Paraná
DER/PR vai pavimentar rodovia de 23,6 km entre os municípios de Iretama e Barbosa Ferraz
O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) realizou nesta quinta-feira (06) a sessão de disputa da pavimentação da PR-462 entre Iretama, no Centro do Estado, e Barbosa Ferraz, no Centro-Oeste. O trecho tem extensão de 23,64 quilômetros. O DER-Paraná é uma autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL).
Dezesseis empresas participaram, fazendo lances cada vez menores, até uma ser declarada a melhor classificada, a Contersolo Construtora de Obras Ltda., com proposta de preço de R$ 73.390.000,00. Agora ela tem até as 23h59 do dia 07 de novembro para encaminhar a documentação exigida em edital e uma planilha revisada de valores, para avaliação de comissão de contratação do DER/PR.
O trecho começa a partir da ponte sobre o Rio do Óleo e segue até o entroncamento com a PRC-487, incluindo um trecho de 1,47 km já pavimentado.
A nova pista terá duas faixas de rolamento de 3,5 metros cada e acostamentos de 1,5 m em cada lado, em pavimento asfáltico. No entroncamento com a estrada de acesso para a localidade de Paraíso do Sul será mantida a interseção em nível do tipo gota. Nos dois acessos ao resort Jurema Águas Quentes serão implantadas rótulas alongadas, disciplinando o tráfego de longa distância e o de visitantes à atração turística nestes cruzamentos, garantindo mais segurança a todos. No trecho já pavimentado estão previstos reforços da sinalização.
O trecho vai receber ainda adequação e ampliação do sistema de drenagem de águas e obras de arte correntes, nova sinalização vertical e horizontal, dispositivos de segurança viária, paisagismo, 12 abrigos para parada de ônibus e iluminação viária.
O prazo de execução, após a assinatura de contrato, será de 1.020 dias (34 meses). O edital utiliza o regime de contratação integrada, prevendo a elaboração de projeto básico e projeto executivo, seguida pela execução da obra, na mesma empreitada. Com isso, serão 300 dias dedicados para elaboração dos projetos e licenciamento ambiental, e na sequência 720 dias para execução da obra.
O anteprojeto da obra foi doado pelo Jurema Águas Quentes, revisado pelo DER/PR e utilizado como base para essa licitação.
CONSERVAÇÃO – Atualmente o DER/PR mantém as condições de trafegabilidade desse trecho da PR-462 por meio de contrato de conservação de rodovia não pavimentada, que contempla serviços de cascalhamento, limpeza de pista, escavação de valas, instalação de caixas de retenção, escarificação, conformação e compactação do subleito da pista, entre outros. O investimento é de R$ 1.497.662,23 para atender o trecho, com serviços em andamento desde 2022.
Fonte: Governo PR
Paraná
Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação
Os moradores do bairro Jagatá, em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram neste sábado (23) de um simulado de desastre de inundação. A comunidade, com 23 residências onde vivem 53 pessoas, está localizada numa área de mangue, suscetível a variações de maré da baía localizada a poucos metros das casas de madeira.
O exercício foi realizado pela prefeitura com apoio do Estado, envolvendo cerca de 50 profissionais das Defesa Civil estadual e municipal, secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).
A ação é parte do trabalho da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na preparação dos municípios para o enfrentamento de inundações, alagamentos e deslizamentos que podem ocorrer com a passagem do El Niño pelo Paraná, que deve ser de forte intensidade.
“Pudemos testar a capacidade que temos hoje para num evento de alagamento, como a gente pode acessar a comunidade. Entendemos na prática como funciona o plano de contingência, de que maneira as secretarias municipais atuam em conjunto e em caso de necessidade, como melhorar o atendimento à população”, avaliou o capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual.
A escolha do bairro foi definida a partir da peculiaridade deste ponto, como explica Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Fizemos um levantamento recente e havia poucas informações sobre este local. Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair. Identificamos a necessidade de priorizar a preparação desses moradores para futuras ocorrências”, destaca.
O exercício começou por volta das 9h30 com o acionamento das equipes dos bombeiros e da defesa civil e envolveu o suporte de uma ambulância para o treinamento de resgate a uma pessoa com dificuldade de locomoção. “Pudemos medir o tempo das equipes para se deslocar, acessar o local. Isso ajudou a conhecer o terreno e estarmos mais ambientados para poder dar uma resposta mais efetiva diante de um caso real”, detalha o tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina.
Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente escolhido, onde dois ônibus garantiram o deslocamento para o abrigo mais próximo, na Escola Municipal Gil Feres. Na chegada, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações básicas sobre como perceber sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação.
GRATOS PELAS ORIENTAÇÕES – Trabalhador do porto, Carlos Alberto e a família vieram de Curitiba para morar no bairro. Nos seis anos que estão no local já presenciaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento de casas. “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.
ÁGUAS DE MARÇO – Antonina foi um dos municípios mais afetados pelo maior desastre do Litoral em 2011, que ficou conhecido como Águas de Março. Na ocasião, o volume concentrado de chuva em poucos dias provocou inundações, alagamentos e deslizamentos. Ao todo, a tragédia atingiu 1.281 casas, destas, 287 foram evacuadas, deixou 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, afetando as redes de abastecimento de água e energia elétrica.
Fonte: Governo PR
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