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Copom deve iniciar corte da Selic em meio à alta do petróleo e incertezas inflacionárias

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central realiza nesta quarta-feira (18) sua segunda reunião de 2026 em um cenário de elevada incerteza global. A recente alta do petróleo, impulsionada por tensões no Oriente Médio, e seus reflexos sobre os combustíveis colocam pressão adicional sobre a inflação brasileira. Ainda assim, o mercado financeiro projeta o início do ciclo de redução da taxa básica de juros após um período prolongado de aperto monetário.

Mercado aposta em corte moderado da Selic

Atualmente em 15% ao ano — maior nível desde 2006 —, a taxa Selic pode ser reduzida pela primeira vez em cerca de dois anos. De acordo com o boletim Focus, a expectativa predominante é de um corte de 0,25 ponto percentual, levando os juros para 14,75% ao ano.

Antes do agravamento do cenário internacional, parte dos analistas projetava uma redução mais intensa, de até 0,5 ponto percentual. No entanto, a escalada nos preços do petróleo reduziu a margem para movimentos mais agressivos por parte do Banco Central.

Ciclo de alta antecede possível mudança

Entre setembro de 2024 e junho de 2025, o Banco Central elevou a Selic em sete reuniões consecutivas, em resposta ao avanço da inflação. Desde então, a taxa foi mantida estável nas quatro últimas decisões do Copom.

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A possível redução nesta reunião sinaliza uma mudança de estratégia, com o início de um ciclo gradual de flexibilização monetária.

Inflação ainda exige cautela

A inflação segue como principal variável no radar do Copom. O IPCA-15, prévia da inflação oficial, avançou 0,7% em fevereiro, pressionado principalmente pelos custos com educação.

Por outro lado, o índice acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, ficando abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024, o que reforça sinais de desaceleração.

Apesar disso, as projeções para 2026 foram revisadas para cima. O boletim Focus aponta inflação de 4,1%, ante 3,8% anteriormente, refletindo os impactos do cenário externo, especialmente sobre energia e combustíveis.

Novo modelo de meta contínua ganha protagonismo

Desde janeiro de 2025, o Brasil opera sob o regime de meta contínua de inflação. A meta central é de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Nesse modelo, a inflação é avaliada mês a mês com base no acumulado em 12 meses, tornando o acompanhamento mais dinâmico e alinhado às condições econômicas atuais.

Efeitos da Selic sobre crédito e atividade econômica

A taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para controle da inflação. Juros elevados encarecem o crédito, desestimulam o consumo e ajudam a conter a alta de preços.

Por outro lado, a redução da taxa tende a baratear o crédito, estimular investimentos e impulsionar a atividade econômica — fator relevante para setores produtivos, como o agronegócio, que dependem de financiamento e capital de giro.

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Reunião ocorre com diretoria incompleta

A decisão desta quarta-feira ocorre com o Copom desfalcado. Os mandatos dos diretores Renato Gomes e Paulo Pichetti se encerraram no fim de 2025, e os substitutos ainda não foram indicados ao Congresso.

Mesmo com a composição incompleta, a decisão será anunciada no início da noite, após o encerramento da reunião.

Perspectivas para o agronegócio e economia

A possível queda da Selic é acompanhada de perto pelo agronegócio, já que impacta diretamente o custo do crédito rural, investimentos em produção e logística.

O Banco Central deve divulgar no fim de março o novo Relatório de Política Monetária, que poderá trazer revisões nas projeções para a inflação e sinalizações mais claras sobre o ritmo dos próximos cortes.

Diante de um cenário global ainda instável, o comportamento da inflação, do câmbio e das commodities seguirá determinando os próximos passos da política monetária brasileira.

