade traz perspectivas de fomento. O artista visual Gabriel Hirano, recém-chegado a Maringá, disse estar surpresoi com a movimentação cultural da cidade. “É reconfortante chegar a um espaço novo e se sentir tão acolhido pela arte. Este museu será um ponto fundamental para potencializar contatos e consumir cultura. Senti que, como o próprio nome diz, nós também estamos orbitando esse ‘satélite’, formando um conjunto único”, comentou.

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O sentimento de pertencimento também emocionou estudantes, como Clara Gurgel, acadêmica de Arquitetura e Urbanismo na UEM. “É emocionante ter obras tão grandiosas e um acervo tão rico perto da gente. Maringá está com uma proposta diversificada e ver que o Estado está valorizando a cidade dessa forma me deixa arrepiada”, relatou.

A inauguração atraiu até quem percorreu longas distâncias, como Osiaste Tertuliano de Brito, diretor-geral de Cultura de Loanda, que viajou cerca de 180 km para o evento e para o Encontro Regional de Museus.

“Vim prestigiar esta abertura com a expectativa de levar esse exemplo para o meu município. Meu desejo é que esse movimento se espalhe pelo Paraná todo. Estamos tentando fortalecer a cultura em cidades menores e estar aqui hoje é o primeiro passo para acompanhar esse andamento”, afirmou.

SATÉLITES – O programa consolida uma nova etapa da descentralização cultural no Paraná. Os Museus Satélites estruturam uma rede com programação contínua, com a circulação regular de acervos.

Além de Maringá, o cronograma prevê unidades em Cascavel, Guarapuava, Tunas do Paraná, Paranaguá e Ponta Grossa, vinculadas ao MAC-PR, Museu Paranaense (MUPA), Museu da Imagem e do Som (MIS-PR) e Museu Casa Alfredo Andersen. Todas as inaugurações estão previstas para o primeiro semestre de 2026.

PRESENÇAS – O evento contou com a participação do prefeito de Maringá, Silvio Barros; do presidente da Câmara de Vereadores, Majô Capdeboscq; e dos ex-secretários de Cultura de Maringá Victor Simião, Miguel Fernando e Francisco Pinheiro.

Serviço:

Museu Satélite | MAC Maringá

Aberto ao público com entrada gratuita

Segunda a sexta-feira, das 8h às 17h

Localizado no Teatro Calil Haddad (Av. Dr. Luiz Teixeira Mendes, 2500, Zona 04, Maringá)

Saiba mais sobre os Museus Satélites AQUI

Fonte: Governo PR

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IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica

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O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).

As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.

“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.

Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.

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“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.

“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.

CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.

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Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.

“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.

A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.

A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.

Fonte: Governo PR

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