Paraná
Cultivar de feijão criada pelo IDR-Paraná é destaque em congresso internacional
Criada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), a cultivar de feijão preto IPR Urutau conquistou os agricultores brasileiros e se consolidou como a mais plantada do país. Ela foi destaque no 10º Congresso de Sementes das Américas, em Foz do Iguaçu, que começou nesta segunda-feira (29) e segue até quarta (1º), com a participação de 18 países.
Presente diariamente na mesa dos brasileiros, o feijão ganha com variedade IPR Urutau maior produtividade, qualidade dos grãos e adaptação às condições de cultivo, garantindo segurança alimentar à população e rentabilidade para os produtores.
O destaque da IPR Urutau reflete a força da pesquisa agrícola paranaense. Ao longo de sua trajetória, o IDR-Paraná já lançou mais de 200 cultivares que hoje são comercializadas e cultivadas em praticamente todo o território nacional. Além do feijão, a instituição é reconhecida também pelo desenvolvimento de sementes de aveias e plantas de cobertura, fundamentais para práticas de conservação do solo, melhoria da fertilidade e sustentabilidade das lavouras.
No evento, ao tratar dos desafios da agricultura e do papel estratégico do Paraná na produção de sementes e de alimentos, o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, reforçou a necessidade de garantir condições para que os produtores permaneçam no campo. Segundo ele, a segurança alimentar está diretamente ligada à renda no meio rural.
“Estamos à disposição para mais parcerias com a iniciativa privada e fazer com que essa aproximação do setor público com o setor privado possa sempre beneficiar a população. Entre as prioridades do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, está melhorar a renda do produtor rural”, destacou Marcio Nunes.
De acordo com o gerente de Produtos e Serviços do IDR-Paraná, Paulo Vicente Contador Zaccheo, no caso das sementes, essa parceria se traduz na multiplicação das cultivares desenvolvidas no Estado que são comercializadas com empresas produtoras de sementes para colocar as cultivares no mercado para o produtor rural. “Atualmente temos cerca de 80 parceiros multiplicando as nossas cultivares para todo o país”, informou Zaccheo.
Fonte: Governo PR
Paraná
Bombeiros reforçam alerta sobre perigo nas cavas após ocorrência em São José dos Pinhais
O resgate de três homens, apenas um deles com vida, após o naufrágio de uma embarcação em uma cava na região de Campo Largo da Roseira, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, alerta para os inúmeros riscos nesses locais. As duas vítimas que morreram foram localizadas na manhã desta segunda-feira (8) por equipes especializadas do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), após desaparecerem na tarde de domingo (7).
De acordo com a corporação, as buscas foram retomadas no início da manhã desta segunda por equipes do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), que empregaram a técnica de mergulho com equipamento autônomo para localizar os corpos no fundo da cava.
O caso serve de alerta para os perigos associados às cavas e lagoas, locais frequentemente utilizados para pesca, banho ou passeios de embarcação, mas que podem apresentar riscos elevados aos frequentadores. Além disso, a água desses locais também pode não ser própria para banho, representando riscos à saúde.
As cavas são áreas alagadas formadas, geralmente, após a extração de areia, argila ou outros materiais. Embora muitas vezes tenham aparência tranquila, esses ambientes costumam possuir margens escorregadias, profundidade elevada, desníveis abruptos, água turva e fundo irregular, fatores que dificultam tanto a sobrevivência de vítimas quanto as operações de resgate. Também não são locais próprios para banho e não contam com estrutura de guarda-vidas ou monitoramento permanente.
Segundo a capitã Luisiana Guimarães Cavalca, a falsa sensação de segurança é um dos principais fatores de risco nesses locais. “Diferentemente de rios e praias, muitas pessoas associam as cavas a ambientes mais tranquilos. No entanto, elas podem ter profundidades muito superiores ao que aparentam, além de água escura, baixa visibilidade e variações bruscas no relevo submerso. Também podem existir objetos, vegetação e até estruturas abandonadas no fundo, aumentando significativamente o risco de afogamentos”, explica.
A capitã destaca ainda que atividades realizadas em embarcações exigem atenção redobrada. “O uso de colete salva-vidas é fundamental sempre que houver deslocamento em barcos, caiaques, pranchas de stand up paddle ou qualquer outra estrutura flutuante. Em caso de queda na água, o equipamento aumenta consideravelmente as chances de sobrevivência até a chegada do socorro”, afirma.
O CBMPR também alerta para os riscos do consumo de bebidas alcoólicas antes de entrar na água. Segundo a corporação, o álcool reduz a capacidade de reação, prejudica a coordenação motora e pode levar a uma falsa sensação de segurança, aumentando o risco de afogamentos.
Cuidados em cavas e lagoas:
Utilize colete salva-vidas em barcos ou outras embarcações;
Evite nadar em locais desconhecidos ou sem informações sobre profundidade;
Nunca entre na água após consumir bebidas alcoólicas;
Não superestime sua capacidade de natação;
Evite saltos ou mergulhos em áreas cuja profundidade não seja conhecida;
Informe familiares ou amigos sobre o local onde estará e o horário previsto de retorno;
Em caso de afogamento, ofereça objetos flutuantes ou cordas para auxílio, mas evite entrar na água sem treinamento específico;
Mantenha crianças sob supervisão constante e a um braço de distância;
Em caso de emergência, acione imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
Fonte: Governo PR
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