Resumo: O Copom deve iniciar de forma cautelosa o ciclo de redução da Selic, equilibrando o estímulo à economia com os riscos inflacionários ainda presentes, especialmente diante da pressão internacional sobre os preços de energia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vale dos Vinhedos projeta inverno histórico e reforça liderança no enoturismo brasileiro em 2026

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O Vale dos Vinhedos se prepara para uma das temporadas de inverno mais movimentadas de sua história. Impulsionado pela recuperação do turismo gaúcho e pelo fortalecimento do enoturismo nacional, o principal destino do vinho brasileiro projeta receber mais de 120 mil visitantes entre junho e agosto de 2026.

A expectativa acompanha o avanço do fluxo turístico no Rio Grande do Sul. Segundo projeções apresentadas pelo Governo do Estado durante o lançamento oficial da Temporada de Inverno 2026, os aeroportos gaúchos devem registrar mais de 1,26 milhão de desembarques no período, crescimento estimado de 18,7% em relação ao ano anterior.

Ocupação hoteleira deve superar 80% no inverno

O cenário otimista já é percebido no setor de hospedagem. Dados do Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria (SEGH) mostram que os meios de hospedagem instalados no Vale dos Vinhedos registram média próxima de 61% de reservas para os finais de semana da estação.

A expectativa do setor é ultrapassar 80% de ocupação ao longo do inverno de 2026, consolidando a Serra Gaúcha como um dos destinos mais procurados do país durante os meses frios.

Segundo o presidente da Aprovale, André Larentis, o Vale dos Vinhedos consolidou-se como um destino turístico completo, capaz de atender diferentes perfis de visitantes ao longo de todo o ano.

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Experiências ampliam permanência dos turistas na região

Reconhecido nacionalmente pelo enoturismo, o Vale dos Vinhedos vive o inverno como uma de suas principais vitrines turísticas. O frio típico da Serra Gaúcha, os vinhedos em período de dormência e a gastronomia regional fortalecem experiências mais intimistas e contemplativas.

Nos últimos anos, o território ampliou significativamente sua oferta turística, reunindo atrações que vão além das tradicionais visitas às vinícolas.

Entre as experiências disponíveis estão:

  • degustações técnicas e harmonizações;
  • wine bars e experiências gastronômicas;
  • piqueniques em vinhedos;
  • jantares autorais;
  • hospedagens de charme;
  • trilhas e passeios culturais;
  • atividades de bem-estar e contemplação.

O objetivo é ampliar o tempo de permanência do visitante e fortalecer a conexão com o território.

Nova ciclovia fortalece turismo contemplativo

Entre os investimentos recentes, destaque para a recém-inaugurada Ciclovia Vale dos Vinhedos, considerada uma das principais obras estruturantes do turismo local.

O projeto, defendido há mais de duas décadas pela comunidade e pela Aprovale, amplia a mobilidade dos visitantes e reforça a proposta de um turismo mais seguro, sustentável e integrado à paisagem.

A iniciativa também fortalece o turismo de experiência, tendência crescente no setor enoturístico mundial.

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Vale dos Vinhedos consolida protagonismo no turismo do vinho

Primeira Denominação de Origem de vinhos e espumantes do Brasil, o Vale dos Vinhedos reúne empreendimentos dos municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul.

A região tornou-se uma das áreas enoturísticas mais reconhecidas da América Latina, unindo tradição vitivinícola, gastronomia, hospitalidade e experiências ligadas à cultura do vinho.

Para o setor, o fortalecimento da malha aérea, a retomada da imagem do Rio Grande do Sul como destino turístico e o crescimento do interesse internacional pelo enoturismo brasileiro devem impulsionar ainda mais o fluxo de visitantes na Serra Gaúcha em 2026.

Enoturismo brasileiro vive fase de expansão

O avanço do Vale dos Vinhedos acompanha uma tendência mais ampla de crescimento do turismo ligado ao vinho no Brasil. O segmento vem registrando aumento da demanda por experiências personalizadas, roteiros gastronômicos e viagens focadas em cultura, natureza e bem-estar.

Nesse cenário, o Vale dos Vinhedos chega ao inverno de 2026 reforçando sua posição como um dos destinos turísticos mais desejados do país e referência nacional em enoturismo de alto valor agregado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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