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Departamento de perícia ambiental acelera resposta do Paraná a crimes contra fauna e flora

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Em meio às diversas frentes de atuação da Polícia Científica do Paraná (PCIPR), um setor cresce na mesma medida em que a pauta ambiental ganha espaço nas discussões públicas: a perícia ambiental. O ramo técnico-científico é responsável por apurar provas de crimes que afetam diretamente o meio ambiente, reunindo indícios, analisando danos e auxiliando na responsabilização dos autores. 

Criada em dezembro de 2019 a pedido do governador Carlos Massa Ratinho Junior, a seção de perícia ambiental da PCIPR já concluiu cerca de 1.500 solicitações, que incluem ocorrências de desmatamento, contaminação de recursos hídricos e maus-tratos a animais. 

O trabalho da perícia ambiental consiste em transformar vestígios deixados na natureza em evidências científicas. Amostras de solo, cinzas ou troncos cortados são analisadas para revelar o impacto das ações humanas sobre o meio ambiente e fornecer subsídios às investigações policiais. Dessa forma, a perícia não apenas busca compreender a extensão dos danos, mas também reforçar a preservação ambiental como uma questão de segurança pública. 

“As investigações dos crimes ambientais ganharam a devida importância quando o governador Ratinho Júnior criou a seção da perícia ambiental. Antes as perícias eram feitas em menor número e por meio de ofícios, mas a partir da nova seção a demanda cresceu e a Polícia Científica consegue identificar criminosos e analisar evidências com maior especificidade”, afirma o secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira. 

Após as análises realizadas em campo, as amostras coletadas são encaminhadas aos laboratórios da Polícia Científica, onde passam por exames químicos e biológicos. O trabalho é semelhante a outras seções, como perícias de local de crime e toxicológica, que também dependem de análises detalhadas. 

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E embora cada área tenha seu método, o objetivo é semelhante: fornecer informações precisas que subsidiem investigações, auxiliem na responsabilização de infratores e fortaleçam a atuação da justiça. Na prática, o laboratório funciona como um elo entre o que é encontrado no campo e a construção de um laudo técnico confiável, capaz de embasar ações judiciais e medidas de preservação ambiental.

“Nosso trabalho busca entender o que causou o impacto, qual foi a extensão do dano, avaliar as consequências para o meio ambiente e determinar a relação entre a ação humana e o dano ambiental”, explica a perita oficial da Polícia Científica do Paraná (PCIPR), Amanda Cristina de Jesus Cunha. “É um tipo de perícia que envolve diversas áreas do conhecimento — como biologia, medicina veterinária, engenharias, química e geologia — e que muitas vezes é realizada em locais amplos ou de difícil acesso, exigindo um planejamento prévio para atendimento da demanda pericial”.

Até então, as perícias ambientais eram realizadas de forma pontual geralmente por meio de ofícios e sem o acionamento direto de equipes ao local. De modo geral, os atendimentos eram feitos em regime de plantão, com apoio das seções de perícia de local de crime, o que delimitava a capacidade de resposta e detalhamento técnico das análises. Com a estruturação da nova seção, o reflexo é o fortalecimento da atuação da PCIPR em ocorrências que envolvem danos ao meio ambiente.

CASO COMPLEXO – Entre os casos mais recentes, destaca-se a análise de uma área de 102 hectares — mais de 142 campos de futebol — próxima à Serra da Boa Esperança, com grave degradação ambiental. O levantamento identificou uso de produtos químicos e incêndios em uma Área de Preservação Permanente e a cerca de 1 km de uma Unidade de Conservação do Estado. 

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As irregularidades ocorriam desde abril de 2018, segundo análises de imagens de drones e satélite que apontaram alterações contínuas na cobertura vegetal. Entre as infrações constatadas, estavam o uso de fogo, produtos químicos, movimentação de solo com animais e empilhamento de toras de espécies nativas, possivelmente destinadas a uso posterior ou comercialização. 

Ao todo, cinco peritos participaram das análises e da elaboração do laudo, solicitado pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) como parte de uma força-tarefa que também contou com a Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), reunindo subsídios técnicos para os processos nas esferas criminal e administrativa.

