Política Nacional
Defesa da democracia marca homenagem a associação dos procuradores
O Senado celebrou nesta sexta-feira (26), em sessão especial, os 52 anos de fundação da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). O evento, uma iniciativa do senador Weverton (PDT-MA), contou com discursos de lideranças do Ministério Público Federal, que ressaltaram o papel histórico e atual da associação em defesa da democracia e do Estado democrático de direito.
Fundada em 22 de setembro de 1973, a ANPR atua na busca do fortalecimento do Ministério Público Federal e da carreira dos procuradores da República.
Na presidência da sessão, o senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou que a cerimônia celebrava não apenas a trajetória da associação, mas também o compromisso do Ministério Público com a cidadania e a ética.
Ele lembrou que a entidade esteve presente em momentos marcantes da história nacional, como a redemocratização, e tem como legado a defesa do interesse público.
— Essa celebração é também um momento de gratidão, gratidão a cada procurador e procuradora que com a coragem e o espírito público dedica sua vida ao interesse coletivo — disse o senador.
O presidente da ANPR, José Schettino, recordou a fundação da entidade em 1973, em um momento marcado pelo regime autoritário. Ele ressaltou que a ANPR tem sido um escudo para a defesa da ordem jurídica e do Estado democrático, “unindo os membros do MPF para fortalecer a instituição e garantir suas prerrogativas”.
— É para garantir a valorização e a dignidade institucional dos membros do Ministério Público Federal, no exercício de sua missão, que a ANPR segue há 52 anos como fiel escudeira dos membros do Ministério Público Federal, para a defesa da ordem jurídica e do Estado democrático de direito — disse.
A subprocuradora-geral da República Raquel Dodge destacou a ligação histórica da ANPR com a redemocratização do Brasil. Ela lembrou que os fundadores da associação lutaram pela defesa do país e da população em um momento de autoritarismo.
— A primeira bandeira da ANPR foi por uma Constituição democrática e pelo Estado de direito, antes mesmo de lutar por pautas corporativas, a associação se colocou ao lado da democracia e dos direitos fundamentais — afirmou.
Já a vice-presidente da associação, Ana Paula Mantovani, complementou afirmando que a ANPR é “mais do que representar a carreira, é guardiã dos princípios constitucionais que estruturam o Ministério Público, a defesa da ordem jurídica, do regime democrático, dos interesses sociais e individuais indisponíveis.”
— Hoje, quando enfrentamos ameaças ao funcionamento das instituições, a ANPR se apresenta como um farol, lembrando que não há democracia sólida sem um Ministério Público forte e independente — disse.
O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, destacou que a associação atua para garantir direitos e aprimorar a estrutura de trabalho, e que seus 52 anos de história se entrelaçam com a trajetória do próprio Ministério Público.
— A ANPR será sempre essencial para o Ministério Público Federal até como um meio de apoio para a discussão e reivindicação de melhorias que muitas vezes, por razões até de ordem política, não podem ser expressas com tanta facilidade por aqueles que estão à frente da gestão da Casa, mas que se reconhecem obviamente como reivindicações legítimas e essenciais à valorização da classe — afirmou Chateaubriand.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Política Nacional
Comissão aprova penas mais rígidas para exploração de recursos naturais em terras indígenas
A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou proposta que endurece as penas para quem explorar matéria-prima em terras tradicionalmente ocupadas por povos indígenas.
O texto altera a lei de crimes contra a ordem econômica e prevê pena de reclusão, de dois a dez anos, e multa para o crime contra o patrimônio da União, em caso de exploração ilegal de matérias-primas em terras indígenas.
O texto aprovado é a versão da deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) ao Projeto de Lei 959/22, do ex-deputado Leo de Brito (AC). O projeto inicial aumenta de um a cinco anos de detenção para dois a seis anos.
Segundo Xakriabá, a aprovação representa um avanço no combate à exploração ilegal de recursos em terras indígenas, e também um ato de “justiça histórica e de reafirmação da dignidade da pessoa humana como fundamento da República”, consagrando os povos originários como sujeitos de direitos e aliados indispensáveis na preservação da vida e do meio ambiente.
Xakriabá afirmou que a proteção das terras indígenas guarda relevância estratégica para o Brasil e para o mundo. “Nós, povos originários, desempenhamos papel essencial na preservação ambiental, utilizando conhecimentos ancestrais e práticas sustentáveis que assegurem a integridade de biomas cruciais”, disse, ao defender a defesa dos direitos indígenas como política de enfrentamento da crise climática e da perda de biodiversidade.
Crimes ambientais
A proposta também altera a Lei dos Crimes Ambientais para aplicar a mesma pena (6 meses a 1 ano de detenção) dos que extraem irregularmente recursos minerais para quem:
- colocar em risco a vida ou saúde de pessoas;
- causar significativo impacto ambiental;
- utilizar máquinas ou equipamentos pesados de mineração; ou
- realizar a atividade mediante ameaça ou com emprego de arma.
Caso o crime seja praticado em terras indígenas, a pena será aumentada até o dobro. Quem financiar esse tipo de ação poderá ter até três anos de detenção.
Próximos passos
O projeto será analisado ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Depois, seguirá para o Plenário. Para virar lei, precisa ser aprovado por Câmara e Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Geórgia Moraes
Fonte: Câmara dos Deputados
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