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Ponta Grossa ganhará nova escola da rede estadual com investimento de R$ 13,7 milhões

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O Governo do Estado vai construir uma nova escola em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. A unidade, que será localizada no Bairro Neves, receberá investimento de R$ 13,7 milhões e a expectativa é de que sejam atendidos cerca de 500 estudantes do próprio bairro e de regiões próximas, ampliando a oferta de vagas e possibilitando novos turnos e modalidades de ensino.

O contrato para a construção foi assinado em fevereiro. O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) ficará responsável pela fiscalização do cumprimento do contrato assinado com a empresa vencedora da licitação.

A assinatura do contrato representa o início da implantação da nova escola e reforça o compromisso do Governo do Estado com a expansão e o fortalecimento da infraestrutura da rede pública estadual. Segundo dados do IBGE, Ponta Grossa registrou 358.367 habitantes no Censo 2022,
crescimento de 15% em relação a 2010, reforçando a necessidade de ampliação da infraestrutura educacional no município.

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O secretário estadual da Educação, Roni Miranda, destaca a importância do investimento para acompanhar o crescimento do município. “Ponta Grossa tem apresentado crescimento populacional contínuo. Investir em infraestrutura escolar é garantir que esse desenvolvimento venha acompanhado de qualidade na educação e ampliação de oportunidades para os estudantes”, afirmou.

ESTRUTURA – A unidade será construída em um terreno de mais de 9,6 mil m², localizado na Rua Clycema Kozzatz Carvalho e terá aproximadamente 4,2 mil m² de área edificada. A estrutura contará com 12 salas de aula, auditório, biblioteca, anfiteatro, quadra poliesportiva coberta, laboratórios e ambientes administrativos e pedagógicos.

A diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, ressaltou o impacto da nova estrutura na rede estadual. “A construção da Unidade Nova Escolar Bairro Neves representa um avanço significativo para a comunidade local. Será um espaço moderno, adequado e planejado para atender às demandas atuais da educação pública, com ambientes que favoreçam o aprendizado e o desenvolvimento integral dos alunos”, declarou.

Fonte: Governo PR

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IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica

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O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).

As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.

“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.

Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.

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“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.

“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.

CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.

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Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.

“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.

A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.

A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.

Fonte: Governo PR

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