“Os danos constatados são considerados de grande gravidade, em razão da extensão da área degradada, da destruição de Áreas de Preservação Permanente (APP) e da afetação de espécies ameaçadas de extinção, como araucária, imbuia, cedro, canela-preta e xaxim”, explica a perita Amanda. 

“O crime surpreende pelo planejamento e astúcia da combinação de várias técnicas, de modo sutil e de longo prazo quando comparada ao mero desmatamento, levando à morte lenta e silenciosa da floresta”, destaca a perita Kelly Cancela. “Ainda há o agravante de dificultar sua percepção pelo monitoramento de imagens que, atualmente, é uma das principais estratégias no enfrentamento de crimes ambientais”.

Segundo a Polícia Civil do Paraná, uma pessoa foi indiciada por crimes ambientais nesse caso.

Fonte: Governo PR

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Maratoninha reúne centenas de crianças em Guaratuba; ponte será fechada às 5h para maratona

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Como parte da Maratona Internacional do Paraná (MIP), cuja programação vai até domingo (3), a Maratoninha movimentou o centro de Guaratuba, no Litoral do Paraná, na tarde deste sábado (2). O evento reuniu crianças e adolescentes de 4 a 13 anos em percursos que variaram de 100 a 800 metros, conforme a faixa etária. De acordo com  organização da MIP, cerca de 500 crianças participaram da Maratoninha.

Mesmo debaixo de chuva, a meninada deu um show de superação e vontade. Entre os participantes estava Guilherme Tavares, 13 anos, que faz parte de um projeto de triathlon na cidade vizinha, Matinhos. Apesar de praticar ciclismo e natação, sua verdadeira paixão é a corrida. “Treinei muito para essa prova de corrida, que é o que eu mais gosto. Estou muito feliz por participar”, contou orgulhoso.

MARATONA KIDS

Com o objetivo de incentivar o esporte desde cedo, a iniciativa ofereceu uma experiência lúdica e inclusiva: 90% das vagas foram destinadas a alunos das redes públicas de Guaratuba e Matinhos, garantindo o primeiro contato de muitos jovens com o atletismo.

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Todas as crianças participantes receberam medalhas e kits de hidratação após a prova, incluindo picolés de frutas. Embora Tereza Saldanha Frazatto, de seis anos, tenha treinado com o pai para a Maratoninha, a parte mais legal para ela foi a recompensa. “Eu gostei muito de participar, fiquei muito feliz. Vou guardar a medalha no meu quarto, em um lugar especial. E o sorvete está muito bom”, detalhou.

A irmã de Tereza, Eloísa Saldanha Frezatto, de apenas três anos, também correu. Ambas são filhas da capitã Júlia Saldanha Frazatto, do Corpo de Bombeiros de Guaratuba. Para ela, a tarde de sábado, mesmo sob chuva, foi emocionante. “Eu era atleta antes de entrar na corporação, então é um sentimento indescritível assistir às duas correndo. Estou muito agradecida pelo evento”, disse.

FUNCIONAMENTO DA PONTE – Antes da Maratoninha, o governador Carlos Massa Ratinho Junior comandou no início da tarde deste sábado o comboio dos primeiros carros que passaram pela Ponte de Guaratuba. Conforme o Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), agentes de trânsito do DER/PR e organizadores da maratona, os veículos poderão passar pela Ponte de Guaratuba até as 5h de domingo (3), quando a estrutura será fechada novamente para a realização do segundo dia de provas da MIP. O tráfego será liberado definitivamente na ponte às 10h, após a desmobilização da corrida.

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MARATONA KIDS

MARATONA INTERNACIONAL DO PARANÁ — A Maratoninha integra a programação da Maratona Internacional do Paraná (MIP), que movimenta o Litoral desde as primeiras horas de sábado com as provas de 5 km e 21 km, que encantou os corredores que passaram pela recém-inaugurada Ponte de Guaratuba. O ponto alto acontece neste domingo (3), a partir das 6h, com as largadas das provas de 10 km e dos 42 km (maratona).

O grande diferencial da MIP é justamente o percurso pela Ponte de Guaratuba Principal cartão-postal da corrida, a estrutura faz parte de todos os trajetos das provas adultas, unindo o desafio esportivo a uma paisagem privilegiada. A travessia transforma a prova em uma experiência única, conectando o esporte a um dos projetos de infraestrutura mais emblemáticos do Estado.

Fonte: Governo PR

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