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Desafios de custos e crédito freiam investimentos na soja

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O mercado da soja em Mato Grosso passa por um período de cautela, reflexo das margens apertadas, juros elevados e incertezas no cenário econômico. Na última semana, a oleaginosa foi cotada, em média, a R$ 118,72 por saca, resultado que representa uma queda de quase 11% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA). Esse recuo é atribuído ao recorde de produção no estado, à intensificação da concorrência internacional e às pressões externas, como as disputas comerciais entre China e Estados Unidos.​

Mesmo com o avanço do plantio nas principais regiões produtoras e boas perspectivas para o início da safra 2025/26, produtores têm demonstrado postura conservadora diante das condições de mercado.

O ritmo dos trabalhos está acima da média para o período e favorece a segunda safra, porém a tomada de crédito para novos investimentos segue restrita. Bancos e financeiras adotam critérios mais rigorosos para concessão de recursos, uma vez que os custos de produção mais altos e dólar mais baixo pressionam ainda mais as margens.​

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Apesar do ambiente de retração, alguns fatores mantêm o otimismo no setor. A demanda chinesa tem sustentado os prêmios nos portos e o farelo de soja apresentou alta na última semana, impulsionado pelo mercado internacional. Ao mesmo tempo, o processo de conversão de pastagens degradadas avança em ritmo moderado, priorizando áreas estratégicas já financiadas em anos anteriores. O cenário, portanto, é de planejamento conservador, foco na sustentabilidade e avaliação criteriosa antes de qualquer ampliação de área ou modernização de infraestrutura.​

Fonte: Pensar Agro

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Com prazo do ITR no fim, produtores pedem mais 15 dias para declarar

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A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) pediu à Receita Federal que prorrogue por 15 dias o prazo de entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026. A entidade afirma ter recebido relatos de travamentos, lentidão e dificuldade para concluir o envio. Até agora, o pedido não mudou o calendário: o prazo termina nesta quarta-feira (30.09), às 23h59, no horário de Brasília.

A solicitação foi encaminhada por ofício na segunda-feira (28). Segundo a Faep, parte dos problemas atingiu proprietários de imóveis rurais com mais de 100 hectares, que inicialmente precisavam preencher a declaração pelo serviço online. Inconsistências em dados cadastrais que não eram recuperados pelo sistema dificultaram a conclusão do procedimento, afirma a entidade.

Em 21 de setembro, a Receita passou a permitir que esses contribuintes também utilizassem o Programa ITR 2026, instalado no computador. Para a federação, a abertura dessa alternativa a poucos dias do vencimento reforça a necessidade de conceder mais tempo a quem encontrou dificuldades na plataforma.

“Os produtores precisam de condições para cumprir essa obrigação. A lentidão no sistema e a mudança nas opções de entrega nos últimos dias justificam a prorrogação”, afirmou o presidente da Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

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Enquanto não houver anúncio oficial de prorrogação, o produtor deve considerar o prazo de 30 de setembro. Quem ainda não entregou a declaração pode consultar as orientações para declarar o ITR e evitar multa publicadas ontem pelo Pensar Agro (clique aqui).

A entrega fora do prazo sujeita o contribuinte a multa de 1% ao mês ou fração de atraso sobre o imposto devido, respeitado o mínimo de R$ 50. A quota única ou a primeira parcela do imposto também vence nesta quarta-feira. A Receita ainda não anunciou mudança para nenhum desses vencimentos.

Fonte: Pensar Agro

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