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Custodiadas de Goioerê vão produzir cerca de 2 mil perucas com cabelo apreendido pela PRF

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As mulheres privadas de liberdade da Cadeia Pública de Goioerê vão produzir entre 1.800 e 2.000 próteses capilares no âmbito do projeto Liberdade em Fios, idealizado pela Polícia Penal do Paraná (PPPR). Foram doados 161,5 quilos de cabelo humano apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) para confeccionar as próteses, que serão destinadas para pacientes em tratamento contra o câncer do Hospital Uopeccan e, agora também para o Ceoc – Hospital do Câncer, ambos em Cascavel.

“Não se trata somente de uma doação de cabelos, mas sim de proporcionar o retorno da autoestima feminina. Ela simboliza solidariedade, transformação e recomeço para as mulheres que enfrentam o tratamento do câncer”, afirma o coordenador da Regional Administrativa da Polícia Penal do Paraná (PPPR) em Umuarama, Arnobe Lemes dos Reis.

O material de origem estrangeira, sem comprovação fiscal, havia sido apreendido pela PRF no dia 25 de agosto, em Perobal. A solicitação da doação partiu do Conselho da Comunidade de Goioerê e foi acolhida pela Justiça Federal, com tramitação pela Polícia Federal. O magistrado responsável ressaltou ainda que a iniciativa favorece tanto a saúde pública quanto a reintegração social das pessoas privadas de liberdade. 

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“Nos traz muito orgulho ter participado desta apreensão que resultou em uma destinação tão nobre para o cabelo humano apreendido. A  PRF realiza diariamente este combate aos crimes fronteiriços, realiza apreensões de contrabandos e drogas com frequência, mas fazer parte de algo tão nobre que irá proporcionar uma melhora da auto-estima de pessoas em tratamento de câncer é o que nos motiva”, pontuou o policial rodoviário federal Bruno Miranda sobre a cooperação entre as instituições.

De acordo com a policial penal Janaína Montenegro, gestora da Cadeia Pública de Goioerê, a destinação do cabelo doado faz o projeto na Cadeia Pública de Goioerê avançar. “A destinação do cabelo doado vai alavancar um projeto que já estava em níveis altíssimos de humanidade para as mulheres que recebem e de profissionalização para as mulheres privadas de liberdade, ampliando o atendimento a outros hospitais e promovendo cursos com novas tecnologias de confecção de próteses capilares”.

LIBERDADE EM FIOS – Idealizado na Cadeia Pública de Goioerê, o projeto une solidariedade e reintegração social. As próteses capilares são confeccionadas manualmente pelas mulheres privadas de liberdade da Cadeia Pública Goioerê, em geral, utilizando fios de cabelo doados por outras internas de Goioerê, Altônia e Piraquara, além de contribuições da Uopeccan – Unidade de Oncologia de Umuarama e, agora da doação da PRF. 

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O projeto teve início com a participação das custodiadas em curso de capacitação ministrado por profissionais do Instituto Jéssica Cara, com apoio do Rotaract Club de Goioerê.  Além da Uopeccan, o Ceoc – Hospital do Câncer também faz parte da parceria e já receberá as próteses confeccionadas.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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